Para que o mundo seja do jeito que a gente quer, a mudança começa conosco, nos pensamentos, ações e sentimentos. Não adianta o ser humano ser bom, se ele tiver pensamentos negativos em relação a si e/ou ao próximo, ou reações tão negativas diante do negativo que reverte pra si o de pior. É necessário que sejamos uno em todas as nossas atitudes mentais, físicas, espirituais, pensar/agir/sentir da mesma forma, superando as diferenças e reagindo ao desconhecido sem pré-conceito, e colocando em prática a lei do amor. Quando conseguirmos juntar essas energias todas e nos tornarmos uno com o universo, teremos aprendido o que Jesus nos ensina, o que a vida nos testa, o que Deus quer de nós. Comunhão. textinho da Chris

quinta-feira, junho 25, 2009

Solidão



Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo....
Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar.....
Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar
os pensamentos.....
Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente
para que revejamos a nossa vida.....
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado.....
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa
alma .....
Francisco Buarque de Holanda
(repassado por Lourdes)

sábado, junho 20, 2009

Dai pão a quem tem fome



'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:

- O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:

- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...

Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?

Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.

Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.


Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'

(uma brasileirinha de 14 anos)

segunda-feira, junho 15, 2009

Alucinógenos, Toxicomania e Loucura

Dentre os gravames infelizes que desorganizam a economia social e moral da Terra atual, as drogas alucinógenas ocupam lugar de destaque, em considerando a facilidade com que dominam as gerações novas, estrangulando as esperanças humanas em relação ao futuro.

Paisagem humana triste, sombria e avassaladora, pelos miasmas venenosos que distilam os grupos vencidos pelo uso desregrado dos tóxicos, constitui evidência do engano a que se permitiram os educadores do passado: pais ou mestres, sociólogos ou éticos, filósofos ou religiosos.

Cultivado e difundido o hábito dos entorpecentes entre povos estiolados pela miséria econômica e moral, foi adotado pela Civilização Ocidental quando o êxito das conquistas tecnológicas não conseguiu preencher as lacunas havidas nas aspirações humanas—mais ampla e profunda integração nos objetivos nobres da vida.

Mais preocupado com o corpo do que com o espírito, o homem moderno deixou-se engolfar pela comodidade e prazer, deparando, inesperadamente, o vazio interior que lhe resulta amarga decepção, após as secundárias conquistas externas.

Acostumado às sensações fortes, passou a experimentar dificuldade para adaptar-se às sutilezas da percepção psíquica, do que resultariam aquisições relevantes promotoras de plenitude íntima e realização transcendente.

Tabulados, no entanto, programados por aferição externa de valores objetivos, preocuparam-se pouco os encarregados da Educação em penetrar a problemática intrínseca dos seres, a fim de, identificando as nascentes das inquietações no espírito imortal, serem solvidos os efeitos danosos e atormentadores que se exteriorizam como desespero e angústia.

Estimulado pelo receio de enfrentar dificuldades, ou motivado pela curiosidade decorrente da falta de madureza emocional, inicia-se o homem no uso dos estimulantes—sempre de efeitos tóxicos—, a que se entrega, inerme, deixando-se arrastar desde então, vencido e desditoso.

Não bastassem a leviandade e intemperança da maioria das vítimas potenciais da toxicomania, grassam os traficantes inditosos que se encarregam de arrebanhar catarmas que se lhes submetem ao comércio nefando, aumentando, cada hora, os índices dos que sucumbem irrecuperáveis.

A má Imprensa, orientada quase sempre de maneira perturbante, por pessoas atormentadas, colocada para esclarecer o problema, graças à falta de valor e de maior conhecimento da questão por não se revestirem os seus responsáveis da necessária segurança moral, tem contribuído mais para torná-lo natural do que para libertar os escravizados que não são alcançados pelos "slogans" retumbantes, porém vazios das mensagens, sem efeito positivo.

O cinema, a televisão, o periodismo dão destaque desnecessário às tragédias, aumentam a carga das informações que chegam vorazes às mentes fracas, aparvalhando-as sem as confortar, empurrando-as para as fugas espetaculares através de meandros dos tóxicos e de processos outros dissolventes ora em voga. . .

Líderes da comunicação? ases da arte, da cultura, dos esportes não se pejam de revelar que usam estimulantes que os sustentam no ápice da fama, e, quando sucumbem, em estúpidas cenas de auto-destruição consciente ou inconsciente, são transformados em modelos dignos de imitados, lançados como protótipos da nova era, vendendo as imagens que enriquecem os que sobrevivem, de certo modo causadores da sua desgraça...

Não pequeno número, incapaz de prosseguir, apaga as luzes da glória mentirosa nas furnas imundas para onde foge: presídios, manicômios, sarjetas ali expiando, alucinado, a leviandade que o mortificou . . .

As mentes jovens despreparadas para as realidades da guerra que estruge em todo lugar, nos países distantes e nas praias próximas, como nos intrincados domínios do lar onde grassam a violência, o desrespeito, o desamor arrojam-se, voluptuosas, insaciáveis, ao prazer fugidio, à dita de um minuto em detrimento, afirmam, da angustiosa expectativa demorada de uma felicidade que talvez não fruam. . .

Fixando-se nas estruturas mui sutis do perispírito, em processo vigoroso, os estupefacientes desagregam a personalidade, porquanto produzem na memória anterior a liberação do subconsciente que invade a consciência atual com as imagens torpes e deletérias das vidas pregressas, que a misericórdia da reencarnação faz jazer adormecidas... De incursão em incursão no conturbado mundo interior, desorganizam-se os comandos da consciência, arrojando o viciado nos lôbregos alçapões da loucura que os absorve, desarticulando os centros do equilíbrio, da saúde, da vontade, sem possibilidade reversiva, pela dependência que o próprio organismo físico e mental passa a sofrer, irresistivelmente...

Faz-se a apologia de uns alucinógenos em detrimento de outros e explica-se que povos primitivos de ontem e remanescentes de hoje utilizavam-se e usam alguns vegetais portadores de estimulantes para experiências paranormais de incursão no mundo espiritual, olvidando-se que o exercício psíquico pela concentração consciente, meditação profunda e prece conduz a resultados superiores, sem as conseqüências danosas dos recursos alucinatórios.

A quase totalidade que busca desenvolver a percepção extra-sensorial, através da usança do estupefaciente, encontra em si mesmo o substractum do passado espiritual que se transforma em fantasmas, cujas reminiscências assomam e persistem, passada a experiência, impondo-se a pouco a pouco, colimando na desarmonização mental do neófito irresponsável. Vale, ainda, recordar que, adversários desencarnados, que se demoram à espreita das suas vítimas, utilizam-se dos sonhos e viagens para surgirem na mente do viciado, no aspeto perverso em que se encontram, causando pavor e fixando matrizes psíquicas para as futuras obsessões em que se repletarão emocionalmente, famílias da infelicidade em que se transformam.

A educação moral à luz do Evangelho sem disfarces nem distorções; a conscientização espiritual sem alardes; a liberdade e a orientação com bases na responsabilidade; as disciplinas morais desde cedo; a vigilância carinhosa dos pais e mestres cautelosos; a assistência social e médica em contribuição fraternal constituem antídotos eficazes para o aberrante problema dos tóxicos—auto-flagelo que a Humanidade está sofrendo, por haver trocado os valores reais do amor e da verdade pelos comportamentos irrelevantes quão insensatos da frivolidade.

O problema, portanto, é de educação na família cristianizada, na escola enobrecida, na comunidade honrada e não de repressão policial...

Se és jovem, não te iludas, contaminando-te, face ao pressuposto de que a cura se dá facilmente.

Se atravessas a idade adulta, não te concedas sonhos e vivências que pertencem à infância já passada, ansiando por prazeres que terminam ante a fugaz e enganosa durabilidade do corpo.

Se és mestre, orienta com elevação abordando a temática sem preconceito, mas com seriedade.

Se és pai ou mãe não penses que o teu lar estará poupado. Observa o comportamento dos filhos, mantém-te, atento, cuida deles desde antes da ingerência e do comprometimento nos embalos dos estupefacientes e alucinógenos, em cuja oportunidade podes auxiliá-los e preservá-los.

Se, porém, te surpreenderes com o drama que se adentrou no lar, não fujas dele, procurando ignorá-lo em conivência de ingenuidade, nem te rebeles, assumindo atitude hostil. Conversa, esclarece, orienta e assiste os que se hajam tornado vitimas, procurando os recursos competentes da Medicina como da Doutrina Espírita, a fim de conseguires a reeducação e a felicidade daqueles que a Lei Divina te confiou para a tua e a ventura deles.


Do livro: Após a Tempestade, psicografia de Divaldo Pereira Franco - pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sábado, junho 06, 2009


Assim como há muitas formas de caridade, há muitas também de se fazer o mal a alguém sob a pele do cordeiro.
Ironias, achaques, deboches, chantagem emocional são sentimentos pequenos que em nada acrescem, tentam ferir a auto-estima de outras pessoas (normalmente dependentes) e no entanto, mascaram a própria auto-estima.

Este tipo de maldade, quase uma tortura psicológica, é dado de pessoas autoritárias, pessoas difíceis de conviver e que são suscetíveis à raivas descontroladas.
Mas, estas reles reações, às situações em que essas mesmas pessoas perdem o “comando” entristecem o espírito de quem recebe essa energia totalmente negativa.

Depois, mesmo desculpando-se, estes espíritos pobres de amor contraem a dívida desse mal e com certeza a vida cobrará e com muitos juros e correções e nem se dão conta disso, pois vão passando por cima dos sentimentos alheios e só enxergam o próprio nariz.
O tempo está correndo e ainda há chance de mudanças, de reforma intima.

As oportunidades de ser uma pessoa melhor são inúmeras, mas o tempo está se esgotando e daqui a pouco não dá mais tempo.

A pessoa de boa índole, bons sentimentos, a que recebe as energias negativas, esta, supera a mágoa, e vai vivendo o seu melhor, mas é tão visível a falta de amor do outro, que acaba não suportando mais a convivência.
Ninguém é dono de ninguém, e ninguém é dono da verdade. O respeito deve haver sempre, em qualquer idade, e se deve haver respeito à criança, que fará um quase adulto em fase de construção da própria vida, do caráter.

E nem falaremos em relações amorosas, essa é básica, amor acima de tudo.
Aquele que, apenas a sua verdade, é a que prevalece, este é o mais ignorante, vaidoso e quem mais necessita de aprendizado.

O maior aprendizado que a vida pode dar é amor, sentir amor, amar, respeitar com amor, doar-se com amor, porque a ausência do amor faz a vida sem Deus.

texto da



quarta-feira, junho 03, 2009

QUEIXAS NÃO

Emmanuel



A vida é uma escola.

Por mais difícil o processo educativo a que nos vejamos submetidos,

saibamos valorizar o tempo,

agradecendo e trabalhando

ao invés de reclamar ou ferir.

Todos somos chamados a estudar e aprender,

prestigiando as oportunidades e as horas.-o-

Imagina quanta atividade ser-nos-á possível desenvolver em trinta minutos.

Despendendo semelhante cota de tempo,

conseguimos facilmente reconfortar corações aflitos,

estender apoio aos que sofrem mais que nós mesmos,

reerguer esperanças caídas e

efetuar prestações de serviço,

à feição de viveiros de paz e luz.-o-

Por mais constrangedoras as circunstâncias que nos cerquem,

nunca nos lamentemos.

Ao contrário disso, apliquemo-nos,

quanto se nos faça possível,

à concretização do bem de todos.

Nessa diretriz, entretanto, é indispensável se nos amplie a visão.

Compreender mais, para servir melhor.

Os motivos para inquietação surgem freqüentemente no cotidiano,

mas, se lhes penetramos o objetivo,

saberemos acolhê-los, de imediato,

por ensinos da vida em nosso favor.

A desarmonia sugere a necessidade de entendimento.

O obstáculo leciona confiança.

A solidão fornece aulas de auto-análise.

O fracasso administra experiência.

Imperioso discernir,

a fim de que nos reconheçamos na condição de alunos,

em todos os lances e

dificuldades do caminho

que nos foi apontado ao trânsito comum.-o-

Cada dia é uma fração de recursos

que podemos empregar em aprendizado

e melhoria por fora,

para enriquecimento e sublimação por dentro de nós.

Ante aqueles que já despertaram nas responsabilidades próprias,

não existe ocasião para queixas.

Todas as horas são instrumentos

que favorecem a execução das tarefas que fomos induzidos

ou claramente requisitados a realizar no campo do bem.

Empenhemo-nos em lutar pela própria elevação.

Ninguém está excluído.

Quantos se afastam de semelhante imposição da existência

caem facilmente na reclamação ou na rebeldia,

encontrando em si mesmos o infortúnio dos que param de agir e servir.

Inexperientes ainda, acomodam-se com a ociosidade

e com a sombra, esquecendo-se, porém,

de que unicamente aqueles que dormem sobre colchões de rosas

são os que sabem dramatizar a agressão dos espinhos.

(De “Instrumentos do Tempo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

domingo, maio 17, 2009

A questão da transcendência:




A questão da transcendência:
Está na raiz do ser humano a busca da transcendência e a maior das experiências na busca da transcendência é a droga, como droga pode ser a religião, a arte, o cinema.
A droga (química) permite uma viagem fantástica, se rompe todos os limites, dá um sentimento de onipotência e você voa...
O problema da droga, não é a viagem, é a volta da viagem, pois você não agüenta mais o cotidiano: que é imanência, que é gris, que é chato, que tem que trabalhar, levantar, seguir horários, tem que pagar contas...
É muito melhor viajar.
O critério para saber se a transcendência é boa, potencia o ser humano ou diminui, é perguntar em que medida esta experiência te ajuda a enriquecer o cotidiano, assumir o cotidiano, se representa fuga do cotidiano, álibi para o cotidiano, se é um endeusamento, uma fetichização da realidade ou um encontro com a realidade que alarga as dimensões do teu coração, te dando uma experiência mais profunda do Ser, o você depois dessa experiência sai mais empobrecido, frustrado e volta ao cotidiano sem energia pra enfrentá-lo com grandeza, porque o cotidiano, porque nós não habitamos só poeticamente o mundo, habitamos prosaicamente mundo, assim como ele deve ser levado avante.
As pseudo (falsa) transcendências, elas exploram esta dimensão do ser humano, mas não lhe dão a experiência de uma plenitude duradoura.
A droga, não é a droga que faz a experiência da viagem, é a química. Outra coisa é uma viagem feita através de um trabalho de busca da sua identidade, um caminho espiritual mais longo, onde você conquista passo a passo os demônios que estão dentro de você, não os recalca, nem corta os chifres deles, mas os domestica, canaliza a energia poderosa deles para o teu crescimento, pra você
Ter mais uma experiência global da realidade, permitindo que a luz ilumine as trevas, que a tua parte sã cure a parte doentia, então esta experiência de transcendência é fecunda.
... Somos como uma árvore, fundados no chão, que nos dá forças para enfrentar tempestades, mas também somos como a copa, que dialoga com o universo, com as energias cósmicas, com os ventos, com as chuvas, com o sol, sintetizamos tudo isso, transformamos em vida, a nossa abertura e se não mantemos a abertura, o tronco estiola, as raízes secam e a seiva não existe, morremos, então a dialética, é mantermos enraizamento e abertura; imanência, mas aberto à transcendência.
(Leonardo Boff – trecho de uma palestra presente no livro deste autor:
TEMPO DE TRANSCENDÊNCIA.

terça-feira, maio 12, 2009

AUSÊNCIA DE LIMITES




Limites são pré-requisitos para demarcar nossas fronteiras energéticas.

Quando abrimos mão de tudo, impensadamente, não identificamos onde nós terminamos e onde o outro começa.

Não somente fica fragilizado nosso território magnético, mas também o corpo físico e o astral, o campo emocional e o mental, além de nossos bens e direitos.

A "ausência de limites" na mediunidade cria fendas, onde penetram miasmas e outras contaminações negativas.

Seremos presas fáceis de influências danosas, até que restauremos e fortifiquemos esses pontos frágeis que danificam nossas defesas/fronteiras invisíveis.

Indivíduos descontrolados não possuem limites.

Não respeitam as possibilidades, tampouco a individualidade dos outros. Invadem, de forma constante, nossa privacidade e transgridem nossos territórios emocionais, acreditando estar no direito de fazer isso. Desenvolver limites saudáveis nos dá uma percepção exata de até onde nos permitimos ir, em relação com os outros e com nós mesmos.

Precisamos aprender a "dizer sim" ou a "dizer não", quando necessário.

Não devemos permitir que os outros nos controlem, ou mesmo, nos desrespeitem.

Não podemos ser responsáveis pelos desatinos dos adultos infantilizados e inseguros.

Em geral, as pessoas estão acostumadas a que os médiuns tomem conta de seus problemas, de suas sensações íntimas, e se dediquem a controlar e tentar mudar seus comportamentos inadequados.

Estão habituadas a que os medianeiros se sacrifiquem por seus caprichos e incoerências.

Exigem que resolvam milagrosamente suas dificuldades, sem perceberem que elas existem exatamente porque tais pessoas não tomaram as decisões ou atitudes imprescindíveis à solução de sua problemática existencial. "... agora que começam, para ele, as verdadeiras dificuldades, e tem, mais do que antes, necessidade de conselhos da prudência e da experiência, se não quiser cair nas mil armadilhas que lhe vão ser armadas".

As "verdadeiras dificuldades", os conselhos da prudência e da experiência" e as "mil armadilhas" aqui referenciadas estão diretamente relacionadas com a perda de controle ou com a "ausência de limites".

Quando queremos que os outros pensem e ajam pelos nossos padrões existenciais, desrespeitamos seus limites emocionais, mentais e espirituais, atraindo fatalmente pessoas que agirão da mesma forma para conosco. Somente se dá aquilo que se possui.

Como, pois, exigir limites de alguém, se ainda não soubemos estabelecer nossos próprios limites?

Enquanto os indivíduos abrirem mão de seu poder pessoal, dado por Deus, de sentir, pensar, agir e de conduzir-se no agora com o melhor de si, e permitirem que os outros determinem quando devem ficar alegres ou tristes, o que devem dizer ou fazer, ou como lidar com determinada situação, serão como folhas perdidas no solo durante uma tempestade: conduzidas aleatoriamente para onde o vento levar...

(De “A imensidão dos sentidos”, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed)

domingo, maio 10, 2009

A OPINIÃO DOS OUTROS

Redação do Momento Espírita







Você se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito?

Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma. Que se conhece. É auto-suficiente.

No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial.

O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a dependência de elogios.

Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura.

Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente amolentada e logo procura um médico.

Se ouve alguém dizer que está gorda, desesperadamente tenta diminuir peso.

Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita.

Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem condições de reparar a suposta feiúra com cirurgia plástica.

Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem.

Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de agradar sempre.

São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor.

São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz, malham até à exaustão, para impressionar a sua eleita.

E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro, caem em depressão.

Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois geralmente não conhecem as pessoas das quais falam.

Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é.

Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com falsos elogios, nem com críticas infundadas.

Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se. Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma.

Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços.

A meditação é excelente ferramenta de auto-ajuda. Mergulhar nas profundezas da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação.

Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.

Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir.

Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do espírito imortal.

O importante mesmo, é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem.

A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver realmente interessado na sua felicidade e no seu bem-estar.
Pense nisso!
Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia.

Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas negativas não tornarão você pior.

Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a auto-estima.

Mas lembre-se: seja exigente para consigo, e indulgente para com os outros.

Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança necessárias ao seu bem-estar efetivo.

E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da alma justa e nobre.

Pense nisso, e liberte-se do jugo da opinião dos outros.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

http://www.momento.com.br/


O conhecimento de si mesmo é a chave do melhoramento individual.Santo Agostinho (Espírito) in O LIVRO DOS ESPÍRITOS obra codificada por A. Kardec




sábado, maio 02, 2009

15 anos sem Mário




I. DA OBSERVAÇÃO

Não te irrites, por mais que te fizerem...

Estuda, a frio, o coração alheio.

Farás, assim, do mal que eles te querem,

Teu mais amável e sutil recreio...


II. DO AMIGO

Olha! É como um vaso

De porcelana rara o teu amigo.

Nunca te sirvas dele...

Que perigo!

Quebrar-se-ia, acaso...


III. DO ESTILO

Fere de leve a frase...

E esquece...

Nada

Convém que se repita...

Só em linguagem amorosa agrada

A mesma coisa cem mil vezes dita.


IV. DA PREOCUPAÇÃO DE ESCREVER

Escrever...

Mas por quê?

Por vaidade, está visto...

Pura vaidade, escrever!

Pegar da pena...

Olhai que graça terá isto,

Sejá se sabe tudo o que se vai dizer!...


V. DAS BELAS FRASES

Frases felizes...

Frases encantadas...

Ó festa dos ouvidos!

Sempre há tolices muito bem ornadas...

Como há pacovios bem vestidos.

VI. DO CUIDADO DA FORMA

Teu verso, barro vil,

No teu casto retiro, amolga, enrija, pule...

Vê depois como brilha, entre os mais, o imbecil,

Arredondado e liso como um bule!


VII. DA VOLUPTUOSIDADE

Tudo, mesmo a velhice, mesmo a doença,

Tudo comporta o seu prazer...

E até o pobre moribundo pensa

Na maneira mais suave de morrer...


VIII. DOS MUNDOS

Deus criou este mundo.

O homem, todavia,

Entrou a desconfiar, cogitabundo...

Decerto não gostou lá muito do que via...

E foi logo inventando o outro mundo.


IX. DA INQUIETA ESPERANÇA

Bem sabes

Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele

Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.

Nunca me dês o Céu... quero é sonhar com ele

Na inquietação feliz do Purgatório...


X. DA VIDA ASCÉTICA

Não foge ao mundo o verdadeiro asceta,

Pois em si mesmo tem seu próprio asilo.

E em meio à humana turba, arrebatada e inquieta,

Só ele é simples e tranqüilo.

XI. DAS CORCUNDAS

As costas de Polichinelo arrasas

Só porque fogem das comuns medidas?

Olha! quem sabe não serão as asas

De um Anjo, sob as vestes escondidas...


XII. DAS UTOPIAS

Se as coisas são inatingíveis.., ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A mágica presença das estrelas!


XIII. DO BELO

Nada, no mundo, é, por si mesmo, feio.

Inda a mais vil mulher, inda o mais triste poema,

Palpita sempre neles o divino anseio

Da beleza suprema...


XIV. DO MAL E DO BEM

Todos têm seu encanto: os santos e os corruptos.

Não há coisa, na vida, inteiramente má.

Tu dizes que a verdade produz frutos...

Já viste as flores que a mentira dá?


XV. DO MAU ESTILO

Todo o bem, todo o mal que eles te dizem, nada

Seria, se soubessem expressá-lo...

O ataque de uma borboleta agrada

Mais que todos os beijos de um cavalo.

XVI. DA DISCRETA ALEGRIA

Longe do mundo vão, goza o feliz minuto

Que arrebataste às horas distraídas.

Maior prazer não é roubar um fruto

Mas sim ir saboreá-lo às escondidas.


XVII. DA INDULGÊNCIA

Não perturbes a paz da tua vida,

Acolhe a todos igualmente bem.

A indulgência é a maneira mais polida

De desprezar alguém.


XVIII. DOS PESCADORES DE ALMAS

Se Deus, tal como Satanás, procura

As almas aliciar.., por que deixa ao Pecado

Esse caminho suave, essa fatal doçura

E faz do Bem um fruto amargo e indesejado?


XIX. DOS MILAGRES

O milagre não é dar vida ao corpo extinto,

Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo...

Nem mudar água pura em vinho tinto...

Milagre é acreditarem nisso tudo!


XX. DOS SOFRIMENTOS QUOTIDIANOS

Tricas...

Nadinhas mil...

Ridículos extremos...

Enxame atroz que em torno à gente esvoaça.

E disto, e só por isto envelhecemos...

Nem todos podem ter uma grande desgraça!


XXI. DAS ILUSÕES

Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.

Com ele ia subindo a ladeira da vida.

E, no entretanto, após cada ilusão perdida...

Que extraordinária sensação de alívio!


XXII. DA BOA E DA MÁ FORTUNA

É sem razão, e é sem merecimento,

Que a gente a sorte maldiz:

Quanto a mim, sempre odiei o sofrimento,

Mas nunca soube ser feliz...


XXIII. DOS NOSSOS MALES

A nós nos bastem nossos próprios ais,

Que a ninguém sua cruz é pequenína.

Por pior que seja a situação da China,

Os nossos calos doem muito mais...


XXIV. DA INFIEL COMPANHEIRA

Como um cego, grita a gente:

"Felicidade, onde estás?"

Ou vai-nos andando à frente...

Ou ficou lá para trás...


XXV. DA PAZ INTERIOR

O sossego interior, se queres atingi-lo,

Não deixes coisa alguma incompleta ou adiada.

Não há nada que dê um sono mais tranqüilo

Que uma vingança bem executada...


XXVI. DA MEDIOCRIDADE

Nossa alma incapaz e pequenína

Mais complacências que irrlsão merece.

Se ninguém é tão bom quanto imagina,

Também não é tão mau como parece.


XXVII. DO ESPÍRITO E DO CORPO

O espírito é variável como o vento,

Mais coerente é o corpo, e mais discreto...

Mudaste muita vez de pensamento,

Mas nunca de teu vinho predileto...


XXVIII. DO "HOMO SAPIENS"

E eis que, ante a infinita Criação,

O próprio Deus parou, desconcertado e mudo!

Num sorriso, inventou o homo sapiens, então,

Para que lhe explicasse aquilo tudo...


XXIX. DA ANÁLISE

Eis um problema!

E cada sábio nele aplica

As suas lentes abismais.

Mas quem com isso ganha é o problema, que fica

Sempre com um x a mais...


XXX. DO ETERNO MISTÉRIO

"Um outro mundo existe.., uma outra vida..."

Mas de que serve ires para lá?

Bem como aqui, tu'alma atônita e perdida

Nada compreenderá...


XXXI. DA POBRE ALMA

Como é que hás de poder, ó Alma, devassar

Essas da pura essência invisíveis paragens?

Tu que enfim não és mais do que um ansioso olhar!

Ó pobre Alma adoradora das Imagens...


XXXII. DAS VERDADES

A verdade mais nova, ela somente, existe!

Até que um dia, para os mais meninos,

Vai tornando esse aspecto, entre irrisório e triste,

Dos velhos figurinos...


XXXIII. DA BELEZA DAS ALMAS

Se é bela a alma em si, que importa o proceder?

Com Marco Antônio, rei da sedução,

Sentiriam os Anjos mais prazer

Do que na companhia de Catão...


XXXIV. DA PERFEIÇÃO DA VIDA

Por que prender a vida em conceitos e normas?

O Belo e o Feio.., o Bom e o Mau... Dor e Prazer...

Tudo, afinal, são formas

E não degraus do Ser!


XXXV. DA ETERNA PROCURA

Só o desejo inquieto, que não passa,

Faz o encanto da coisa desejada...

E terminamos desdenhando a caça

Pela doida aventura da caçada.


XXXVI. DA FALSIDADE

Foi tudo falso, o que ela disse?

Fecha os olhos e crê: a mentira é tão linda!

Nem ela sabe que fingir meiguice

É o mais certo sinal de que te ama ainda...


XXXVII. DA CONTRADIÇÃO

Se te contradisseste e acusam-te.., sorri.

Pois nada houve, em realidade.

Teu pensamento é que chegou, por si,

Ao outro pólo da Verdade...


XXXVIII. DO PRAZER

Quanto mais leve tanto mais sutil

O prazer que das coisas nos provém.

Escusado é beber todo um barril

Para saber que gosto o vinho tem.


XXXIX. DO PRANTO

Não tentes consolar o desgraçado

Que chora amargamente a sorte má.

Se o tirares por fim do seu estado,

Que outra consolação lhe restará?


XL. DO SABOR DAS COISAS

Por mais raro que seja, ou mais antigo,

Só um vinho é deveras excelente:

Aquele que tu bebes calmamente

Com o teu mais velho e silencioso amigo...

[Mario Quintana; Espelho Mágico, 1945]

domingo, abril 26, 2009

TESE DE GUERDJEF - SABER VIVER

"Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal”. Assim dizendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os "experts" em comportamento que quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade.





Aqui estão as 20 regras de saber viver:

- Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

- Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

- Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso,consciente de que nem tudo depende de você.

- Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

- Esqueça, de uma vez por todas,que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

- Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

- Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

- Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, por que são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais mportantes.

- Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem porém achar que é o máximo a se conseguir na vida.

- Evite envolver-se na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

- Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

- Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.

- É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

- Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda.Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

- Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram de bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo...para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

- A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

- Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

- Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas:a intuição, a inocência e a fé.

- Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer.

quarta-feira, abril 22, 2009

As dores da alma



As dores da alma não deixam recados,imprimem uma sentença que perdura pelos anos.

Um amor que acabou mal resolvido,um emprego que se perdeu explicavelmente,um casamento que mal começou e já terminou,uma amizade que acabou com traição, tudo vai deixando sinais, marcas profundas…

Precisamos trabalhar as dores da alma, para que sirvam apenas de aprendizado,extraindo delas a capacidade denos fortalecermos,aprendendo que o melhor de nós, ainda está em nós mesmos, que amando-nos incondicionalmente, descobrimos a auto-estima, que se deixarmos seguir o caminho da dor e da lamentação, iremos buraco abaixo no caminho da depressão.
As dores da alma não saem no jornal, não viram capa de revista, e só quem sente, pode avaliar o estrago que elas causam.
Como não existe vacina para amores mal resolvidos, nem para decepções diárias, o que vale é a prevenção, então:
Ame-se para amar e ser verdadeiramente amado, sorria para que o mundo seja mais gentil, dedique-se, para que as falhas sejam pequenas, não se compare, você é único, repare nas pequenas coisas, mas cuidado com as grandes que as vezes estão bem diante do nosso nariz e não enxergamos, sonhe, pois o sonho é o combustível da realização,tenha amigos e seja o melhor amigo de todos, apaixone-se pela vida e por tudo o que é seu, sinta o seu cheiro e acredite em seupoder de sedução,estimule-se,contagie o mundo com o seu melhor, creia em Deus, pois sem Ele não há razão em nada,e tenha sempre a absoluta certeza de que, depois da forte tempestade,o arco-íris vai surgir e o sol vai brilhar ainda mais forte.
Paulo Roberto Gaefke

domingo, abril 19, 2009

"A VIDA DEIXOU DE SER SIMPLES "

Luiz Carlos de Oliveira Arantes


Nos tornamos insatisfeitos crônicos; queremos sempre mais.
Nessa busca perdemos a paciência, que era uma grande virtude dos antigos.
Esquecemos que o mundo gira a uma velocidade muito grande, volta sempre ao mesmo lugar enquanto envelhecemos.
Um dia fatalmente o deixaremos e dependendo do grau de insatisfação sofreremos ainda muito mais do lado de lá.
Já disseram, mais de uma vez, mais de uma pessoa, que felicidade é gostar do que se tem
de como se vive vendo com olhos de beleza
as feiuras,
as dificuldades,
o cansaço
e às vezes,
o desalento na vida.
Pois sempre haverá coisas belas ao nosso redor para se notar.
Nosso aprendizado é em tempo integral só que nos momentos de folga nos intervalos do recreio como numa escola qualquer nos entusiasmamos com as brincadeiras com as risadas alegres com as companhias agradáveis e relutamos em voltar para a sala de aula.
Às vezes até "matamos"algumas lições que não poderíamos deixar de comparecer, absolutamente.
O gozo é efêmerosó que é delicioso como tudo aquilo que nossos sentimentos sentem em forma de prazer corporal.
Mas é efêmero.
Só que o espírito não;
este é eterno.
E se não cuidarmos devidamente
de sua beleza
de sua saúde
de sua evolução constante,
sofreremos com aquilo
que muitas vezes confundimos
com o tédio de uma rotina sem criatividade,
muito mais cansativa para a vida
do que os próprios embates de sobrevivência,
naturais do dia-a-dia.
Você só pode dizer "EU TE AMO!"por inteiro.
Se o todo não lhe agrada em várias partes não se iluda.
Aproveite, lentamente, sem pressa as coisas boas,
mas não decida precipitadamente,
definitivamentee sem juízo.
Esse é o grande dilema
principalmente dos jovens de hoje
abandonados que estão por falta de família, principalmente,aquelas de antigamente, que vigiavam, aconselhavam, davam exemplos edificantes e protegiam:
pensar por si próprios com serenidade e bom senso, ou dar vazão somente aos seus instintos animaisque são naturais e nos últimos tempos com mudanças culturais grandiosas, principalmente do lado das mulheres, incentivados por modismos e cultuados nos grandes meios de comunicação, também passaram a ser artificiais.

terça-feira, abril 14, 2009

O PENSAMENTO É O PODERMOTOR DA AÇÃO


C.W.Leadbeater

O pensamento revela-se como uma vibração no corpo mental que se comunica com a matéria externa e produz um efeito. Portanto, o pensamento em si é uma força real e definida, e o interessante é que todos nós possuímos esse poder. Cada pensamento produz dois efeitos externos principais: uma vibração irradiante e uma forma flutuante. Analisemos como ambas afetam o pensador e as outras pessoas.
Em primeiro lugar, vamos lembrar da força do hábito. Se acostumarmos nossos corpos mentais com certo tipos de vibrações, eles aprenderão a reproduzi-las com facilidade e prontidão. Se pensarmos um certo tipo de pensamento hoje, amanhã será mais fácil repetir o mesmo pensamento. Se alguém começa a pensar mal dos outros, logo se torna fácil pensar pior, e torna-se mais difícil pensar no bem deles. Cria-se assim um ridículo preconceito que cega totalmente a pessoa, impedindo-a de ver os pontos bons de seus semelhantes, e aumentando enormemente o mal nos outros.
Em seguida seus pensamentos começam a incitar as emoções, e como só vê o mal nos outros começa a odiá-los. As vibrações da matéria mental excitam as da matéria astral densa assim como o vento perturba a superfície do mar. Todos sabemos que ao pensar em nossos erros facilmente nos irritamos e freqüentemente ignoramos a conclusão inevitável de que, pensando racionalmente e com calma, prevenimos ou dissolvemos a raiva.
A forma de pensamento gerada também reage sobre o pensador. Se o pensamento destina-se a alguém, a forma dispara como um míssil na sua direção, mas se o pensamento, como acontece com tanta freqüência, diz respeito principalmente ao próprio pensador, esta permanece flutuando nas proximidades, pronta a reagir sobre ele e duplicar-se, isto é, pronta a estimular na sua mente o mesmo pensamento mais uma vez. Para o pensador parecerá que o pensamento surgiu em sua mente vindo de fora, mas a experiência é, na verdade, apenas o resultado mecânico de seus próprios pensamentos prévios.
Observemos agora como esse fragmento de conhecimento pode ser usado. Obviamente todo pensamento ou emoção produz um efeito de longa duração, pois fortalece ou enriquece uma tendência e, além disso, reage constantemente sobre o pensador. Portanto, fica claro que temos de ter todo cuidado com os pensamentos ou emoções que permitimos surgir dentro de nós mesmos. Não podemos nos desculpar como tantos fazem, dizendo que sentimentos indesejáveis são naturais em certas condições. Temos de usar o direito de controlar nossa mente e nossas emoções. Se podemos habituar-nos a procurar as qualidades desejáveis nas pessoas que conhecemos, e não as indesejáveis, nós nos surpreenderemos ao descobrir como as boas qualidades são numerosas e importantes. Assim começaremos a gostar delas e a não evitá-las, e teremos, pelo menos, a possibilidade de fazer avaliações mais justas das pessoas.
Podemos dedicar-nos ao exercício útil de admitir apenas pensamentos bons e agradáveis e, se persistirmos, logo começaremos a perceber resultados. Nossas mentes trabalharão mais facilmente pêlos canais da admiração e da simpatia ao invés da suspeita e do menosprezo, e, quando nossos cérebros estiverem desocupados, os pensamentos que se apresentarem serão bons e não maus, em uma reação natural das formas graciosas que criamos para nos circundar. "O homem é aquilo que pensa em seu coração", e obviamente o uso correto e sistemático do poder do pensamento torna a vida muito mais fácil e agradável .
Reparemos agora como nossos pensamentos afetam os outros. A ondulação irradiante, como muitas outras vibrações na Natureza, tende a se duplicar. Por que um determinado objeto se aquece diante do fogo? Porque a radiação das vibrações vindas da matéria incandescente leva as moléculas do objeto a oscilarem mais rapidamente. Da mesma maneira, se enviarmos com persistência ondulações de pensamentos agradáveis sobre outrem, com o tempo uma vibração similar aos pensamentos de simpatia surgirá naquela pessoa. Formas de pensamentos dirigidas para ela flutuarão à sua volta e agirão quando surgir uma oportunidade. Assim como um mau pensamento pode ser um demônio tentador tanto para o pensador quanto para outrem, assim também um bom pensamento pode tornar-se um anjo guardião que encoraja a virtude e evita o vício. Infelizmente é comum nos dias de hoje aquela atitude de estar sempre procurando falhas nos outros, e as pessoas que agem assim não compreendem o mal que causam. Se observamos suas conseqüências, veremos que o hábito da bisbilhotice maliciosa é simples perversidade. Não importa se o escândalo tem fundamento ou não; em qualquer dos casos ele só pode gerar o mal. Nesta situação encontramos pessoas concentradas em algum suposto vício de alguém, atraindo a atenção de muitas outras que, de outra forma, não se teriam dado conta desse defeito.
Suponhamos que acusem sua vítima de ser invejosa. De imediato centenas de pessoas começam a despejar no infeliz sofredor torrentes de pensamentos sugerindo a idéia da inveja. Não é claro que, se o pobre homem tiver tendência a esse desagradável vício, esta seria grandemente intensificada pela avalanche que o atinge? E se, como normalmente acontece, não houver qualquer razão para esse malicioso rumor, aqueles que o espalhem estão fazendo de tudo para criar em sua vitima o próprio vício de cuja existência imaginária eles tão selvagemente se regozijam.
Devemos pensar sempre nas coisas boas de nossos amigos, não só porque isso é muito mais saudável para nós, mas também porque assim elas se fortalecem. Quando formos obrigados a reconhecer alguma qualidade má de um amigo, devemos ter o cuidado de não pensar nela, mas, sim, na virtude oposta que queremos ajudá-lo a desenvolver. Caso ele seja avarento ou pouco afetivo não devemos fazer comentários ou fixar nosso pensamento nesse defeito, porque, se o fizermos, as vibrações por nós criadas tornarão as coisas piores. Em vez disso, pensemos intensamente na qualidade que ele precisa desenvolver, inundando-o com ondulações de generosidade e amor, pois assim estaremos realmente ajudando nosso irmão.
Se o poder de pensamento for usado com essas orientações, nós nos tornaremos verdadeiros centros de bênção em qualquer lugar onde nos encontremos. Mas lembremos que essa força é limitada; por isso, se quisermos ter o bastante dela para ser úteis, não a desperdicemos.
O homem comum não passa de ser um centro de vibrações agitadas. Encontra-se constantemente preocupado, incomodado, estressado com alguma coisa, em depressão profunda ou, então, excitado sem razão, ao esforçar-se para mudar alguma circunstância ou tratar de conseguir algo. Por uma razão ou outra, está sempre desnecessariamente agitado, muitas vezes por causa de coisas insignificantes. Isso quer dizer que está o tempo todo gastando força, dissipando inutilmente algo pelo qual é diretamente responsável e que poderia torná-lo mais feliz e saudável.
Outra situação que o leva a dissipar muita energia são as discussões desnecessárias. Está sempre tentando fazer alguém concordar com suas opiniões pessoais. Esquece-se de que toda questão tem sempre muitos lados ou aspectos, quer se trate de política, religião ou algum outro interesse de curto prazo, e que os outros também têm direito ao seus próprios pontos de vista, o qual de qualquer modo nada importa, pois os fatos permanecem os mesmos independente do que cada um pense. A maior parte dos assuntos não vale a pena discutir, e, normalmente, aqueles que falam mais alto e com mais confiança são precisamente os que menos sabem.
Quem deseja usar o poder do pensamento de maneira útil, seja para si mesmo ou para os outros, deve economizar suas energias, ser calmo, comedido e refletir cuidadosamente antes de falar ou agir. Que não fiquem dúvidas de que essa força do silêncio é muito poderosa. Qualquer um que se entregue ao trabalho pode aprender a usá-la, e, com seu uso, cada um de nós pode progredir bastante fazendo um grande bem para o mundo à nossa volta.
Deve compreender- se bem esse poder do pensamento e o dever de reprimir pensamentos maus, egoístas ou agressivos. Os pensamentos produzem seus efeitos, quer desejemos ou não. Um homem sábio produz intencionalmente os resultados da sua ação mental. Cada vez que controlamos nossos pensamentos, a próxima vez o controle fica mais fácil. Enviar pensamentos positivos aos outros é algo tão real quanto dar dinheiro; e é uma forma de caridade que até o mais pobre dos homens pode fazer. É errado irradiar depressão. Ela impede os pensamentos elevados, causa muito sofrimento às pessoas sensíveis e é responsável pela maior parte do medo noturno das crianças.
Ao permitir que pensamentos miseráveis e maldosos sejam descarregados sobre uma criança, como muitos fazem, estamos envolvendo-a em penumbra, e isso não está certo. Esqueçam-se da depressão e. em vez de ceder a ela, enviem pensamentos de fortaleza para os doentes.
Nossos pensamentos não são -como se poderia supor- assunto apenas da nossa própria conta, pois suas vibrações afetam os outros. Os pensamentos maldosos têm alcance muito maior do que as palavras, mas não podem afetar quem estiver totalmente livre da qualidade que eles veiculam; por exemplo, o pensamento do desejo de beber não pode penetrar no corpo de um homem totalmente abstêmio. Ele atinge seu corpo astral, porém, como não pode penetrar, retorna ao emissor.
A vontade pode ser treinada para agir diretamente sobre a matéria física. Para alguns talvez o exemplo mais comum seja aquele do quadro usado muitas vezes nas práticas de meditação, no qual podem ser observadas com freqüência alterações de expressão; as partículas físicas são, sem dúvida alguma, afetadas por um pensamento forte e constante. A Sra. Blavatsky costumava recomendar algumas práticas a seus discípulos, dizendo-lhes para pendurarem uma agulha em um fio de seda e aprender a movê-la pela força da vontade. Um escultor também usa o poder do pensamento, mas de maneira diferente. Diante de um bloco de mármore, ele cria uma forte forma de pensamento da estátua que deseja esculpir. A seguir coloca sua forma de pensamento dentro do bloco e começa a remover o mármore que sobra fora da forma de pensamento, deixando apenas a parte interpenetrada por ela.
Habituem-se a dedicar algum tempo todos os dias a formular bons pensamentos e enviá-los a outras pessoas. È uma prática fundamental para todos, e fará muito bem para as pessoas que os recebem também, sem dúvida alguma.
(Extraído da obra A Vida Interna, C.W. Leadbeater, Editora Teosófica, 1996.)

sábado, abril 04, 2009

Como livrar-se das doenças da alma



Nossa alma foi criada perfeita, mas ignorante – de forma a ter oportunidade de conquistar a sabedoria por mérito próprio. Aquilo de que precisamos para esta evolução está nas leis cósmicas (perfeitas e eternas) que disciplinam tudo, dentro e fora deste planeta. Criadas por Deus, elas não fazem a parte que nos cabe no aprendizado, mas age através de nós, criando situações e desafios que, se aceitos, podem facilitar nosso progresso.

Tais leis permitem tanto que os mais evoluídos (encarnados e desencarnados) nos inspirem para o bem quanto que os mais atrasados tentem nos arrastar para o mal. Vai de cada um de nós utilizar o livre-arbítrio, colhendo o resultado das próprias escolhas, tornando-nos responsáveis por tudo quanto nos acontece.

Assim, somos responsáveis pelas nossas doenças (entre elas, a depressão). Elas são resultado de crenças nossas que distorcem a realidade. Para tomar o caminho da recuperação da saúde e do equilíbrio emocional, só precisamos entender que os desafios ocorrem para nos fazer progredir, trazendo-nos lições que precisamos aprender.


Ao magoar-se por qualquer coisa ou revoltar-se quando a vida não atende aos seus desejos, você está se julgando incapaz; não está atentando para o imenso potencial que carrega dentro de si. E ao julgar-se vítima, culpa os outros por seus problemas, provocando disfunções em seu sistema imunológico, criando ambiente favorável à depressão, às doenças e à infelicidade.


Só que a alma gosta de alegria, bondade e bem-estar. Por isso, quando entra nesse clima emocional perturbado, parte dela se afasta, deixando um vazio que você sente, mas não consegue definir. A depressão se acentua e não há mais prazer em nada – nem mesmo em comer o que gostava!


A procura de terapia ou de ajuda espiritual ameniza o problema, mas a cura definitiva depende exclusivamente de você. E acredite: não é tão difícil quanto supõe. Basta ligar-se com sua alma. Procure sentir seu coração e ter uma atitude de aceitação com aquilo que não pode mudar. Eleve o foco dos seus pensamentos optando pelo otimismo, procurando enxergar todas as coisas boas que possui. Cuidar da sua vocação, ocupando-se com algum trabalho que lhe dê prazer, também ajuda bastante.

Quando alguém morre, leva consigo toda a bagagem emocional que criou durante a vida na Terra. Suas crenças, suas ilusões, suas mágoas e, conforme o caso, suas doenças.
A crença de que ficar durante muito tempo em uma UTI antes de morrer “depura” o espírito é mera ilusão. A alma guarda as impressões do sofrimento e precisa ser tratada em um hospital do astral para livrar-se das energias que acumulou.


Cultivar o ódio, a vingança e a agressividade pode lesar partes do corpo astral (aquele que sobrevive à morte). Assim, o espírito sofre os males relativos a tais lesões – mesmo vivendo fora da Terra. Nesses casos, só a reencarnação em um corpo novo poderá eliminar a disfunção. Como o corpo astral é o organizador biológico do novo corpo de carne em formação, sua disfunção impede que ele gere um corpo físico perfeito, ocasionando problemas no recém-nascido.


Portanto, cultivar a alegria, a bondade e dominar os pensamentos ruins traz bem-estar, felicidade e saúde. E o melhor de tudo isso é que o poder está em suas mãos. Só você pode tornar sua vida melhor.



Não acha que vale a pena?



Zíbia Gasparetto

quinta-feira, abril 02, 2009

Marcas da Vida - Impressões


Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis. (Thomas De Quincey)


Cuida da imagem que você anda deixando por onde passa.
Que lembrança você anda gravando nas pessoas?
Você é o símbolo da alegria, da bondade, da esperança ou vive amargurada e passa para todo mundo a dor, a revolta, o desespero, a falta de esperanças?
Por onde você passa você fala de realizações, de boas energias, tem sempre uma boa notícia, uma palavra amiga, um gesto de esperança, ou leva contigo a reclamação, a a gonia, o gemido constante, os olhos sempre úmidos de lamentação?
Onde você chega as pessoas se aproximam para cumprimentar e querem te abraçar com festa ou se afastam com mil desculpas pela sua negatividade?
Se alguém te der um espelho agora, seu rosto vai mostrar a alegria de quem tem a certeza da vitória, ou a tristeza de quem se acostumou com a dor e a derrota?
Seu rosto é a expressão de quem espera alguém ou alguma coisa para ser feliz, ou de quem já vive feliz com o que tem?
Marca a tua caminhada pela Terra com marcas que nunca se apagam, escreve com o coração tudo o que fizer, assim, as dores serão passageiras rápidas na tua vida.
Carrega em você a semente da alegria e distribua para todos que se aproximarem de você, assim nunca te faltarão amigos dispostos a dividir o peso da sua jornada.
Conquiste amigos em todos os lugares por onde andar e conquistará um tesouro eterno, que nenhum ouro poderá pagar.
Que a sua marca de vida seja a alegria, assim, deixarás para sempre, uma lembrança suave de quem será amado para sempre.
Eu acredito em você!

quarta-feira, abril 01, 2009

PACIÊNCIA - Arnaldo Jabor



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...
NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL... (discordo - isabelllinha)
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...

segunda-feira, março 30, 2009

Aprendendo a Viver



Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário

Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro

Que amigos a gente conquista mostrando o que somos

Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim

Que a maldade se esconde atrás de uma bela face

Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela

Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada

Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida

Que amar significa se dar por inteiro

Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos

Que se pode conversar com estrelas

Que se pode confessar com a Lua

Que se pode viajar além do infinito

Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde

Que dar um carinho também faz...

Que sonhar é preciso

Que se deve ser criança a vida toda

Que nosso ser é livre

Que Deus não proíbe nada em nome do amor

Que o julgamento alheio não é importante

Que o que realmente importa é a Paz interior

E finalmente, aprendi que não se pode morrer, pra se aprender a viver...

sábado, março 28, 2009

Lya luft A Alma do Outro




Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!

''Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa

- uma mulher.Lya Luft