Para que o mundo seja do jeito que a gente quer, a mudança começa conosco, nos pensamentos, ações e sentimentos. Não adianta o ser humano ser bom, se ele tiver pensamentos negativos em relação a si e/ou ao próximo, ou reações tão negativas diante do negativo que reverte pra si o de pior. É necessário que sejamos uno em todas as nossas atitudes mentais, físicas, espirituais, pensar/agir/sentir da mesma forma, superando as diferenças e reagindo ao desconhecido sem pré-conceito, e colocando em prática a lei do amor. Quando conseguirmos juntar essas energias todas e nos tornarmos uno com o universo, teremos aprendido o que Jesus nos ensina, o que a vida nos testa, o que Deus quer de nós. Comunhão. textinho da Chris

terça-feira, agosto 02, 2011

Fora da caridade não há salvação

 CAPÍTULO XV

O de que precisa o Espírito para ser salvo. 

Parábola do bom samaritano.


1. Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; - reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas, - e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.
Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; - porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; - estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.
Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? - Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? - E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? - O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.

Dirá em seguida aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos; - porquanto, tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; precisei de teto e não me agasalhastes; estive sem roupa e não me vestistes; estive doente e no cárcere e não me visitastes.
Também eles replicarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e não te demos de comer, com sede e não te demos de beber, sem teto ou sem roupa, doente ou preso e não te assistimos? - Ele então lhes responderá: Em verdade vos digo: todas a vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo.
E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 31 a 46.)
2. Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? - Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela? - Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. - Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás.
Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo? - Jesus, tomando a palavra, lhe diz:
Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. - Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. -Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. - Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. - Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. - No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar.

Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? - O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. - Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo. (S. LUCAS, cap. X, vv. 25 a 37.)
3. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade: Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.
No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade reservada ao justo e da infelicidade que espera o mau.
Naquele julgamento supremo, quais os considerandos da sentença? Sobre que se baseia o libelo? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia assim: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que cru de outro'? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas como a condição única. Se outras houvesse a serem preenchidas, ele as teria declinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

O mandamento maior

4. Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar: -Mestre, qual o grande mandamento da lei? - Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. - Esse o maior e o primeiro mandamento. - E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
5. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Este princípio se acha formulado nos seguintes precisos termos: "Amarás a Deus de toda a tua alma e a teu próximo como a ti mesmo; toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." E, para que não haja equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta: "E aqui está o segundo mandamento que é semelhante ao primeiro" , isto é, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Necessidade da caridade, segundo S. Paulo

6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; -ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)
7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.
Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

Fora da Igreja não há salvação. Fora da verdade não há salvação

8. Enquanto a máxima - Fora da caridade não há salvação - assenta num princípio universal e abre a todos os filhos de Deus acesso à suprema felicidade, o dogma - Fora da Igreja, não há salvação -se estriba, não na fé fundamental em Deus e na imortalidade da alma, fé comum a todas as religiões, porém numa fé especial, em dogmas particulares; é exclusivo e absoluto. Longe de unir os filhos de Deus, separa-os; em vez de incitá-los ao amor de seus irmãos, alimenta e sanciona a irritação entre sectários dos diferentes cultos que reciprocamente se consideram malditos na eternidade, embora sejam parentes e amigos esses sectários. Desprezando a grande lei de igualdade perante o túmulo, ele os afasta uns dos outros, até no campo do repouso. A máxima - Fora da caridade não há salvação consagra o princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e, qualquer que seja a maneira por que adorem o Criador, eles se estendem as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma - Fora da Igreja não há salvação, anatematizam-se e se perseguem reciprocamente, vivem como inimigos; o pai não pede pelo filho, nem o filho pelo pai, nem o amigo pelo amigo, desde que mutuamente se consideram condenados sem remissão. É, pois, um dogma essencialmente contrário aos ensinamentos do Cristo e à lei evangélica.
9. Fora da verdade não há salvação eqüivaleria ao Fora da Igreja não há salvação e seria igualmente exclusivo, porquanto nenhuma seita existe que não pretenda ter o privilégio da verdade. Que homem se pode vangloriar de a possuir integral, quando o âmbito dos conhecimentos incessantemente se alarga e todos os dias se retificam as idéias? A verdade absoluta é patrimônio unicamente de Espíritos da categoria mais elevada e a Humanidade terrena não poderia pretender possuí-la, porque não lhe é dado saber tudo. Ela somente pode aspirara uma verdade relativa e proporcionada ao seu adiantamento. Se Deus houvera feito da posse da verdade absoluta condição expressa da felicidade futura, teria proferido uma sentença de proscrição geral, ao passo que a caridade, mesmo na sua mais ampla acepção, podem todos praticá-la. O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independente de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Fora da caridade não há salvação

10. Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as conseqüências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação.
Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. Paulo, o apóstolo. (Paris, 1860.).253 
Do Evangelho segundo o Espiritismo
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quinta-feira, julho 28, 2011

ILUSÕES DO ORGULHO

Melindre é o orgulho na mágoa. Cultivemos a coragem de ser criticados.

Pretensão é o orgulho nas aspirações. Aprendamos a contentar com a alegria de trabalhar, sem expectativas pessoais.

Presunção é o orgulho no saber. Tomemos por divisa que toda opinião deve ser escutada com o desejo de aprender.

Preconceito é o orgulho nas concepções. Habituemos a manter análises imparciais e flexíveis.

Indiferença é o orgulho na sensibilidade. Adotemos a aceitação e respeito em todas ocasiões de êxitos e insucessos alheios.

Desprezo é o orgulho no entendimento. Acostumemos a pensar que para Deus tudo tem valor, mesmo que por agora não o compreendamos.

Personalismo é o orgulho centrado no eu. Eduquemos a abnegação nas atitudes.

Vaidade é o orgulho do que se imagina ser. Procuremos conhecer a nós mesmos e ter coragem para aceitarmo-nos tais quais somos, fazendo o melhor que pudermos na melhoria pessoal.

Inveja é o orgulho perante as vitórias alheias. Admitamos que temos esse sentimento e o enfrentemos com dignidade e humildade.

A falsa modéstia é orgulho da “humildade artificial”. Esforcemos pela simplicidade que vem da alma sem querer impressionar.

A prepotência é o orgulho de poder. Aprendamos o poder interior conosco mesmos transformando a prepotência em autoridade.

Dissimulação é o orgulho nas aparências. Esforcemos por ser quem somos, sem receios, amando-nos como somos.

A reeducação moral através das reencarnações nos levará a renovar esse quadro de penúria espiritual da Terra, sob a escravização das sombrias manifestações orgulhosas.

Estamos todos, encarnados e desencarnados, nessa busca de superação e enfrentamento com as nossas imperfeições milenares, e não será num salto que venceremos a grande e demorada luta. Apliquemo-nos nas preciosas e universais lições de Jesus, iluminadas pelos raios da lógica espírita, e esforcemo-nos sem desistir da longa caminhada na conquista da humildade...

Precisaremos de muita coragem para ser humildes, ser o que somos...

Ser humilde é tirar as capas que colocamos com o orgulho ao longo dessa caminhada...


Trecho do livro: Mereça Ser Feliz ( Superando as ilusões do orgulho)
Pelo espírito Ermance Dufraux,
Psicografia de Wanderley S. de Oliveira
 
recebí do[dicaspesirituais]
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domingo, julho 24, 2011

GOVERNADOR ROMANO PUBLIUS LENTULUS DESCREVE JESUS CRISTO

 O governador da Judéia, Públios Lentulus, ao César Romano: 

 
Soube ó César, que desejavas informações acerca desse homem virtuoso que se chama Jesus, que o povo considera um profeta, e seus discípulos, o filho de Deus, criador do céu e da terra. 

Com efeito, César, todos os dias se ouvem contar dele coisas maravilhosas. Numa palavra, ele ressuscita os mortos e cura os enfermos. É um homem de estatura regular, em cuja fisionomia se reflete tal doçura e tal dignidade que a gente sente obrigado a amá-lo e temê-lo ao mesmo tempo.

A sua cabeleira tem até as orelhas, a cor das nozes maduras e, daí aos ombros tingem-se de um louro claro e brilhante; divide-se uma risca ao meio, á moda nazarena. A sua barba, da mesma cor da cabeleira, e encaracolada, não longa e também repartida ao meio. Os seus olhos severos têm o brilho de um raio de sol; ninguém o pode olhar em face.

Quando ele acusa ou verbera, inspira o temor, mas logo se põe a chorar. Até nos rigores é afável e benévolo. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas muitas vezes foi visto chorando. As suas mãos são belas como seus braços, toda gente acha sua conversação agradável e sedutora.

Não é visto amiúde em público e, quando aparece, apresenta-se modestissimamente vestido. Seu porte é muito distinto. É belo.Sua mãe, aliás, é a mais bela das mulheres que já se viu neste país.
Se o queres conhecer, ó César, como uma vez me escreveste, repete a tua ordem e eu te o mandarei. Se bem que nunca houvesse estudado, esse homem conhece todas as ciências.

Anda descalço e de cabeça descoberta. Muitos riem, quando ao longe o enxergam; desde que porém. se encontram face a face com ele, tremem e admiram-no.

Dizem os hebreus que nunca viram um homem semelhante, nem doutrinas iguais às suas. Muitos crêem que ele seja Deus, outros afirmam que é teu inimigo, ó César. Diz-se ainda que ele nunca desgostou ninguém, antes se esforça para fazer toda gente venturosa. 
  
A descrição acima foi traduzida de uma carta de Públius Lentulus a César Augusto, Imperador de Roma.Públius Lentulus foi predecessor de Pôncio Pilatos como governador da Judéia, na época em que Jesus Cristo iniciou seu ministério. 
  
O texto original encontra-se na biblioteca do Vaticano. Comprovada sua autenticidade, tornou-se, fora da Bíblia, o documento mais importante sobre a pessoa do Senhor Jesus Cristo 
  
Sabemos também que após a crucificação de Cristo, Públius Lentulus tornou-se seu seguidor e, juntamente com sua filha Lívia, levava a palavra de Deus aos povos da época. 

wanderley.blogspot.com/2011/07/governador-romano-publius-lentulus.html
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quarta-feira, julho 20, 2011

Feliz Dia do Amigo!


 "Amigo é quem te dá um pedacinho de chão, quando é de terra firme que precisas, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo ou 75% de ti, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas...
É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.

Amigo é aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o acto de compartilhar um momento é melhor do que o de receber. É compreensão para o teu cansaço e insatisfação para a tua reticência.

Amigo é aquele que entende o teu desejo de voar, de desistir devagar, a tua angústia pela compreensão dos acontecimentos, a tua sede pelo "por vir"... É simultaneamente o espelho que te reflete e a parede que te protege.
É quem fica enfurecido por enxergar o teu erro, querer tanto o teu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca tuas lágrimas, é a polpa que adoçica ainda mais o teu sorriso.

Amigo é aquele que toca na tuas feridas para te ajudar, acompanha tuas vitórias, faz piada para amenizar teus problemas... É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo tal como tu... É quem sabe que viver é ter histórias para contar depois.

Amigo é quem sorri para ti sem motivo aparente, é quem sofre com teu sofrimento... É o achar daquilo que tu nem sabias que procuravas, é aquele que te escreve pequenos bilhetes em salas de aulas ou mensagens eletrónicas emocionadas... É aquele que te ouve ao telefone com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse a olhar para os teus olhos.

Amigo é aquele que percebe num simples olhar os teus desejos, os teus disfarces, a tua alegria, mas também o teu medo, as tuas incertezas, as tuas fraquezas... É aquele que aguarda paciente por ti e se entusiasma quando vê aquele brilho no teu olhar...

Amigo é aquele que te diz 'eu te amo' sem qualquer medo de má interpretação... Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista... "

recebí da minha amiga Glaucia
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domingo, julho 17, 2011

O Aprendizado da dor - A escola da vida



"No aprendizado da dor, uma lição para a vida"

Num mundo de tantas comodidades onde se busca o bem estar, a tranqüilidade; no hodierno do sofisticado ladeado dos melhores meios para evitar o pior, falar de dor, certamente, pode aterrorizar alguns. Todavia, ela é uma grande escola. Sua definição já nos alerta para algo a ser levado a sério. Diz-nos o dicionário Aurélio: Sensação desagradável, variável em intensidade e em extensão de localização, produzida pela estimulação de terminações nervosas especiais. A dor, mesmo no seu desagradável precisa de uma atenção especial. O que podemos aprender com ela? Informa-nos Lance Armstrong: A dor é temporária. Ela pode durar um minuto, uma hora, um dia, um ano, mas finalmente acabará e alguma outra coisa tomará o seu lugar. Se eu paro, no entanto, ela dura para sempre. Quando aprendemos com a dor sua lição nos engrandece.


A dor produz o aprendizado. Alicerça a maturidade. Faz pensar com outra direção. Avança nos caminhos da consciência. Valoriza o bem estar dos sentimentos e traz raízes fortes ao coração. A dor constitui uma palavra madura, engrandecida de uma verticalidade lógica e producente. Simone Weil nos consola: A dor é a origem do conhecimento. Mesmo que ela venha a produzir lágrimas amargas, seus frutos são sagrados. A dor tem o direito de nos alertar, ensinar que a vida não é só rosas. Na sala de aula do cotidiano muitos deveres passam pelo dor e o sacrifício. No que aprendi ontem não posso desprezar no hoje. Só não posso lamentar a dor passada, no presente, isto seria criar outra dor e sofrer novamente. Cada dia que passa estou sendo avaliado pela vida. Ela é um grande professor, se não estou atento ganho a perda da oportunidade de um novo aprendizado.


Não posso ser uma mentira no existir. Cesare Cantú assevera: A dor possui um grande poder educativo: faz-nos melhores, mais misericordiosos, mais capazes de nos recolhermos em nós e persuade-nos de que esta vida não é um divertimento, mas um dever. Não somos uma página em branco. Somos a responsabilidade de assinar o branco da página que a vida nos dá todos os dias. Assinar implica comprometer-se com o advento que o dia a dia nos lisonjeia. Muitos serão na alegria, certamente, outros tantos na dor. Brinque com tudo menos com a vida. Quem se arrisca a agitar-se alegremente, foliar, saltar, pular com a vida, pode deparar-se com precipícios e arrependimentos irreversíveis. Não sujeite à sorte ou te aventures com aquilo que a vida te quer oferecer. Selma Lagerlof nos encoraja: Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para suportá-la.


Há quem diga que a vida è tão dolorida. Todavia, ela é mãe e mestra. Feliz aquele que segue seus conselhos e orientações. Levar a sério seus cuidados é ter suas considerações no mais importante do seu ser. Seu valor é incalculável, seu mérito imprescindível. A dor merece nosso louvor. Com ela evito o erro de ontem. Programo o hoje com mais segurança. Considero melhor minhas atitudes. Minhas reflexões têm mais seiva. Sou mais oxigenado nas decisões. O dor alenta o sentimento de ir contra a corrente da vida, mas quem sabe, é nesta dificuldade que encontramos a facilidade para sermos novas pessoas. Receba a dor com valentia, com espírito cristão e estima-la-ás como um tesouro. Pense nisso.

Côn. Dr. Manuel Quitério de Azevedo
Prof.º do Seminário de Diamantina e da PUC  MG
Membro da Academia de Letras e Artes de Diamantina (ALAD).

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sábado, julho 16, 2011

A LEI DA POTENCIALIDADE PURA


 
A fonte de toda a criação é a conscientização pura... A potencialidade pura que busca expressar-se do não manifesto ao manifesto...
E quando descobrimos que nosso verdadeiro Eu é potencialidade pura, alinhamo-nos à força que coordena tudo no universo.
 

APLICAÇAO

1.        Entrar em contato com o campo da potencialidade pura, reservando um momento do dia para ficar em silêncio, para apenas ser. Ficar sozinho em meditação silenciosa pelo menos 2 vezes ao dia por, aproximadamente, trinta minutos pela manhã e trinta minutos à noite.
2.       Reservar um período do dia para comungar com a natureza e observar em silêncio a inteligência que há em todas as coisas vivas. Ficar em silêncio e assistir ao pôr-do-sol, ouvir o ruído do oceano ou de um rio, ou simplesmente sentir o perfume de uma flor. No êxtase do silêncio, e em comunhão com a natureza, desfrutar a pulsação vital das eras, o campo da potencialidade pura e da criatividade ilimitada.
3.       Praticar o não julgamento. Começar o dia dizendo: “hoje, não julgarei nada que aconteça” e durante todo o dia lembrar de não fazer julgamentos.
 
 
 SEGUNDA-FEIRA
 

A LEI DA DOAÇÃO

 
O universo opera através de trocas dinâmicas... dar e receber são diferentes aspectos do fluxo da energia universal.
Em nossa própria capacidade de dar tudo aquilo que almejamos encontra-se a chave para atrair a abundância do universo – o fluxo da energia universal – para a nossa vida.
 

APLICAÇAO

1.        Dar um presente em todo o lugar que for, a todos que encontrar. Esse presente poderá ser um cumprimento, uma flor, uma oração. Oferecer, diariamente, alguma coisa a todas as pessoas com as quais entrar em contato. Estará, assim, desencadeando o processo de circulação de energia – de alegria, de riquezas, de abundância – na sua vida e na de outras pessoas.
2.       Receber agradecido, diariamente, todas as dádivas que a vida oferece: a luz do sol, o canto dos pássaros, as flores, a neve do inverno. E estar aberto para receber dos outros, seja um presente material, seja dinheiro, seja um cumprimento, seja uma oração.
3.       Assumir o compromisso de manter a riqueza circulando em sua vida, dando e recebendo os mais preciosos presentes: carinho, afeição, apreço, amor. Desejar, em silêncio, felicidade e muita alegria toda vez que encontrar alguém.
 
 
 TERÇA-FEIRA
 

A LEI DO CARMA OU DE CAUSA E EFEITO

 
Toda a ação gera uma força energética que retorna a nós da mesma forma... O que semeamos é o que colhemos.
E quando escolhemos ações que levam felicidade e sucesso aos outros, o fruto de nosso carma é a felicidade e o sucesso.
 

APLICAÇAO

1.        Observar as escolhas que vai fazer hoje a todo momento. E na observação dessas escolhas, trazê-las para a percepção consciente. Ter bem claro que a melhor maneira de se preparar para todos os momentos do futuro é estar plenamente consciente do presente.
2.       Toda a vez que for fazer uma escolha, pergunte: “quais serão as conseqüências desta escolha?”; “esta escolha trará satisfação e felicidade a mim e aos outros que serão afetados por ela?”.
3.       Pedir, então, orientação ao coração e seguir a mensagem enviada por ele de conforto ou de desconforto. Se a escolha for de conforto, entregar-se totalmente a ela. Se a escolha for de desconforto, parar para ver as conseqüências  daquele ato com sua visão interior. Essa orientação permitirá fazer escolhas corretas espontâneas tanto para você quanto para os que o circundam.
 
 
 QUARTA-FEIRA
 

A LEI DO MÍNIMO ESFORÇO

 
A inteligência da natureza opera pela lei do mínimo esforço...
Sem ansiedade, com harmonia e amor.
E quando utilizarmos as forças da harmonia, da alegria, do amor, atraímos sucesso e boa sorte facilmente.
 

APLICAÇAO

1.        Praticar a aceitação, dizendo: “hoje aceitarei pessoas, situações, circunstâncias, fatos como eles se manifestarem”. Saber que o momento é como deve ser, porque todo o universo é assim. Não se voltar contra todo o universo, lutando contra o momento presente. Dizer a si mesmo: “ minha aceitação será total e completa; verei as coisas como são no momento em que ocorrerem e não como eu gostaria que fossem”.
2.       Aceitando as coisas como são, assumir a responsabilidade pela sua situação e por todos os fatos que considera problemáticos. Ter bem claro que assumir a responsabilidade é não culpar alguém, ou alguma coisa, pela sua situação. Saber, também, que todo o problema traz em si uma oportunidade e que a consciência das oportunidades vai permitir olhar para o momento problemático e transformá-lo em imenso benefício.
3.       Assentar sua percepção, hoje, na indefensibilidade. Desistir da necessidade de defender seus pontos de vista e de convencer e persuadir os outros a aceitá-los. Permanecer aberto a todos os pontos de vista e não se prender a nenhum deles.



QUINTA-FEIRA
 

A LEI DA INTENÇÃO E DO DESEJO

 
É inerente a toda intenção e a todo o desejo o mecanismo da sua realização... a intenção e o desejo têm, no campo da potencialidade pura, o poder da organização infinita.
E quando introduzimos uma intenção no campo fértil da potencialidade pura, colocamos essa infinita organização a nosso serviço.
 

APLICAÇAO

1.        Fazer uma lista de todos os seus desejos. Carregar essa lista para todos os lugares. Olhar para ela antes de entrar em silêncio e meditação. Olhar antes de adormecer à noite. Olhar quando acordar pela manhã.
2.       Liberar a lista de seus desejos e a soltar no ventre da criação. Confiar. Se as coisas não saírem como deseja, há uma razão para isso. O plano cósmico com certeza terá desígnios maiores para você do que os que possa conceber.
3.       Lembrar de praticar a consciência do momento presente em todas as ações. Não permitir que os obstáculos consumam e dissipem a qualidade da atenção do momento presente. Aceitando o presente como ele é, o futuro se manifestará nas intenções e nos desejos mais caros e profundos.
 
 
 SEXTA-FEIRA
 

A LEI DO DISTANCIAMENTO

 
No distanciamento está a sabedoria da incerteza....
Na sabedoria da incerteza está a libertação do passado, do conhecido, que é a prisão dos velhos condicionamentos.
E na mera disponibilidade para o desconhecido, para o campo de todas as possibilidades, rendemo-nos à mente criativa que rege o universo.
 

APLICAÇAO

1.        Comprometer-se, hoje, com o distanciamento. Dar a si próprio e aos outros a liberdade de ser o que é. Evitar imposição rígida de suas idéias sobre como as coisas devem ser. Não forçar soluções de problemas, criando assim novos problemas. Participar de tudo, mas com envolvimento distanciado.
2.       Transformar a incerteza em um ingrediente essencial da própria experiência. Na disponibilidade para aceitar a incerteza, as soluções emergirão espontaneamente do próprio problema, da própria confusão, da desordem, do caos. Quanto mais incertas forem as coisas, mais seguro deverá se sentir, porque a incerteza é o caminho da liberdade. Através da sabedoria da incerteza encontrará segurança.
3.       Entrar no campo de todas as possibilidades e antecipar a excitação que pode ocorrer quando se está aberto a uma infinidade de escolhas. Quando entrar no campo de todas as possibilidades, experimentará toda a diversão, toda a magia, todo o mistério, toda a aventura da vida.
 
 
SÁBADO
 

A LEI DO DARMA OU DO PROPÓSITO DA VIDA

 
Todos têm um propósito de vida... um Dom singular ou um talento único para dar aos outros.
E quando misturamos este talento singular com benefícios dos outros, experimentamos o êxtase da exultação de nosso próprio espírito - entre todos, o supremo objetivo.
 

APLICAÇAO

1.        Nutrir amavelmente, hoje, a divindade que habita em você, no fundo de sua alma. Prestar atenção ao seu espírito, que anima seu corpo e sua mente. Despertar desse profundo sono dentro do seu coração. Carregar consigo a consciência da atemporalidade, do ser eterno, em todas as experiências limitadas pelo tempo.
2.       Fazer uma lista de seus talentos únicos. Depois, outra lista expressando esses talentos. Diga, então: “quando eu os expresso os ponho a serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância em minha vida, bem como na vida de outros”.
3.       Perguntar a si mesmo diariamente: “como posso servir?” e “como posso ajudar?” As respostas a essas perguntas permitirão ajudar e servir a seus semelhantes, com amor.
 
EXTRAIDO DO LIVRO:
AS SETE LEIS ESPIRITUAIS DO SUCESSO
DE: DEEPAK CHOPRA
 
recebi de Zaida [tratamentoadistancia]
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quinta-feira, julho 14, 2011

20 CONSELHOS de HARVARD

 
As universidades de Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 20 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual !!

1- Um Copo de Suco de Laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.

2-
Salpicar Canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).

3-
Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral que tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.

4-
Mastigar os vegetais por mais tempo.

Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.

5- Adotar a regra dos 80%: servir-se menos 20% da comida que ia ingerir evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.

6- O futuro está na
Laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.

7-
Fazer refeições coloridas como o arco-íris. Comer uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

8-
Comer pizza. Mas escolha as de massa fininha.
O Licopene, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza.

9-
Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente.
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes.  Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.

10-
Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória...
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova...
Leia um livro e memorize parágrafos.

11-
Usar fio dental e não mastigar chicletes.
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração.  Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

12-
RIR.
Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida.  Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.

13-
Não descascar com antecipação.
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos.  
Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer.

14-
Ligar para seus parentes/pais de vez em quando.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.

15-
Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias.  Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.

16-
Ter um animal de estimação.
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourados pode causar um bom resultado.

17-
Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%
, segundo cientistas da Harvard Medical School.

18-
Reorganizar a geladeira.
As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas
, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo.

19-
Comer como um passarinho.
A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

20- e, por último, um mix de
Pequenas Dicas para alongar a vida:

-Comer chocolate.

Duas barras por semana estendem um ano a vida.  O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.


- Pensar positivamente.

Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais facilmente.


- Ser sociável.

Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família.


- Conhecer a si mesmo.

Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo.

Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos...
É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:
'Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável'!
 
Do [dicasespirituais]
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quinta-feira, julho 07, 2011




Ciberteologia
Revista de Teologia & Cultura

Edição nº 6 - Ano II - Julho/Agosto 2006 - ISSN: 1809-2888

Espiritualidade, religião e fé

Francisco Catão
No âmago das incertezas, das inquietações, dos sonhos e das experiências, que constituem a trama da vida, figuram essas três palavras, tornadas muito importantes no momento histórico-cultural em que vivemos. Designam uma vivência além das questões teóricas ou pragmáticas, teológicas ou políticas, que se revelam, nos dias de hoje, incapazes de satisfazer os mais profundos anseios do coração. Parecem conter o segredo da felicidade e da paz, apesar das resistências que encontram nas mentes enredadas nas certezas sempre provisórias das ciências ou cegadas pela paixão do domínio, político ou econômico.
Espiritualidade, religião e fé têm em comum a percepção, mais ou menos confusa, na maioria dos casos, de que a vida, tal como se nos apresenta, tanto para as pessoas como para as sociedades, além de breve, é incerta e está longe de ser plenamente satisfatória. Para realizar-se, o ser humano não pode viver totalmente em função do que é e do que faz agora, precisa descobrir algo ou alguém que lhe ilumine existência, dê consistência à vida e sentido à sua ação, tem sede de transcendência.
Denominamos religião, de maneira genérica, as muitas e variadíssimas formas com que o ser humano, desde as mais antigas eras, expressou essa sua percepção. No seio de todas as culturas, a busca do sentido deixou marcas, mais ou menos profundas, cuja importância temos, hoje, uma certa dificuldade em compreender, por vivermos num tempo quase inteiramente voltado para as questões imediatas da sobrevivência e do lazer.
Custamos a imaginar que a verdade do ser humano e, portanto, da sociedade depende do sentido que tem a vida compartilhada, expresso nas mil maneiras de significá-la e de entendê-la, que vão desde as formas mais elementares da linguagem com que as pessoas e os grupos se comunicam até o ritual e o discurso das grandes manifestações sociais, passando pela forma que tomam as instituições econômicas, culturais e políticas.
Antes de se traduzirem em organizações específicas, religiões ou igrejas apresentam-se como expressão de uma resposta às aspirações humanas para a busca de sentido. Nem sempre, porém, o reconhecimento do sentido chega a formular-se como uma religião, na concepção ocidental do termo, aliás de origem latina. As muitas filosofias de vida, sabedorias ou práticas de iniciação mística que prevalecem no Oriente constituem, sem dúvida, respostas para a busca de sentido, por isso a elas também se pode aplicar, de maneira diversa, analógica, a denominação religião.
De fato, religião, quer no sentido ciceroniano — de releitura das tradições pátrias, re-legere —, quer no sentido cristão — de restabelecimento do laço com o absoluto, re-ligare —, o termo tende a institucionalizar-se, assumindo um perfil de relação com o Absoluto. Envolve, assim, a vida da sociedade, de cada uma das pessoas e até mesmo do cosmo. Nessa perspectiva, compreende-se que vise a responder às perguntas que, de certo modo, habitam a profundidade de todos os seres humanos: de onde viemos, que somos, para que existimos? As religiões são construtos de rito, mito, prática de vida e instituições em que se expressam respostas mais ou menos convincentes a tais questões. Umas apelam para a experiência interior de união com o Transcendente; outras para a sabedoria haurida na experiência do dia-a-dia, por meio de gerações e gerações; outras, enfim, se caracterizam por apresentarem-se como fruto da revelação ou manifestação do Absoluto sempre por meio de um iluminado, uma personalidade marcante, que traçou o caminho a ser seguido na busca de realização do anseio profundo, presente em todo coração humano.
No terceiro caso, a religião gera e está sustentada por uma fé: a confiança na sabedoria e na experiência espiritual daquele que se apresenta como devendo ser seguido. Uma das grandes lições da história das religiões é que seus fundadores nunca se apresentaram como fonte de sentido, capazes, pessoalmente, de responder aos anseios do coração de seus fiéis. Todos eles apontam para um caminho que os ultrapassa ou para Alguém de quem se apresentam como testemunhas, delegados ou, numa terminologia mais técnica, mensageiros, profetas.
Fala-se, por isso, nesse caso, de religiões proféticas, cuja principal característica acaba sendo a prioridade absoluta da fé, não apenas num caminho ou numa verdade, mas numa Pessoa, de que depende todo o caminho e toda a verdade, de quem dependem todas as coisas e o universo inteiro. Tal realidade, transcendente e pessoal, é denominada Deus.
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A fé, assim entendida, na sua gênese religiosa, é a atitude, por excelência, de que depende a realização do ser humano. A tradição religiosa bíblica coloca a fé como princípio do que chama de salvação, por entender que a realização do ser humano passa por um caminho mais ou menos longo de purificação e de triunfo sobre o mal, sobre a morte inclusive.
Vale a pena refletir sobre as conseqüências, para a religião e para a vida, da centralidade da fé. Na sua busca de sentido, o ser humano, pessoas e comunidades vêem-se confrontados com Alguém que detém, em suas mãos, o universo inteiro, e de cuja presença não nos é possível escapar. Alguém que exige fidelidade, mas, ao mesmo tempo, garante-nos contra todos os perigos e ameaças da vida. Alguém, enfim, que é capaz de conferir um sentido definitivo à existência. E somente esse Alguém.
A dinâmica das relações interpessoais, que fazem a trama da vida cotidiana, pois ser humano algum é uma ilha, transfere-se, sutilmente, para a dinâmica do comportamento religioso, na busca de sentido. Assim como não há relação humana sadia sem confiança recíproca, no nível do encontro com outrem e da troca que constitui o conteúdo desse encontro, também não há relação com o Transcendente, não há religião, nem fé, sem confiança, que acreditamos ser igualmente recíproca.
Ora, assim como a qualidade da relação entre duas pessoas denomina-se espírito que reina entre elas — espírito de cooperação, de respeito, de atenção e de amor, mas também espírito de competitividade, de aproveitamento do outro ou de vingança —, assim também denominamos espírito o clima que reina na relação com Alguém de quem dependemos e que confere sentido à nossa vida. Espírito é o Espírito de Deus, de que participamos quando cremos.
Espiritualidade, por conseguinte, designação abstrata da realidade da participação no Espírito, nada mais é do que a atenção e o cultivo do clima que prevalece na nossa vida, em busca de sentido e, em particular, o clima que reina na nossa relação uns com os outros e com Deus, presidindo a toda a nossa existência.
Como entender, porém, a espiritualidade, nos dias de hoje, marcados pela relativização da religião e pela ausência de fé pessoal? Um dos autores cristãos mais cotados na tradição católica para falar de espiritualidade é, sem dúvida, João da Cruz (1542-1591). É interessante observar que esse autor, há mais de quatro séculos, operou uma análise fria e objetiva do clima em que deve viver o cristão para ser fiel ao ensinamento de Jesus. Quando nos dedicamos a lê-lo à luz da problemática espiritual do nosso tempo, observamos uma originalidade que muitas vezes escapa aos seus intérpretes: a necessidade de construir-se uma espiritualidade baseada na fé, por certo, mas superando a generalidade da religião. Essa uma das observações mais importantes de um recente comentador.[1]
A religião tem de ser purificada pela fé, de modo que chegue a não mais contar em si mesma, mas dê lugar ao que chama de uma fé desnuda. Somente essa fé percebe Deus em sua liberdade pessoal, em seu ser como outro, não como objeto, em sua promessa inexprimível, em seu amor maior. Sem a superação da religião, a espiritualidade torna-se um ídolo, uma simples projeção dos desejos e das aspirações humanas.
Javier Garrido observa que é aí, precisamente, que se verifica um encontro profundamente significativo da tradição bíblica com as exigências da vida moderna. No mundo secularizado, a religião torna-se um engodo. O ópio do povo. Perde sentido se não cede a primazia à fé. Esta somente, despida de toda idolatria do religioso, até mesmo, num certo sentido, das estruturas temporais das religiões, é capaz de animar a vida humana, até nas suas expressões mais profundas de busca de sentido que se qualificavam como religiosas.
Escreve Garrido:
Pode parecer uma extrapolação relacionar esta sabedoria da fé com a cultura secular, mas não será tal se formos capazes de uma releitura. É o que tenta precisamente fazer em sua obra. Com efeito, para alguns a secularidade define-se pela negação da transcendência. Para nós, no entanto, é um fenômeno cultural, cujo sentido último é a emancipação do ser humano da imagem sagrada do mundo.
Reformulamos, em seguida, algumas das observações conclusivas de Garrido.
A partir dessa perspectiva, a secularidade tem conexões profundas com a maturidade da fé. Reivindica a autonomia das causas segundas e suspeita de toda interpretação religiosa de fatos e fenômenos puramente históricos. Requer a superação dos componentes psicológicos inconscientes das experiências extraordinárias.
Reivindica, assim, a emancipação do ser humano de toda ordem preestabelecida (sistemas mediadores do divino como sistemas de segurança). A nudez da fé liberta o ser humano da lei e dos apoios que condicionam sua liberdade interior.
A secularidade critica toda a pretensão de objetivar Deus como parte do mundo. A fé, como conhecimento próprio de Deus, implica a dessacralização do mundo, até da experiência religiosa vivida a partir do mundo, pois é luz de Deus em Deus, na nudez de imagens e conceitos.
A secularidade, além disso, obriga a espiritualidade cristã a uma consciência nova de sua identidade, expressão verdadeira e profunda do que há de válido no cerne do desejo religioso do ser humano. De fato, envolvidos na secularidade da civilização contemporânea, vivem muitos crentes que tiveram de pôr em crise suas fantasias religiosas infantis mediante a crítica radical do pensamento religioso, para realizar-se, espiritualmente, como seres humanos.
Na tradição bíblico-cristã, a fé não se justifica pela sua relevância, nem pela sua eficácia no mundo, mas pelo dom gratuito que Deus fez de si mesmo aos seres humanos. Esta é sua ligação primária com a secularidade. Deus não é necessário ao ser humano porque é mais do que necessário, como princípio da autodoação de amor. Por isso somente pode ser conhecido em si mesmo na fé, isto é, na luz em que não aparece como causa, mas como dom de sentido e de Amor Absoluto. Antropologicamente, isso significa que o ser humano vive Deus na experiência transcendental, menos como Ente Supremo entre os demais, mas como fonte pessoal de uma experiência transexperimental, como Alguém além de tudo o que se pode alcançar e imaginar.
A fé, entretanto, extravasa, infinitamente, os pressupostos críticos da secularidade. Esta tem muito de reacional, facilmente confunde a dessacralização com a pretensão de dominar arbitrariamente a natureza, ou auto-afirma-se com um hipercriticismo adolescente que esconde a saudade de suas raízes religiosas perdidas, ou priva o mundo da densidade do real, nunca redutível a objeto científico. A enfermidade mortal da secularidade erigida em cosmovisão integral é a angústia de uma liberdade voltada sobre si mesma, que, percebendo Deus como rival, nega sua própria fonte.
A espiritualidade baseada na fé constitui, assim, o caminho que responde, de maneira única e inédita, a todas as aspirações religiosas da humanidade: é o segredo e o critério da verdadeira religião.

sábado, julho 02, 2011

Frases de Gandalf - O senhor dos anéis

 A sociedade do Anel

"Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes a vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte. Pois mesmo os muito sábios não conseguem ver os dois lados."

Você pode encontrar as coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou.

"Tudo o que temos de decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado."

Coragem é a melhor defesa que vocês têm agora!

Não vou pedir que não chorem, pois nem todas as lagrimas são um mal.

Fonte: pensador.uol 
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sexta-feira, julho 01, 2011

Terapia de Grupo em SP

TERAPIA de GRUPO

MORADORES da região de SÃO PAULO PREPAREM-SE....

PROJETO PSICOTERAPIA AO ALCANCE DE TODOS ($). Estão abertas as inscrições para psicoterapia em GRUPO. Quem quiser inscrever-se pois o grupo será restrito envie-nos um EMAIL para conscienciaintegral@yahoo.com.br contendo: NOME COMPLETO, IDADE, ENDEREÇO, TELEFONE FIXO/CELULAR E PROFISSÃO.

O grupo está PREVISTO para dar início em AGOSTO aos SÁBADOS com 2 horas de duração e uma vez por semana.

Psicoterapia na CIDADE com CUSTO de COMUNIDADE.

Shalom
Facilitadora: Cynthia Marsola.

quinta-feira, junho 30, 2011

O guardador de rebanhos - VIII


Fernando Pessoa
(Alberto Caeiro)
[213]


Num meio dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra,
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.



Tinha fugido do céu,
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras,
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem


E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três,
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz

E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz no braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras nos burros,
Rouba as frutas dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas,
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus,
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia,
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.

Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
mas os seres não cantam nada,
se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres".
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
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Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos a dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade

Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales,
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos,
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
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Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
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Esta é a história do meu Menino Jesus,
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?


Fonte: Releituras

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