Para que o mundo seja do jeito que a gente quer, a mudança começa conosco, nos pensamentos, ações e sentimentos. Não adianta o ser humano ser bom, se ele tiver pensamentos negativos em relação a si e/ou ao próximo, ou reações tão negativas diante do negativo que reverte pra si o de pior. É necessário que sejamos uno em todas as nossas atitudes mentais, físicas, espirituais, pensar/agir/sentir da mesma forma, superando as diferenças e reagindo ao desconhecido sem pré-conceito, e colocando em prática a lei do amor. Quando conseguirmos juntar essas energias todas e nos tornarmos uno com o universo, teremos aprendido o que Jesus nos ensina, o que a vida nos testa, o que Deus quer de nós. Comunhão. textinho da Chris

sábado, junho 11, 2016

O Limite e a Tolerância
Tudo que é "perfeito" tem limites impostos pelo seu próprio ser ou estado de "perfeição": um ser que manifeste as suas qualidades não o pode fazer sempre em todos os aspectos. O imperfeito, além de não manifestar sua potencialidade, quando o faz, pode fazê-lo de modo a não preencher as características do seu ser.
O homem é um ser social e possui uma individualidade. Não é perfeito e portanto, sob diversos aspectos, limitado. Precisa viver consigo mesmo e com os outros, porém, as leis pessoais não são as mesmas que as sociais. Pelo valor que é a individualidade, alguns homens são melhores em certos aspectos; outros, em outros, e assim a sociedade se completa e a vida social é possível. Mas a moeda tem outra face e o fato das pessoas diferirem em tantos aspectos pode gerar atritos de valores. Os limites das pessoas também são diferentes. Neste ponto começa o limite entre o pessoal e o social. Existem situações que podem ser ignoradas, passíveis de serem aceitas, em prol da sociedade, do bem comum. Mas o limite não é fixo, pode variar muito: toleramos algo numa manhã, mas se o mesmo assunto for apresentado à noite..., passa dos limites. Quereríamos que este limite fosse mais elástico, e de certo modo o é. O limite da tolerância tem por um lado a manutenção da individualidade e por outro a inclusão do individual no social. Se isto não ocorrer, alguns perdem sua individualidade e outros são excluídos e preferem se isolar do convívio social.
Neste conviver, o homem percebe que seus sonhos nem sempre são realidades quando se analisa na perspectiva do tempo. A certeza da morte o incomoda, seja pelo desejo de realizar-se, de deixar uma contribuição para a sociedade, ou pelo nihilismo teórico-prático em que muitos podem mergulhar.
Nossa liberdade é o preço da nossa existência, segundo Rodríguez-Rosado (1976). Existimos como seres humanos livres. Se não tivéssemos liberdade, nossa existência com certeza não seria da mesma forma. Seríamos outros seres, incapazes de optar, pois nosso protocolo seria rígido. Ao optar, por exemplo, entre ficar em casa estudando ou sair com os amigos para descansar, em qualquer um dos casos, mostraremos que somos livres - e responsáveis -, mas pagaremos o preço da nossa livre decisão. Cada ser humano pode optar, e ao escolher exclui algo. E todas as nossas ações podem ser vistas por terceiros, que nos rotulam em função das nossas ações. Existimos e somos, mas nem sempre gostamos de ser rotulados pelos nossos defeitos, modos etc. Algumas pessoas possuem defeitos mais evidentes, que se manifestam no convívio social. A semelhança de uma verruga negra e grande na ponta do nariz; caso estivesse escondida em outra parte do corpo, chamaria menos a atenção. Assim são nossos defeitos. Muitas vezes eles são evidentes, outras não.
A mente humana por vezes tende a caricaturizar em função dos traços ou atitudes negativas daqueles que nos cercam. Melhor seria ver os aspectos positivos dos outros: é mais fácil ensinar algo do que fazer alguém esquecer alguma coisa. Assim, poderíamos afirmar que a primeira impressão é a mais forte. Mas as pessoas mudam, por conta própria ou com a ajuda de terceiros. E no processo de mudança se percebe, por um lado, um limite pessoal; por outro, uma tolerância social. No final de cada interrelação, ambas as partes são capazes de exibir um estado superior ao anterior. É sobre estes pontos que iremos tecer algumas considerações.
A tolerância
A palavra tolerância provem do latim tolerantia, que por sua vez procede de tolero, e significa suportar um peso ou a constância em suportar algo. Teve no passado, e com sentido negativo, a função de designar as atitudes permissivas por parte das autoridades diante de atitudes sociais impróprias ou erradas. Hoje em dia, pode ser considerada uma virtude e se apresenta como algo positivo. Esta é uma atitude social ou individual que nos leva não somente a reconhecer nos demais o direito a ter opiniões diferentes, mas também de as difundir e manifestar pública ou privadamente(1).
Tomás de Aquino diz que a tolerância é o mesmo que a paciência(2). E a paciência é justamente o bom humor ou o amor que nos faz suportar as coisas ruins ou desagradáveis. Ao tratar do tema da justiça, o Aquinate também nos indica que "a paciência - ou tolerância - é perfeita nas suas obras, no que respeita ao sofrimento dos males, em relação aos quais ela não só exclui a justa vingança, que a justiça também exclui; nem só o ódio, como a caridade; nem só a ira, como a mansidão, mas também a tristeza desordenada, raiz de todos os males que acabamos de enumerar. E por isso, é mais perfeita e maior, porque, na matéria em questão, extirpa a raiz. Mas não é, absolutamente falando, mais perfeita que as outras virtudes, porque a fortaleza não suporta os sofrimentos sem se perturbar, o que também o faz a paciência, mas também os afronta, quando necessário. Por isso, quem é forte é paciente, mas não, vice-versa. Pois a paciência é parte da fortaleza."(3)
A diferença de abordagem, seja ela histórica ou dentro dos diferentes campos das ciências particulares, nos permite observar que dentro das humanidades, a tolerância diz respeito ao ser humano ou a sociedade, enquanto que nas ciências exatas, está baseada em leis físico-químicas e biológicas. Alguns exemplos ilustram o uso da palavra (in)tolerância ao longo dos séculos.
No final do séc. XVI, muito se falou de tolerância religiosa, eclesiástica ou teológica. Hoje em dia também se tolera - pacientemente - em pontos que não são essenciais de uma determinada doutrina mesmo que seja em detrimento da mesma, mas para uma melhor convivência social(4).
No passado (desde meados do séc. XIX), maison de tolérance(5) era a casa ou zona de prostituição: muitos toleram esses locais, procurando evitar, assim, a disseminação desses costumes em toda sociedade.
Na medicina, a palavra "tolerância" é utilizada para significar a aptidão do organismo para suportar a ação de um medicamento, um agente químico ou físico. Desta forma, as diferentes espécies toleram de diferentes modos os microrganismos: alguns adoecem e morrem, a outros nada ocorre. Os níveis de tolerância à radiação têm tal limite... Tecnicamente, a tolerância é o limite do desvio admitido dentro das características exatas de um objeto fabricado ou de um produto e as características previstas. Não são todos que suportam os medicamentos, e algo que está fora das normas algumas vezes pode ser tolerado. E assim pode se falar também de suportar fisicamente ou mentalmente algo pesado; em tolerar erros gramaticais; assim, podemos descer um degrau, recebendo o conhecimento neste nível, o qual é mais tolerável; algo pode ser tolerável, inclusive indiferente, aceitável: "o almoço foi bastante tolerável". Até mesmo dentro da ecologia Odum (1953) no seu livro Fundamentos de Ecologia coloca exemplos de limites de tolerância dentro da natureza(6).
Dentro das leis físicas, o universo tende a se desorganizar. Por outro lado, tudo que está vivo, tende a se organizar. Mas o homem, sendo livre, pode "ajudar" a desorganizar o mundo. Como num processo de tentativa e erro, as pessoas buscam soluções para viver consigo mesmo e com as demais. Às vezes parece que temos na mão um saco cheio de bolas, que tentamos arremessar e colocá-las dentro de um buraco distante. De modo simplista, dizemos que podemos acertar ou não, mas na prática, as coisas não ocorrem bem assim. O acerto aparece como uma vitória. Foram centenas de arremessos, e um acerto! Tolerar é aceitar os limites, é na realidade ser paciente. A paciência é justamente aceitar o desagradável, com bom humor.
Também na literatura universal, existem alguns provérbios que nos recordam a tolerância.
Tolérance n’est pas quittance(7), que poderíamos traduzir por: "Tolerância não é liberdade total...". Numa pequena cidade do interior, um deficiente físico, sem pernas, perambulava pela cidade com auxílio das duas mãos e o apoio do tronco. Durante anos, no seu trajeto, era debochado por um homem que dizia: - Vai gastar o... Um dia ele perdeu a paciência e matou o importunador. Na justiça, o aleijado foi duramente atacado, e tido como assassino cruel. O advogado, ao iniciar a defesa, falou durante dez minutos elogiando a qualidade de cada membro do júri, até que o juiz interrompeu: - Se o senhor não iniciar a defesa, não permitirei que prossiga. Sabiamente, o advogado respondeu: - Meritíssimo, se o senhor não agüentou dez minutos de elogios, imagine a situação do réu que suportou anos de insultos... Nestes casos, pode valer o provérbio: "Não seja intolerante a menos que você se confronte com a intolerância"(8).
Quanto à tolerância, costumamos atuar, como diz o provérbio, "com dois pesos e duas medidas": tendemos a ser muito complacentes com os desvios de nossa conduta (e isto quando os reconhecemos...) e implacáveis com os outros: não lhes damos o tempo necessário para mudar. De fato, abandonar um mau costume e atuar de modo completamente oposto é uma tarefa que exige esforço e pode durar meses ou anos... E, quanto aos outros, exigimos que tudo ocorra no mesmo instante, esquecendo que as coisas têm seu ritmo natural. Um feijão demora para germinar, crescer, florir, dar a vagem... e nós às vezes somos semelhantes às crianças, que deixam o feijão no algodão do pires com água, e no dia seguinte se decepcionam com a ausência de vagens. Para viver, deixar viver(9).
O que leva duas pessoas a entrarem em discórdia? A invasão do direito alheio, o ultrapassar o limite de tolerância, a incapacidade de compreensão mútua ou própria, a falta de empatia, a nossa própria natureza, o nosso temperamento. Somos limitados, e isto se manifesta também no modo tosco com que nos relacionamos muitas vezes com as pessoas.
A distância que existe entre as pessoas, em parte é criada por cada um. Às vezes percebemos que com alguns, já num primeiro momento, se consegue chegar perto, e falar sem gritar ou mandar mensageiros, mas nem sempre é assim. É preciso usar a inteligência, para encontrar o caminho da comunicação entre as pessoas. Inteligência e vontade de querer se comunicar... ou não.
Os limites
Nossas limitações são patentes. Não somos o que queremos, não fazemos tudo que sonhamos, não temos o dom de estar onde desejamos. Dentro destes limites é que nos movemos. Conhecer os limites pessoais e os dos outros - pois somos seres que não se repetem - é uma tarefa que dura toda a vida. O limite também não é algo estático, as pessoas mudam. Logo, o sistema de comunicação entre as pessoas é algo dinâmico e tem suas "leis" próprias, que cabe a cada um descobrir em cada momento. Em vez de gastar tempo reclamando que não existe comunicação, poderemos empregá-lo, verificando como estabelecer esta relação.
Por outro lado, quando as pessoas se aproximam, uma tem em relação a outra uma expectativa. Na prática existe também um pré-conceito, mas por ora, vale a pena refletir sobre a expectativa.
Expectativa
Nossas atividades estão inseridas no contexto da expectativa. Spes em latim, significa tanto esperança como expectativa de algo feliz. Um novo emprego, um novo trabalho, uma nova amizade geram expectativas. Alguns defendem a postura de não ter expectativa de nada, e assim, o que ocorrer de bom nos fará felizes. Mas isto não condiz com a etimologia da palavra. Temos esperança de que se agirmos de um modo, seremos felizes. Se nos relacionamos com alguém, é porque precisamos deste alguém, ou gostamos de estar com ele.
Quando um aluno se aproxima do professor para pedir um estágio, ambos têm uma expectativa. Explicitar estas expectativas um ao outro, evita a decepção. O combinado não sai caro, reza o ditado popular. Desta forma se evitaria a conhecida antropofagia...
A antropofagia nos une, quando os interesses pessoais têm a possibilidade de serem supridos pelas habilidades alheias. Agumas vezes o aluno apenas quer uma bolsa, ou aprender uma técnica, publicar um trabalho, decidir sua vida profissional; ou talvez ele esteja querendo ficar no estágio uma semana, um mês, um ano... sua vida toda. E como iremos saber se não perguntarmos? O professor também espera algo do aluno. Às vezes de modo possessivo, outras vezes de modo diferente, como mão de obra. Pode pensar também num talento para vida acadêmica, e se por um lado vê um discípulo, não pode deixar de encobrir as dificuldades pelas quais irá passar. Mas isto tudo, não passa de dúvidas. Um tem expectativa do outro, e nada mais lógico e razoável que exista um diálogo entre ambos, antes de iniciar as atividades. Alguém tem expectativa de alguém, mas ninguém não tem expectativa de ninguém... E os outros são para nós alguém... ou ninguém?!
Compreensão
Compreender cada um como é, acaba sendo o melhor modo de interagir. As vezes as pessoas precisam de peixe, outras vezes, precisam de trabalho educativo sobre a pesca, e sempre atenção externa de outras pessoas. Todos precisamos de cúmplices em nossas atividades.
Compreender, querer, perdoar. Esta tríade resume bem o relacionamento humano ideal. Da cultura popular somos capazes de lembrar: "Deus perdoa sempre, os homens de vez em quando, a natureza nunca" ou "Errar é humano, perdoar é divino". O perdão absoluto é divino. Nós podemos ter o ideal de perdoar, mas nem sempre conseguimos, como na terrível fórmula: "Perdoar, eu perdôo; mas esquecer, não esqueço...".
O erro das pessoas leva às vezes a conseqüências sérias para um perdão imediato. A reação pessoal ou social contra aquele que errou, pode ser irasciva, vingativa, punitiva. Mas o que se quer mesmo, é que aquele que errou, e com isto de certa forma agrediu, reconheça e mude. Talvez precise sofrer as conseqüências do seu ato para merecer o perdão. Não reconhecer o próprio erro ou de certa forma encobri-lo já consiste em parte da pena, por não se adequar com a verdade. Perdoar antes porém, abre uma porta honrosa para o agressor, que não precisa gastar tempo se justificando. Aqui vale mais uma definição do ser humano: aquele que é capaz de se desculpar e justificar em todos os seus atos, mas que ficaria envergonhado de manifestar esta desculpa ou justificativa em voz alta para outros. Sim, as desculpas que damos a nós mesmos para fazer coisas erradas, não convencem...
O castigo piora o ruim e melhora o bom, e como o bom deve ser melhorado, não se deve evitar o castigo. Mas, o ruim? Não merece o castigo, ou além do castigo precisa de algo para melhorar? Talvez precise também da compreensão... As pessoas aprendem também pelos erros, próprios ou alheios, históricos ou do presente. Quanto maior o erro, piores as consequências, e menores as chances de errar de novo. A evidência do erro para a sociedade mexe com os brios daquele que errou. A compreensão não pode ser confundida com a cumplicidade no erro; a cumplicidade está associada ao desejo de ser solidário com a pessoa que errou e disposição de ajuda para reverter esta situação. Esta aventura de compreender implica num compromisso. O amigo, é aquela pessoa que apesar de conhecermos perfeitamente como é, continua sendo amigo ou: "O amigo é o amigo do amigo".
O perdão, pode ser imediato ou não, com consequências ou sem elas. Ora, o tempo é apenas uma convenção, mas nem por isto deixa de existir... As pessoas, como o bom vinho, melhoram com o tempo ou, para continuar remetendo a provérbios: "O tempo é o melhor remédio". As pessoas, como já dissemos, buscam sempre uma justificativa para os seus atos, e também para perdoar. Em todos estes casos, é difícil ter a medida, pois a pena deve ser proporcional a ofensa, e o ofendido mostra que é grande, perdoando. As leis positivas neste sentido são como que a segurança da sociedade, na tentativa de se estabelecer uma medida; um verdadeiro protocolo social a ser atingido.
Sintonia
Uma rádio que está sintonizada, pode ser escutada sem ruídos, interferências. Escutar é um ato humano que reflete uma disposição interior. Peter Drucker dizia que "o verdadeiro comunicador é o receptor". Escutar é permitir o diálogo. A prática medieval de dialogar num debate, merece ser lembrada. Enquanto um falava, o outro era obrigado a escutar, pois antes de colocar seu ponto de vista, era obrigado a repetir a idéia do primeiro - com sua expressa aprovação - antes de colocar a sua resposta. Alguns têm o defeito quase físico de não escutar e a partir deste ponto seguem as discórdias.
Essencial, importante e acidental
Uma classificação das realidades pode incluir estas três divisões: essencial, importante e acidental. Talvez exista desacordo no que incluir em cada item. Pensar antes de discutir se aquilo é essencial ou importante ou acidental, em muito reduziria as discussões. Usar a inteligência para identificar exatamente onde se pretende chegar, também é uma forma de diminuir os problemas. Seja na via direta, não "criando" problemas, seja indiretamente, pela compreensão das realidades limitadas.
"Humildade não faz mal" - esta máxima popular, ajuda a retratar mais uma vez a dificuldade que temos de enxergar o mundo real. Por um lado, temos esta deficiência, e por outro temos a teimosia de justificar os atos errados. Se o diálogo amigo nos faz ver o erro, nada melhor que reconhecer. A humildade é a verdade... e a humildade não faz mal!
Ignorância e preconceito
As pessoas muitas vezes não atuam de modo errado por má fé, e sim por ignorância. Com certeza fariam de modo distinto, se soubessem como fazer. Esta tarefa não tem fim, e questionar-se sobre o empenho pessoal de diminuir o nível de ignorância, nos faria no mínimo reconhecedores da dívida social que carregamos. Aprendemos tanto, e por este motivo somos capazes de questionar as deficiências. Não são os professores e pais os únicos interessados. Ninguém dá o que não tem, e por isto sempre temos algo que dar a outrem, e assim diminuir a ignorância.
Outro ponto é o preconceito... O preconceito gera um prejuízo (e também um prejuízo). Uma idéia pré-concebida cria uma barreira para compreender a realidade. Uma pessoa que não queira ouvir, ver ou escutar, tem muitas vezes o preconceito de não aceitar que os outros possam pensar de modo diferente.
Considerações finais
A incapacidade pessoal provada, leva a ressaltar os possíveis limites alheios em vez de reconhecer os próprios.
No convívio social, a tolerância com os demais, clama por uma interação. Ou se ajuda, ou se atrapalha. A indiferença explica mas não resolve.
Mas a quem ajudar? E como ajudar? Castiga o bom e ele melhorará, castiga o ruim e ele piorará. Ou É melhor ensinar a pescar que dar o peixe. Como resolver situações pontuais, sem levar em conta o princípio da subsidiariedade? Se ajuda quem precisa, até que ela tenha condições de independência para aquele tipo de ajuda. Assim se respeita a autonomia, se exerce a autoridade, se compreende o verdadeiro valor da humildade.
As crianças mimadas representam um problema para a sociedade. As pessoas precisam de afetividade, mas mimar é dar mais do que elas realmente precisam. Com certeza, a tolerância e sua medida requerem um salutar e apaixonante exercício de análise e síntese. Esta é a postura de quem quer simplificar as coisas para ter o tempo livre, ou o ócio tão necessário em nossos dias.
Tolerância zero, é um tipo de lei social, que não permite o erro sem punição. Isto é levar em conta, que as pessoas são boas... Castiga o bom e ele irá melhorar... Mas o homem não é bom por natureza. Ele pode se fazer bom, se tem disposição de ser, pois o homem é um ser axiotrópico.
Não ter tolerância com qualquer tipo de erro, de certa forma ajuda a resgatar o que é próprio da personalidade humana: participação, unicidade, autonomia, protagonismo, liberdade, responsabilidade, consciência, silêncio, provisoriedade e religião. Höffner (1983). Cada uma das características do ser humano poderiam ser exploradas neste estudo, mas o protagonismo talvez seja o que mais atenção mereça. Somos sujeitos do nosso pensar, agir e omitir. Nossos atos assumem um caráter irrevogável do nosso eu. Podemos arrepender-nos, mas não nos desfazer nossos atos(10). E numa sociedade onde tudo é socialmente aceito, tudo acaba sendo tolerado. As pessoas perdem a noção do que é certo ou errado. A inteligência deixa de discernir, e a vontade fica fraca para agir. As pessoas prezam o que lhes é caro, e o dinheiro é caro a todos. Assim multar é uma forma de obrigar as pessoas a refletirem sobre si mesmas e a sociedade. Isto não é um direito, é uma tolerância(11).
Quem não vive como pensa, acaba pensando como vive. Aprender a observar a realidade do ser pessoal e do ser social é a melhor forma de compreender o limite que existe nas coisas e nas pessoas. Caso contrário, gastar-se-ia tempo moendo água, encontrando defeitos onde existem apenas características. Com certeza assim, seremos mais tolerantes com os outros e conosco próprios.
Para finalizar, vale a pena recordar os ensinamentos de Sócrates, recolhidos por Reale & Antiseri (1990) "A felicidade não pode vir das coisas exteriores, do corpo, mas somente da alma, porque esta e só esta é a sua essência. E a alma é feliz quando é ordenada, ou seja, virtuosa. Diz Sócrates: Para mim quem é virtuoso, seja homem ou mulher, é feliz, ao passo que o injusto e malvado é infeliz. Assim como a doença e a dor física são desordens do corpo, a saúde da alma é a ordem da alma - e esta ordem espiritual ou harmônica interior é a felicidade"(p. 92).
copiei daqui:
http://www.hottopos.com.br/…/o_limite_e_a_toler%C3%A2ncia.h…


domingo, junho 22, 2014

Distrações em uma estrada para o sol

Filosofia Clínica
Distrações em uma estrada para o sol
Uma menina passou pelas páginas de Goethe

Por Lúcio Packter


Uma menina passou pelas páginas de Goethe. Ela caminhava para o sol (o sol dela, com borboletas e passarinhos, pois o sol dela era assim); ela se envolveu com pessoas e situações que prometiam promover sua caminhada para o sol. Mas esse aceno existencial era um engodo, não proposital, pois nem mesmo quem acenava para ela sabia que distraía a menina de sua jornada rumo aos passarinhos. O brilho, a retórica, os sons que emanavam pareciam celestiais, mas eram dos abismos. Sedução e aspectos sociais eram alguns dos elementos responsáveis por tais enganos.
Mas então a menina das páginas de Goethe, distraída de seu caminho, afastada dele, ao tomar contato com aqueles contextos e pessoas que lhe acenaram, fez uma importante descoberta. Aqueles que lhe causavam dor, medos, aborrecimentos não eram menos desenvolvidos existencialmente como ela pensava (e pensava isso pela dor que eles causavam a ela). Ela descobriu que ela mesma era o elemento retrógrado, atrasado, medieval, e não as pessoas que estavam no abismo! Soube disso quando olhou para cima, viu as pessoas do abismo acima dela. Ora, mas onde então estaria a menina? Estava ainda abaixo, mais baixo; precisaria ainda caminhar muito para chegar ao abismo e para poder sonhar com seu sol. O sol estava mais perto do abismo do que dela. Aqueles qque lhe acenavam, que estavam presumidamente mais desenvolvidos, causavam dor a ela?! Como isso era possível? Uma das formas era quando orientavam a menina a ser participativa e não competitiva; a ser afetuosa, e não possessiva; a ser piedosa e não rancorosa; isso lhe originava dor.
Como poderia saber a menina o que se passava? Philip Roth, em Teatro de Sabbath, escreveu: "As parvoíces em que temos de nos meter para chegarmos aonde temos de chegar, a extensão dos erros que precisamos cometer! Se nos informassem antecipadamente de todos os erros, diríamos não, não posso fazer isso, têm de arranjar outro qualquer, eu sou demasiado esperto para fazer essas asneiras"
Na caminhada rumo ao sol, a metáfora filosófica, alguns se distraem achando que são o que conquistaram, o que fizeram, o que se tornaram, o que aconteceu com eles durante a jornada existencial que é a vida. Assim, se os negócios são arruinados, a pessoa pode querer se matar, pois se julga destruída; se um amor é desfeito, a dor da rejeição atinge a essência, e a pessoa pode querer pôr um final à existência; se ganha todos os prêmios da sociedade dos homens, pode achar-se um ser superior, um líder.
Os eventos ao longo da historicidade de vida evidenciam onde a pessoa esteve, com quem, o que aconteceu. A pessoa é a escuna que navega os eventos, não os eventos, ainda que determinadas identidades se formem por amálgamas e a pessoa possa se tornar um trecho ou um evento da trajetória que é a historicidade de vida (um caso complexo, mas possível). São distrações prováveis da caminhada para o sol de cada um. Para que essas distrações ocorram, determinadas ferramentas são instrumentalizadas, como o esquecimento. Olhe o que Brecht escreveu sobre o assunto:
"Bom é o esquecimento.
Senão como é que
O filho deixaria a mãe que o amamentou?
Na velha casa
Entram os novos moradores.
Se os que a construíram ainda lá estivessem
A casa seria pequena demais.
O fogão aquece. O oleiro que o fez
Já ninguém o conhece. O lavrador
Não reconhece a broa de pão."
Os protocolos, as burocracias existenciais... em uma caminhada em direção ao sol, o sol de cada um, se cada um tiver um sol para ir e para lá pretender andar. Um desvio corriqueiro costuma aparecer por conta dos labirintos protocolares nas experiências. Tradução: complicar o que é simples e que é infenso às complicações burocráticas. Exemplos: remoer indefinidamente assuntos vencidos, meter-se em conjecturas que levam a outras sem fim, ocupar- se de padecimentos menores que encobrem a bela jornada... etc. Estes podem ser alguns dos desvios, das distrações. Muitas pessoas, quando a vida já vai longe, costumam confessar que gostariam de não ter dado tanta ênfase quanto deram a pequenos dissabores, enganos, dores, medos. Na ocasião, alguns sabiam disso, mas se deixaram encantar por protocolos, os diminutos labirintos que consomem parte da graça da vida.
Uma das maiores distrações: acreditar nos problemas por aquilo que eles não eram, ter compreendido que eram motivo de descrença, desânimo, dor, medo, amargura. Quando a menina envelheceu, entendeu que os problemas são provavelmente placas de trânsito, que avisam quando ir devagar, quando estacionar, quando existe curva aguda no caminho. Não é assim para todos, mas foi assim para ela. Como diferenciar quando um problema é uma placa de trânsito ou outra coisa?

terça-feira, setembro 10, 2013

Neutro em CO2

 
 
 
Meu Blog é neutro em CO2, neutralize o seu também. Saiba como.”
Meu Blog é neutro em CO2, neutralize o seu também. Saiba como.”

segunda-feira, julho 15, 2013

Cartas de Cristo

Divulgando pra ter mais parcerias na leitura


http://www.cartasdecristobrasil.com.br/downloads.php

quinta-feira, abril 25, 2013

Se


Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Rudyard Kipling

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sábado, fevereiro 23, 2013

Aprendendo a ter Cuidado ao Falar

 
Nós deveríamos ter muito cuidado com as nossas falas.
Escolher com plena atenção as palavras que vamos usar, o tom de voz, a entonação e, principalmente, a energia que será colocada.
Muitas pessoas reclamam que falaram algo de forma normal e foram respondidas de modo grosseiro. O que acontece, na maior parte das vezes, é que a fala apesar de aparentar normalidade veio com algo mais que a pessoa que falou não percebeu.
Por exemplo, ressentimento, irritação, raiva, mal humor, pouco caso, sarcasmo, autoritarismo, etc..
É isso mesmo, algumas pessoas não percebem como falam, mas quem está do outro lado sente imediatamente a energia colocada ali e nós não respondemos simplesmente as palavras e sim a energia, emoção, sentimento que vem junto a elas.
Além do que, o que falamos e a forma que falamos retornam imediatamente para nós mesmos. Se falamos com raiva, quem está sentindo a raiva? Se falamos com ressentimento, mágoa, irritação, quem está sentindo tudo isso? Primeiro sempre quem falou, depois o outro pode, ou não, porque será escolha dele, se sentir magoado, chateado, triste com o que falamos.
Então, se não pelo outro, por você mesmo, pense antes de falar, escolha as palavras, procure ser gentil, amoroso, usar um tom conciliador, divertido e por que não, feliz?
Este é um exercício que devemos fazer diariamente, estarmos atentos as nossas falas, as palavras e emoções que colocamos nelas.
Podemos ir além, percebendo também nossos pensamentos, porque antes da fala há um pensamento, mesmo que rápido, mesmo que quase imperceptível e todo pensamento traz com ele uma emoção ou sentimento. Portanto, se conseguimos estar conscientes de nossos pensamentos começamos a poder usar o nosso livre arbítrio de forma bem mais plena e a tomar, de fato, as rédeas de nossa vida.
Quem se deixa levar pelas emoções geradas pelos pensamentos, que podem se transformar em falas e atitudes negativas, não é livre, é escravo de seus impulsos.
Uma forma de conseguir ter esse controle é parar, aquietar a respiração e assim fazer contato com a nossa parte mais profunda e também mais verdadeira de nós mesmos. É aí que acessamos a paz, o equilíbrio e a harmonia que tanto buscamos.
Vamos tentar? Procure um local calmo, sente-se confortavelmente, mas com a postura ereta e deixe a sua respiração ir se aquietando, sem pressa, deixe também os pensamentos passarem sem se envolver com eles.
Percebeu que entrou na história do pensamento, volte novamente a sua atenção para a respiração. Só isto. Toda vez que perceber que está angustiado, pensamentos a mil, ansioso, dê um tempo para você mesmo. Se permita parar, silenciar, sentir a paz do não fazer.
*Sandra Rosenfeld
Escritora, Coach Pessoal, Palestrante e Instrutora de Meditação. Autora do livro O que é Meditação, Ed. Nova Era.
contato@sandrarosenfeld.com.br / www.sandrarosenfeldd.com.br,clipping todamulher.com.br

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Ataraxia

de Richard Simonetti

Você conhece a ataraxia, amigo leitor?
Se nunca a viu mais gorda, não se preocupe.
Raros ouviram falar dela.
Eu também, até ler algo sobre Epicuro (341-270 a.C.), filósofo grego, cujo nome está injustamente ligado à licenciosidade e à devassidão, no cultivo do prazer.
Ataraxia é a capacidade de manter-se sereno e tranqüilo, diante dos contratempos e lutas da existência.
Exatamente o que todos almejamos, principalmente na época conturbada em que vivemos.
Epicuro ensinava que ela está associada ao prazer, não aquele sustentado pelo vício e a paixão, na exaltação dos sentidos.
Trata-se do prazer como sinônimo de bem-estar, superados os males do corpo e as perturbações da alma.
Explicava o filósofo:
O bem é fácil de conseguir, o mal é fácil de suportar, a morte não deve ser temida, os deuses não são temíveis.
Segundo Epicuro, a frugalidade está na base dessas realizações.
Comer quando se tem fome, beber quando se tem sede, superar a dor, sustentando a saúde do corpo com a moderação e o empenho por conservar a mente serena com o cultivo dos bons pensamentos.
Nada de vícios que adoecem o corpo.
Nada de paixões que adoecem a alma.

***
Os desvios da filosofia epicurista nasceram de um equívoco do filósofo.
Epicuro considerava que a alma perece com o corpo.
Por isso afirmava que não se deve temer a morte. Tudo terminaria na sepultura.
No entanto, fica difícil cultivar a virtude e a moderação sem admitir que a alma é imortal, que responderá um dia por suas ações.
Tudo me é lícito se concebo que não haverá conseqüências nem cobranças póstumas.

***
Na atualidade vivemos situação semelhante.
As religiões tradicionais recomendam o cultivo de valores espirituais, que sinalizam a ataraxia. Falta-lhes, entretanto, o essencial – a capacidade de motivar seus profitentes com uma visão objetiva da sobrevivência e da vida além-túmulo.
É tudo vago e fantasioso.
A fé sem compromisso com a racionalidade.
Por isso, as pessoas dizem crer, mas sem maior repercussão em seu comportamento.
***
O Espiritismo revive o pensamento epicurista num patamar mais elevado, estabelecendo contato com o mundo espiritual. A partir daí, demonstra ser indispensável a sobriedade para que não se complique o nosso futuro.
E não basta cultivar singeleza, na base do beber quando se tem sede, comer quando se tem fome, preservando o corpo; ou cultivar os bons pensamentos para a estabilidade da alma.
É preciso direcionar nossa existência no sentido de favorecer o bem dos outros, segundo a orientação evangélica:
Dar alimento ao que tem fome, agasalho ao que tem frio, medicação ao enfermo, instrução ao ignorante, consolo ao aflito, orientação ao transviado…
Servir sempre!
Esta a suprema realização, capaz de nos garantir o bem-estar na Terra e no Céu.
Experimente leitor, amigo!
Constatará algo admirável:
No empenho de servir está o mais legítimo caminho para a ataraxia.

Livro Luzes no Caminho

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Aprender a lidar com pessoas falsas

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Lidar com pessoas falsas requer exercício de tolerância, devemos começar seguindo a linha de pensamento de que não temos controlo sobre os outros. O outro é uma pessoa individualizada, não conseguiremos, nem devemos fazê-lo agir como gostaríamos ou como vivemos.
O dicionário informa, que falso quer dizer: mentiroso, enganador, hipócrita, fingido, dissimulado.
Quem nunca conheceu alguém com uma ou mais dessas características é um sortudo, não vamos ficar esperando encontrar um lugar para trabalhar e viver que não tenha um só falso sequer, não dá para viver numa redoma de vidro, isso seria um absurdo. Afinal, quem deveria ficar isolado, o verdadeiro ou o falso? Nem um, nem outro.
Pare para pensar o seguinte: O que te levou a perceber que o outro é uma pessoa falsa? Ele ou ela, traiu a tua confiança? O que na maioria das vezes acontece, é uma tremenda deceção, às vezes queremos acreditar que aquela pessoa é confiável e que jamais mentiria ou nos enganaria, essa pessoa passa a fazer parte das nossas vidas e a saber de nós, quando ela derruba a imagem do perfil que fazíamos em nossa mente, juntamente com isso vem a deceção, raiva ou sentimo-nos uns tolos. Se nos sentirmos assim é porque motivávamos a ilusão delicada de que se não fingirmos ou não dissimulamos ninguém, o outro também não nos fará o mesmo.
Identificar uma pessoa dissimulada, requer perceção apurada mas não é o único jeito, ao conhecer uma pessoa, não vá logo falando tudo de si, mesmo que essa pessoa lhe conte até o que possa parecer assunto íntimo, para o dissimulado, esse é o caminho para nos conduzir a falar mais sobre nós. Observe se à medida a que vão se conhecendo, se essa outra pessoa quando fala constantemente, no mesmo assunto, confirma ou conta aquela história que já havia narrado, com algumas mudanças. Ter atenção se a pessoa tem demasiado interesse em esmiuçar a sua vida, em saber além do que deveria. Para quê saber tanto?
As pessoas falsas tem o costume de bajular, usam esse procedimento para tentar fixar que são confiáveis, não confunda com os elogios coerentes, esses são bem-vindos.

Se for uma amizade particular, você pode se afastar da pessoa mas sendo colega de trabalho tem que aprender a conviver com a pessoa em questão.
O melhor a fazer ao identificar uma pessoa falsa, é manter uma postura formal, procurando sustentar o nível de educação elevado, formando um tipo de bloqueio mental para que a pessoa sinta dificuldade em esmiuçar a sua vida, com o tempo ela tende a se afastar por si mesma.

Saber mais em: http://www.ruadireita.com/outros/info/aprender-a-lidar-com-pessoas-falsas/#ixzz2EeEHhMRy
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segunda-feira, dezembro 03, 2012

COMO NEUTRALIZAR UM SUGADOR DE ENERGIA


1) O que é um "sugador de energia"?
Por sermos um complexo energético, estamos sujeitos a interações com várias dimensões de energias que podem ocasionar assimilação ou perda de energia.

Sugador energético é o ato de sugar energias de pessoas, animais, plantas, etc. São muitos os fatores que possibilitam este processo: carências afetivas, sexuais, financeiras, intelectuais, etc.

Todos nós possuímos necessidade de uma carga energética vital para nutrir nossos corpos físico e espiritual. À medida que gastamos a carga energética vital, ela deve ser reposta através dos mecanismos naturais de recomposição (respiração, alimentação, absorção do fluido cósmico universal e fluidos vitais através dos chackras).

A reposição desta carga energética vital, na quantidade mínima que necessitamos para manter a vida, depende de vários fatores, tais como: o modo de vida, o meio, a qualidade dos pensamentos, dos sentimentos, das sensações.

Uma parte da energia que precisamos, obtemos através da alimentação (cerca de 10%). Outra parte, através da respiração ( cerca de 20%), mas a maior parte de energia que precisamos é vem através do fluido cósmico universal (cerca de 70%).

Um sugador de energia, vampiro energético ou energyvamp é uma pessoa que tem necessidade de energia vital cósmica e não consegue absorvê-la naturalmente. Por um mecanismo vibracional, de freqüência vibracional, o sugador se aproxima de pessoas que têm boa carga de energia vital.

Quando nos aproximamos de outra pessoa sempre ocorrerá uma simbiose energética, por isto estamos permanentemente trocando energias com outras pessoas tanto com as que vivem em nossa casa, no ambiente de trabalho e em locais públicos. Assim se estabelece os mais variados tipos de combinações energéticas que influenciando o campo energético um do outro.

Quando em contato com um sugador de energia, este praticamente não terá energia para trocar, assim absorvem a energia do outro e, por estarem debilitados, metabolizam e consomem toda energia absorvida e não sobra nada para retornarem a outra pessoa. E toda energia que o sugador absorver será metabolizada e consumida pelos seus organismos físico e espiritual, ou seja, irá absorver muito mais do que emitir, causando assim um déficit energético na outra pessoa.

2) Como identificá-los?

Pessoas físicas e psicologicamente sadias e equilibradas nutrem-se, diretamente , nas fontes naturais de energia. Mas as pessoas desequilibradas, que por terem perdido o contato com sua própria natureza interna mais profunda, perderam também a capacidade de absorver e processar o alimento energético natural, precisam para sobreviver, por em prática uma hábito ou vício: sugar a energia vital de outras pessoas o que as torna um SUGADOR DE ENERGIA.

As características de um sugador, são muitas , mas a principal e da qual todas as demais derivam, é o egocentrismo. Quanto mais a pessoa estiver voltada a si mesma, concentrada em si mesma, mas ela terá dificuldade para estabelecer contato com fontes naturais de nutrição energética e maior será a tendência para sugar energia vital dos outros.

O egocentrismo é o resultado de um processo que pode ter início na infância, pós - trauma de perdas ou até oriundo de outras vidas. Não podemos descartar a possibilidade do meio em que convive também, pois existem certos comportamentos condicionantes que "viciam" a pessoa a se tornar um necessitado energético.

Não é uma tarefa fácil identificar um sugador de energia, até porque a maioria deles têm um laço afetivo com a vitima. Inclusive este grau de afetividade é um caminho mais rápido de se constituir um sugador de energia, pois por afetividade doamos mais energia com maior constância para alguém em déficit e assim o outro se vicia em nossa energia. Na verdade só existe sugador se existir os que se dispõem a serem sugados.

Podemos definir algumas características e tipos de sugadores:

1- O ESPECULADOR- são pessoas que fazem perguntas para sondar o mundo da outra pessoa, com propósito de descobrir alguma coisa errada. Assim que fazem isto, criticam este aspecto da vida do outro e se esta estratégia der certo a pessoa criticada é vampirizada, passando dar atenção às críticas e cria-se um vínculo simbiótico e o criticado passa a transmitir energia para o sugador.

2- O COITADINHO- é uma pessoa que conta muitas coisas horríveis que aconteceu com ele e insinua que todos são responsáveis pela situação que se encontra, menos ele, é claro. Esta pessoa está tentando envolver você por um sentimento de pena e de forma passiva começa a sugar energia do outro. Geralmente encontra-se este sugador dentro da família, ele sempre quer demonstrar que a outra pessoa não está fazendo o bastante para ajudá-lo e o outro se sente culpado só de estar perto dela.

3- O INTIMIDADOR - Geralmente são pessoas que chegam na vida do outro como se fosse o "salvador da pátria", aquele que se importou pelo outro em um certo momento de fragilidade. Este tipo de sugador se mostra forte e começa a orientar o outro com atitudes de manipulação com objetivo de manter o outro preso a ele. Este é o mais comum e perigoso, pois geralmente são manipuladores conscientes. Na verdade ele precisa de energia de suas presas, então as manipula para que o outro tenha receio de se afastar. Este tipo de sugador chega ao extremo da ameaça de agressividade ou ameaça de abandono. O sugado passa a achar que sem o sugador, ele não vive. A pessoa sugada começa a dar importância a este tipo de padrão vibracional como uma simbiose e assim o sugador atinge seu objetivo, pois o agredido passa a transmitir energia pra ele através de mágoas, rancor, ódio, pois combater a ameaça ou agressão com agressão passamos a ser vampirizados, baixando assim nosso padrão energético saudável levando a estágios de depressão, síndrome do pânico, reclusão social até a casos de morte energética e física.

Geralmente uma forma de identificarmos um sugador é através da violência, agressividade, das críticas em tudo, que reclamam de tudo, que se queixam de tudo, por serem estas atitudes, formas de sugar energias das outras pessoas. Por não conseguirem se ligar a energia cósmica, porque não se moralizam, não largam seus vícios, não mudam seu comportamento egoístico, encontram nestas formas de ser, o meio de sugar energias dos outros.

3) Como fugir deles?

Ninguém nasce um sugador de energia, mas pode se tornar um deles muito facilmente. Todos nós, por um lado, somos naturalmente dotados de mecanismos de defesa contra perda de energia vital, mas quando perdemos a posse e controle de nosso centro de gravidade, quando por estresse, cansaço, tristeza, depressão, mania, frustração, neurose e projetamos para fora de nós mesmos, alteramos e debilitamos a estrutura do corpo sutil, tornando-o permeáveis a invasores. É uma questão de padrão vibracional. Assim nos tornamos presas fáceis dos sugadores de energias, porque aceitamos suas provocações com facilidade e isto nos vincula a eles.

Não há necessidade de se afastar fisicamente do sugador de energia, até porque a maioria deles se encontra em nossa família, circulo de amizade e até nos relacionamentos afetivos. Mas podemos nos proteger deles, mudando nosso padrão vibracional para que a sincronicidade (simbiose) energética se rompa. As relações podem continuar se assim consegurimos romper o ciclo e o sugador pode continuar um sugador, mas não de nossa energia.

A melhor forma de nos defendermos deles é identificá-lo, geralmente isto acontece um bom tempo depois que percebemos que há algo errado. Imaginemos que nosso campo vibracional de energias sutis possui centros de entrada e saída de energias, conhecidos como chackras. É através dos chackras que regulamos a nossa energia, é por eles que nos alimentamos de energia vital cósmica. Não existe um limite para para quantidade máxima de cargas energéticas. Quanto mais, melhor, teremos mais vida ativa. Mas a principal defesa está em observarmos nosso sentimentos. O fluido cósmico vital é absorvido por todos os centros de força, porem os chackras são so responsávei spara transformar o fluido cósmico em fluido vital e direcioná-lo para o organismo de acordo com os sentimentos da pessoa.

Quando temos bons sentimentos estamos sempre com nosso flido vital no máximo, quando alteramos estes bons sentimentos em maus , ficamos no nível intermediário. Quando a maior parte do tempo cultivamos maus sentimentos o nosso nível de fluido vital fica no nível mínimo, nos tornando presas fáceis para os sugadores. Logo não existem sugadores sem existir os que se propõem a serem sugados.

Existem pessoas que têm a facilidade de ter vários sugadores de energia, porém o sugador de energia elege só um vítima por vez até que ela se liberte ou perca toda sua energia vital, daí o sugador procura a próxima vítima. Isto por que, drenar energia de uma pessoa fraca e doente causa danos para o sugador, logo ele só suga de quem tem boa energia.

4) Como não se tornar uma "sugadora de energia"?

Para não nos tornarmos um sugador de energia precisamos observar alguns aspectos abaixo:

1- Observe as mudanças de humor drásticas que dependem do nível de sua energia pessoal e pode ir rapidamente de um estado de excesso de energia, feliz, bem disposta saudável para o extremo depressivo. As pessoas que têm esta tendência , precisam procurar uma ajuda terapêutica para se entender melhor, porque a pessoas, muitas vezes não percebem que está com certos comportamentos, mas sente esta oscilação.

2- Observar seus estados de flutuação como depressão e baixa de energia que faz com que se procure alguém que tenha pena dela ou que cuide dela a colocando "no colo", na verdade são estágios pós traumas ou perdas que fazem pessoas dependentes emocionalmente.

3- O sugador pode sugar energia de tudo e de todos que esteja ao seu redor, até que sua energia pessoal esteja estabilizada. Isto pode ser percebido quando a pessoa sente necessidade de estar sempre perto de alguém específico, geralmente o sugador tem sua própria vitima exclusiva e não quer dividi-la com ninguém , então ela cria mecanismos simbióticos. Cuida disto , tentando elevar seu padrão vibracional através do reconhecimento de seus próprios valores. Procure ter satisfação por tua vida.

4- O sugador tem preferência pela existência noturna, às vezes uma reação ou aversão à luz. Outros casos ele procura ajuda espiritual em vários segmentos diferentes, de linha diferente de trabalhos. A maioria passa um tempo trocando de segmentos religioso, espiritual ou filosófico pelo simples fato de querer se afastar de algo que venha a estabilizar sua energia. Logo, se mantenha em uma linha de ajuda seja terapêutica, espiritualista, religiosa até que se sinta fortalecido, conectado com a energia cósmica vital, pois o caminho para não precisarmos sugar energia de ninguém é nos mantermos conscientes do divino em nós e buscarmos formas de reforçar isto em nós. Só assim poderemos nos sentir nutridos de boas energias, pensamentos e sentimentos saudáveis e libertadores.

Quando começamos a apreciar a beleza, admirar detalhes e prestar atenção nas coisas, nas pessoas, passamos a contemplar o princípio da emoção do amor. E quando chegamos a um nível em que sentimos as energias de amor vindo de outras pessoas, poderemos mandar a energia de volta, agregadaa com nosso amor, é só desejar. Ninguém sentirá mais fraco por isto porque estaremos recebendo mais energia de uma fonte inesgotável, que é o cosmos.

Fonte-www.somostodosum.com.br /Eliana Kruschewsky 

www.portalarcoiris.ning.com 

tirei daqui: simplescoisasdavida.com 
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segunda-feira, setembro 03, 2012

A Importância do desapego

O apego é uma forma de dependência emocional e acaba sempre levando ao sofrimento. Apego aos filhos, a profissão, a alguma situação de vida, a um relacionamento, a resolução de algum problema... Quanto maior o apego, maior a ansiedade e a necessidade de controlar as pessoas e situações para que possamos ter uma temporária sensação de paz, satisfação ou felicidade. É na verdade uma prisão emocional. O nosso bem estar deixa de ficar nas nossas mãos.
O apego é visto muitas vezes como algo positivo, como se fosse sinal de cuidado. A preocupação com alguma situação é uma manifestação do apego. Tem gente que não se permite relaxar diante de algo que ainda não foi resolvido porque acha que isso seria uma forma de desleixo, e assim não consegue se desapegar.
Desapego é diferente de desinteresse ou de "não estar nem aí". Se desapegar significa ficar em paz, mesmo enquanto acontece algo que desejaríamos que fosse diferente ou enquanto algo não foi resolvido. É o abrir mão de controlar as situações da vida, as quais não temos realmente nenhum controle mas agimos como se tivéssemos. Podemos permanecer cuidadosos, porém, sem qualquer tipo de apego.
Quando aplicamos EFT dissolvemos as preocupações, e a necessidade de controle. Assim ficamos em paz independente dos resultados externos. O mais interessante é que, quanto maior o desapego, mais as coisas tendem a funcionar bem.
A energia do apego acaba atrapalhando relacionamentos e afastando as pessoas. Quem se comporta dessa forma sofre mais rejeição. O apego atrapalha também a resolução de situações.
 Talvez já tenha acontecido em algum momento da sua vida o seguinte. Você se preocupa muito com alguma coisa, deixa de dormir, faz de tudo, e nada se resolve. Depois, cansado de sofrer, você simplesmente deixa de se preocupar com a situação, relaxa e entrega. O que tiver que ser, será. Nesse momento, sua paz interior não mais depende do resultado, pois você agora já está em paz. E depois desse relaxamento, a situação acaba se resolvendo. Será coincidência? Eu acredito que não. As coisas vem com menos esforço quando já estamos em paz.
Nesse estado de desapego é mais fácil ter idéias e tomar iniciativas. A motivação não está mais ligada a sentimentos negativos. Assim a ação é livre de tensões e por isso se torna mais eficiente.
Quem estuda e pratica a lei da atração deve estar familiarizado com os seguintes passos:
1 - Visualizar aquilo que se deseja como se já fizesse parte da sua realidade.
2 - Gerar sentimentos positivos em torno da visualização como se já estivesse usufruindo dos resultados agora.
3 - Entregar os resultados, ou seja, desapegar 100% se vai acontecer ou não, e ficar em paz.
Este último passo pode parecer confuso para alguns, mas é muito importante. O que está por trás disso é a sabedoria de que nossa paz interior e felicidade não deve depender de situações externas, e que quanto mais felizes somos no presente, mais conseguiremos realizar nossos desejos sem esforço. Os desejos deixam de ser "necessidades". Se tornam apenas como um jogo, uma brincadeira, sem tensão, dependência ou medo.
Pela lei da atração, atraímos aquilo que sentimos. A vibração da necessidade de que aconteça uma determinada coisa é uma vibração de escassez, de que falta algo. Então a tendência é atrairmos mais escassez, o que acaba afastando aquilo que desejamos.
Nos relacionamentos, o apego é interpretado por muitos como um sinal de amor e cuidado pelo outro. Mas o que acaba ocorrendo é um jogo de manipulação devido a essa dependência emocional. Existe sempre muito medo inconsciente por trás desse jogo. O sofrimento vem mais hora menos hora pois não é possível controlar os pensamentos, sentimentos e atitudes de outras pessoas.
Quando nos desapegamos dos nossos relacionamentos, ficamos mais seguros e acabamos transmitindo isso, o que nos torna pessoas mais interessantes. O outro lado se sente mais atraído.
André Lima

ps: achei esse texto fantástico e ajuda uito no dia a dia - desapegue-se - isabelllinha
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sábado, agosto 04, 2012

REDENÇÃO (2011)


Depois de sair da prisão, Sam Childers (Gerard Butler) vira pastor e, em seguida, passa a fazer trabalhos voluntários na África. O que inicialmente seria uma curta temporada para reconstruir casas na devastada Uganda se transforma em um envolvimento político no Sudão. Enquanto espera por apoio financeiro para ajudar crianças desabrigadas e levantar armas contra os rebeldes no poder, Sam terá de encarar novos dilemas: dar atenção à sua família, manter a sua fé e confrontar um passado violento que ele pensava ter deixado para trás.

quarta-feira, julho 25, 2012

Orgulho


A compulsão de querer controlar a vida alheia é fruto de nosso orgulho.
Para ser bom mestre não é preciso fazer seguidores ou discípulos, nem mesmo possuir cortejos ou comitivas, mas simplesmente fazer com que cada ser descubra em si mesmo o seu próprio guia. Não devemos ditar nossas regras aos indivíduos, mas fazer com que eles tomem consciência de seus valores internos (senso, emoções e sentimentos) e passem a usá-los sempre que necessário. Essa a função dos que querem ajudar o progresso espiritual dos outros.  Os indivíduos portadores de uma personalidade orgulhosa se apóiam em um princípio de total submissão às regras e costumes sociais, bem como o defendem energicamente. Utilizam-se de um impetuoso interesse por tudo aquilo que se convencionou chamar de certo ou errado, porque isso lhes proporciona uma fictícia “cartilha do bem”, em que, ao manuseá-la, possam encontrar os instrumentos para manipular e dominar e, assim, se sintam ocupando uma posição de inquestionável autoridade. Quase sempre se auto denominam “bem-intencionados” e sustentam uma aura de pessoas delicadas, evoluídas e desprendidas, distraindo os indivíduos para que não percebam as expressões sintomáticas que denunciariam suas posturas de severo crítico, policial e disciplinador das consciências. Nos meios religiosos, os dominadores e orgulhosos agem furtivamente. Não somente representam papéis de virtuosos, como também acreditam que o são, porque ainda não alcançaram a auto consciência. Exigem e esperam obediência absoluta, são super preocupados com exatidão, ordem e disciplina, irritando-se com pequenos gestos que fujam aos padrões pré-estabelecidos. Possuem uma inclinação compulsiva ao puritanismo, despertando, com isso, simpatia e consideração nas pessoas simplórias e crédulas. Algumas, no entanto, por serem mais avisadas e conscientes, não se deixam enganar, discernindo logo o desajuste “ emocional. O capítulo X da segunda parte de “O Livro dos Espíritos” diz respeito a “Ocupações e Missões dos Espíritos”. Dizem os Benfeitores que a missão primordial das almas é a de “melhorarem-se pessoalmente” e, além disso, “concorrerem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus”
.
(7)
 A autêntica relação de ajuda entre as pessoas consiste em estimular a independência e aindividualidade, nada se pedindo em troca. Ninguém deverá ter a pretensão de ser “salvador das almas”. A compulsão de querer controlar a vida alheia é fruto de nosso orgulho. O ser amadurecido tem a habilidade perceptiva de diagnosticar os processos pelos quais a evolução age em nós; portanto, não controla, mas sim coopera com o amor e com a liberdade das leis naturais. Nenhuma pessoa pode realizar a tarefa de outra. As experiências pelas quais passamos em nossa jornada terrena são todas aquelas que mais necessitamos realizar para nosso aprimoramento. Muitos de nós convivemos, outros ainda convivem, com indivíduos que tentam cuidar de nosso desenvolvimento espiritual, impondo controle excessivo e disciplina perfeccionista, não respeitando, porém, os limites de nossa compreensão e percepção da vida. São “censuradores morais”, incapazes de compreender as dificuldades alheias, pois não entendem que cada alma apenas pode amadurecer de acordo com seu potencial interno. Não se têm notícias de que Jesus Cristo impusesse cobranças ou tivesse promovido convites insistentes ao crescimento das almas. Teve como missão, na Terra, ensinar-nos serenidade e harmonia,  para entrarmos em comunhão com “Deus em nós”.
 
Questão 558 –
 
 Alguma outra coisa incumbe aos Espíritos fazer, que não seja melhorarem-se pessoalmente?
“Concorrem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus, cujos ministros eles são. A vida espírita é uma ocupação continua, mas que nada tem de penosa, como a vida na Terra, porque não há a fadiga corporal, nem as angústias das necessidades.”
 
  Confiava plenamente no Sábio e Amoroso Poder que dirige o Universo e, portanto, respeitava os objetivos da Natureza, que age no comportamento humano, desenvolvendo-o de muitas maneiras. Sabia que a evolução ocorre de modo inevitável, recebendo ou não ajuda dos homens. O Mestre entendia que, se combatêssemos e lutássemos contra nossos erros, poderíamos “potencializá-los” . Nunca usava de força e imposição, mas de uma técnica para que pudéssemos desenvolver a “virtude oposta”. “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou” E ela disse: “Ninguém. Senhor.” E disse-lhe Jesus: “Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.”

 Não censurou ou criticou a atitude inadequada, mas propiciou o desenvolvimento da autoconfiança, para que ela encontrasse por si mesma seus valores internos. Nunca amadureceremos, se deixarmos os outros pensarem por nós e determinarem nossas escolhas. Não é a ajuda real, a que se referia Jesus, a crítica moralista, o desejo de reformar os outros, o controle do que se deve fazer ou não fazer. Antes, tais comportamentos revelam os traços de caráter dos indivíduos orgulhosos e ainda distanciados da autêntica cooperação no processo de evolução — que não os deixam perceber — que ocorre naturalmente na intimidade das criaturas.
 do livro espírita: As dores da Alma - de Hammed
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quarta-feira, julho 18, 2012

O Medo da Solidão


O que representa para você a possibilidade de estar só consigo mesmo?

Este é um tema importante pois diz respeito a determinados "vicios existênciais" muito comuns aqui neste plano, tão comuns que a maioria das pessoas nem ao menos se dá conta de que vive num redemoinho...

Muitas pessoas estressadas sonham com o momento em que vão poder estar a sós com elas mesmas, almejam horas de lazer ou de férias, mas pouquíssimas sabem como se reabastecer internamente.

Já se questionou sobre isso alguma vez?

Existe a possibilidade de se fazer um mergulho interior, mas parece que não é tão fácil assim, pois o ritmo agitado do dia a dia facilita muito a fuga de nós mesmos.

A exemplo disso, podemos observar as pessoas que ficam eternamente presas aos seus próprios pensamentos e como estes passam a adquir autonomia própria, pensando pelo seu proprietário.

Temos também outros inúmeros exemplos pelos quais se costuma transitar, sendo que todos propiciam um estado parado e de torpor que também desemboca na falta de contato com a unidade interna.

Como uma sombra, existe um enorme medo da solidão rondando a todos, sendo que a maioria de nós tem medo de se reconhecer, de entrar em contato consigo mesmo.

O fato é que quando de verdade se chega no estar só, portanto na busca do autoconhecimento, aí e só a partir deste tipo de solidão, é que realmente se chega no outro, alcançando-se assim, a certeza inabalável de que existe algo de muito grande unindo a todos nós, algo que ao mesmo tempo está por trás de tudo e permeando a todos.

Então pela própria experiência vive-se um paradoxo, sabe-se que se é só e que ao mesmo tempo somos todos um e é nesse grande lugar encontrado que definitivamente sabemos que não há o que temer, pois a solidão do modo que se imagina não é real... (este é o lugar do conhecedor).

Existem milhões de pessoas que transitam pela vida com mapas depressivos, muitos vem e vão com ódios terríveis, outros tantos seguem acreditando que devem sofrer ou viver apenas paixões através de suas pulsões ou mesmo pertencer a algum sistema de crença aprisionante...

TUDO ISSO É FUGA PARA NÃO ENTRAR EM CONTATO CONSIGO MESMO!
- VAMOS PRATICAR A MEDITAÇÃO, BUSCAR POR UMA SÉRIA INTERIORIZAÇÃO OS CAMINHOS QUE NOS LEVEM ÀS NOSSAS UNIDADES E, PORTANTO, A NÓS MESMOS.


copiei daqui O medo da solidão - Somos todos um

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domingo, julho 08, 2012

Amoooo !!!!


domingo, julho 01, 2012

Minha hortinha

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sábado, junho 23, 2012

Por que costumo fingir para agradar aos outros?


“Eis algumas perguntas que podemos fazer a nós mesmos para identificarmos nossas crenças e valores, positivos ou não, e como eles afetam a nossa vida diária:

         Qual o grau de influência da opinião alheia sobre meus atos e atitudes?
         O que me dificulta ter suficiente autonomia para tomar minhas próprias decisões?
         O que me impede de desfrutar uma vida plena?
         Por que costumo fingir para agradar aos outros?
         Qual a razão de manter minha reputação alicerçada em um modelo exemplar?
         Meus conceitos facilitam autoconfiança?”

“Quando deixamos os outros conduzirem nosso jeito de sentir, pensar e agir damos-lhes o consentimentos de nos usar ou manipular como e quando quiserem.” por isso não faço isso, fingir...é falso e não atinge objetivo nenhum e ainda ficamos manipulados - Chris
“A Espiritualidade Superior não nos quer submissos à vontade de outrem, nem inabilitados para tomar decisões, mas quer que nos apropriemos de nossos valores inatos, demonstrando determinação e firmeza diante da vida, porque isso teria como resultado natural o conforto físico, psíquico e espiritual.”
Hammed / Francisco do Espírito Neto
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