Para que o mundo seja do jeito que a gente quer, a mudança começa conosco, nos pensamentos, ações e sentimentos. Não adianta o ser humano ser bom, se ele tiver pensamentos negativos em relação a si e/ou ao próximo, ou reações tão negativas diante do negativo que reverte pra si o de pior. É necessário que sejamos uno em todas as nossas atitudes mentais, físicas, espirituais, pensar/agir/sentir da mesma forma, superando as diferenças e reagindo ao desconhecido sem pré-conceito, e colocando em prática a lei do amor. Quando conseguirmos juntar essas energias todas e nos tornarmos uno com o universo, teremos aprendido o que Jesus nos ensina, o que a vida nos testa, o que Deus quer de nós. Comunhão. textinho da Chris

sexta-feira, março 12, 2010

SEJA FELIZ E PRONTO...




A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.

A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações,
dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

Ha ha ha ha ha ha ha ha!

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... A realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.

Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria.

Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.

Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus, confie e espere só NELE e pra relaxar que tal um cafezinho gostoso agora?

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios". "Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche".

Seja você mesmo sempre e VIVA A VIDA!!!!
Arnaldo Jabor






terça-feira, março 09, 2010

A Paz



Acordo de Paz
Calunga/Rita Foelker

Eu sei que você quer paz. Todo Espírito quer. Paz é harmonia completa consigo e em si. Sentir-se pleno, grandioso e humilde.

Se é paz que você procura, então faça paz aqui, agora. Isso de querer paz pro futuro não existe, porque paz vem de atitude interior, e atitude interior não se planeja nem se adia. Age-se.

Viva como se a paz já estivesse em você. Sinta o que ela é. É uma melodia suave? É uma brisa? É o alto de uma montanha? É barulho de água correndo? É azul celeste?

Relaxe. Baixe a guarda, você não será atacado. Você não é atacável. Não tem nada que falem ou que façam, que seja capaz de tirar você deste sentimento.

Respire a paz. A paz é feita de brandura. Fale com brandura. Olhe com brandura. Sorria brandamente. Olhe para cada coisa como ela é, porque a ilusão é guerra com a realidade, e se você está na ilusão, está em luta.

Se você está na ilusão de ser perfeita, está em guerra com a sua verdade. Se está na ilusão de ser imperfeita, não vê o brilho de suas qualidades.

Apenas seja você. Não se julgue, não se classifique, não se compare. Não pense que devia ter mais do que tem, ou que devia fazer mais do que faz. Apenas usufrua o que tem, e descubra o prazer de cada atividade.

Deus não espera nada de você, você é quem sabe o que, quando e onde.

Deus não manda você ser, ter ou fazer nada. O mundo diz pra você ser, ter ou fazer, mas o mundo não existe pra fazer exigências. O mundo é o que é, tem o sabor que tem, tem o cheiro que tem, às vezes é melhor, outras vezes, pior, mas é o mundo: não brigue com ele. O mundo precisa de amor, não de briga.

Sua mãe, seu pai, sua melhor amiga, seu filho e sua filha são o que são. Sorria pras suas manias, o seu jeito gozado de dramatizar as coisas, de reclamar. E vai amando...

Faça tudo por amor; nada por obrigação. E se disserem que você tem obrigação, diga que só o amor manda em você, porque ele é um sentimento irresistível que sai do seu peito e vai conduzindo você pelos rumos da vida.

O dia em que você atende a este amor que fala no seu peito, é quando você descobre a verdadeira paz.

Então, que não seja a paz uma palavra que eu digo, mas a semente que eu planto, a flor que cultivo e deixo crescer.

Não seja a paz um ideal que persigo, mas o xale que eu teço, o bem que preciso e faço acontecer

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domingo, fevereiro 28, 2010

Briga de energia




Por que você espera tanto dos outros?
Por que dá tanta importância para o que eles dizem? Não ligue.
As pessoas fecham a cara hoje e, amanhã, abrem.
Toda vez que você recebe uma ofensa, o ofensor se sente vitorioso.
Toda vez que você rejeita uma ofensa, a energia volta para a pessoa que a ofendeu. Ela sofre o impacto da própia energia, se arrepende do que fez e, então, muda.
A única maneira de se defender nesse mundo é não aceitar nenhum desaforo.
A pessoa fez desaforo? Não estou nem ligando. Me fez mal? Pode fazer. Me quis mal? Pode querer.
Assim, a gente vai deixando todo o mal lá fora, não aceita nada e não entra nada. O que acontece?
A energia volta para a pessoa.
E, dai a pouco, ela vai se sentir culpada.
Então, se arrepende do que fez e vai pedir desculpas.
Mas se a pessoa é rude e indelicada e a gente se magoa com aquilo, guarda aquela energia, ela se sente vitoriosa.
Na verdade, ela não está querendo ofender, mas exercer seu poder de se
sentir superior. Olha para você como inferior a ela, porque você se põe de inferior.
E por que você se sente inferior? Porque você é uma lata de lixo que pega toda a porcaria que os outros mandam. Leva a sério tudo quanto é desaforo, tudo quanto é besteira.
Mas se você não pega, dá de ombros e diz:
- É a pessoa que está criando essa energia ruim de antipatia e não vou pegar. Vai ter que engolir o que ela mesma está criando.
Aí, minha filha, tudo muda. Estou ensinando como se defender da briga de energia, do jogo do poder.
Se você ganhar, tem que ser mais forte que o outro. Senão, você vai perder...

Calunga (Luiz A. Gasparetto texto do livro Um dedinho de prosa.)

Comentário meu:
ou seja, vai viver magoado... por isso tem que ser forte, pra não se magoar, nem entrar na vibração.

domingo, fevereiro 21, 2010

ESTAR AMIGO x SER AMIGO




Há muito se diz que quando conhecemos alguém, depois de certo tempo a gente já considera essa amizade pra sempre, e de fato tem que ser para sempre. Porém antes disso parece que não enxergamos que essa amizade tem que passar primeiro por um processo de ESTAR amigo, este que resulta num diagnóstico onde visitamos o amigo quase todo dia, depoimentos no orkut, telefonemas na madrugada, risadinhas debochadas.Uma maravilha. Melhores amigos já. Mas num dia qualquer uma primeira decepção bate na porta de sua amizade, você e seu “melhor amigo” discutem, mas como isso é normal numa amizade, você pensa que esse sentimento ruim logo logo passará, porém só o tempo passa e você percebe que entre vocês se criou uma barreira e aquela amizade maravilhosa é deixada ir pro ralo.E você sem faz questão de resgatá-la, pois não admite o erro do outro. Isso é ESTAR amigo, viver intensamente uma amizade com alguém por algum TEMPO e quando Deus nos aplica uma prova para ver se todo esse carinho é verdadeiro, parece que nem se conhecem, pois nem sentem a falta um do outro. Mas caso você sinta a falta do outro, a necessidade de perdoar e esquecer o que aconteceu, ah! vocês passam para uma próxima fase que eu chamo de SER amigo.
O SER amigo é você brigar diariamente com quem você ama por causa de futebol, de um ciúmes bobo, por causa de uma preguiça, sair bufando, xingando e chegar em casa, telefonar pra esta pessoa e convidar pra ir comer um xis salada e rir da briga de vocês com a boca toda suja de maionese. Ser amigo é inventar de ir ao carnaval no Cassino à 1 hora da madrugada, furar o pneu na estrada escura e voltarem pra cidade pra procurar um borracheiro 24 horas, sendo que um tem que vir a pé. Ser amigo é quando bater a saudade e você telefonar para esta pessoa e quando o celular está desligado, não desistir, e sim ir atrás dessa pessoa. Ser amigo é passar cola durante a prova, mesmo que esteja escrito “não tenho certeza se é essa” no canto do papelzinho, mas só pra dar confiança pro amigo. Enfim, o melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas sim aquele onde cada um aprende a conviver com o defeito dos outros e admirar suas qualidades. Isso é SER amigo. Eu, particularmente, muitas vezes já empaquei e não sai do ESTAR amigo, onde uma pequena desavença fizesse com que aquela pessoa que eu pensava que era perfeita se tornasse simples pra mim. Mas eu vivo também o SER amigo com muitas pessoas, e amo brigar com elas e saber que nem preciso me preocupar porque sei que no dia seguinte eu vou estar rindo com ela e falando “lembra daquela vez”.
“AMIZADE SÓ SE PODE CONSIDERAR VERDADEIRA DEPOIS DA PRIMEIRA BRIGA”

Douglas Caumo
Estudante (Engenharia/FURG)

sábado, fevereiro 20, 2010

FELICIDADE REALISTA



(Mário Quintana)

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote

louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser

magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:

queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos

conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar

pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente

apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes

inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos

sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você

pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um

parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente

quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,

usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o

suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado E se a gente tem

pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que

saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de

criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o

estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,

instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está

alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não

se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la

e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e

não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso

coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

colaboração: nanynha [terapiadavida]


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segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Carnaval




A origem do carnaval remonta a europa medieval e tem uma ligação muito forte com a Igreja católica e os 40 dias de jejum que precedem a semana dita "santa"; as pessoas, forçadas a fazer um jejum de suas necessidades biológicas e de suas atividades prazerosas, ficavam improdutivas, irritadas, violentas e difíceis de dominar; desta forma as lideranças políticas e religiosas decidiram por permitir um período de "descanso" para que se pudesse liberar as sensações e retornar ao ritmo normal das atividades. Esta é a origem do carnaval, que se espalhou pela europa e posteriormente pelo mundo.
O grande problema do carnaval, ao meu ver, é que nós, pessoas normais, temos a incrível qualidade de confundirmos e modificarmos as coisas para o que nos agrada mais. Assim confundimos "liberdade" com "libertinagem" e "diversão" com "excessos".
Por este motivo o carnaval hoje se apresenta como uma festa onde "tudo é permitido"; temos então excessos de sexualidade, de drogadição, de bebidas e comidas, enfim, de todas as paixões (sensações/sentimentos inferiores) que nos aproximam mais do lado primitivo de nosso ser. Naturalmente que este processo de "degeneração" das idéias que ocorre com o carnaval é compatível com o nível de espíritos predominante em nosso orbe de expiações e provas - espíritos mais agregados as sensações materiais do que aos sentimentos espirituais - e que por isso mesmo apresentam um crescente número de expiações e reparações em seu processo evolutivo. Lembro de Kardec quando em "o livro dos espíritos" nos adverte: "Os sofrimentos deste mundo independem, algumas vezes, de nós; muito mais vezes, contudo, são devidos à nossa vontade. Remonte cada um à origem deles e verá que a maior parte de tais sofrimentos são efeitos de causas que lhe teria sido possível evitar. Quantos males, quantas enfermidades não deve o homem aos seus excessos, à sua ambição, numa palavra: às suas paixões? Aquele que sempre vivesse com sobriedade, que de nada abusasse, que fosse sempre simples nos gostos e modesto nos desejos, a muitas tribulações se forraria", como também nas questões 711 a 714 e 907 a 912, em especial a 908 do mesmo livro.

Precisamos entender que o carnaval não é apenas o que vemos com os olhos físicos, mas também o que não vemos e que nos afeta ainda mais. Legiões de espíritos vampirizadores e obsessores que nas épocas destas festas se fartam com fluidos de alcool, drocas e sexo. Influencias constantes para comportamentos errados, sentimentos errados e coisas assim que são cada vez mais fáceis de acontecerem por conta da sintonia mental entre os obsessores e os obssidiados que praticam todo tipo de ato negativo.

A espiritualidade evangelizada nos alerta a ficarmos em vibrações e orações por estes espíritos para que possamos auxiliar a aliviar a psicosfera da terra neste período, e para servirmos de fontes de energia positiva para os trabalhadores espirituais.

Poderemos encontrar alguns textos muito bons sobre o assunto aqui: http://www.bomespirito.com/2007/02/o-carnaval-na-viso-esprita.html

É imprescindível lembrar que a Doutrina Espírita nada condena e que, como nos afirmou o apóstolo, "tudo me é lícito mas nem tudo me convém"; O Espiritismo não condena o carnaval ou quem goste de festejar, o que ele orienta é que determinadas decisões, locais e comportamentos podem nos prejudicar fisicamente e espiritualmente; nos alertando das possibilidades negativas que podem advir de tudo isso.

Eu, particularmente, acredito inclusive, que uma brincadeira saudável, sem a presença de bebidas, sem sensualidade e em clima familiar são bastante agradáveis. Curtir uma boa música, dançar um pouco e se divertir não é contra a Lei Divina, o que é contra a Lei Divina é o fato de nos prejudicarmos e prejudicarmos aos outros.

Entretanto, devo acrescentar, os ambientes que temos observado durante estas festividades não são os mais propícios para uma brincadeira saudável e fraterna; assim sendo, de minha opinião própria, acredito que se deve tomar muito cuidado nas decisões que tomamos nesta época.

vbjoao2@gmail.com
http://www.bomespirito.com

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quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Calunga




Resumo escrito por:Eterna

Você tem que escutar só você.
Na minha vida, ninguém é melhor.
Somos feitos para conquistar, para ganhar, porque somos a expressão da realização de Deus, e Deus nunca perde.
Você não percebe que às vezes as coisas não foram ruins.
É você que achou.
No fim, a vida estava fazendo você lucrar.
Você é que não sabe! Se você quer crescer e renovar, precisa de ação, do comprometimento.
A vida é ação, mas não é correria. Vida é vivência.
Vivência é contemplação.
Nenhum sofrimento existe que não seja remédio.
Tudo é remédio para curar as doenças que criamos, nossas ilusões e hipnoses.
Tudo que você está vivendo é você que está criando, portanto você é muito poderoso.
Se você é eterno, não tem mais que sofrer, não tem mais que se desesperar e não tem mais que ficar na ilusão.
Não deixe a ilusão estragar o prazer de você viver, de se aventurar, de se arriscar. E arriscar guiado pelo coração não tem erro.
O universo não vê nada errado.
Tudo o que existe é porque Deus permitiu.
Tudo tem porquê, tudo tem função, tudo tem hora!
Ninguém sofre nada sem ter infringido a lei.
Não tem inocente.
O amor por si mesmo, o respeito por si começa com a honestidade interior.
Se você quer ser bem tratado, aprenda a se tratar bem.
O caminho da realização é quando você consegue não mais viver sob a influência do mundo, mas,sim, do seu mundo interior, Deus fala lá dentro e você precisa escutar o que está dentro.
Ser pequeno é ser do tamanho que você é, simples, comum, simplificado.
Não precisa se proteger de nada e não tem defesa contra nada.
A melhor defesa é a coragem de seguir em frente.
O verdadeiro respeito é reconhecer que cada um é capaz de cuidar de si.
Deus não interfere naquilo que você já tem maturidade para se proteger e para fazer o melhor de si.
Não adianta nos queixarmos do outro se quem está sofrendo somos nós.
Se valorizar é dar valor para o que eu sinto.
Arrogância é querer ser uma coisa que não é possível agora, é querer lutar por uma ilusão e não por uma verdade.
Quando a pessoa se apaga, porque tem medo da crítica, tem medo de que as pessoas a abandonem, tem medo de tudo. Se protege, não quer pagar o preço...faz tudo escondido, tudo certinho.
Em vez de confiar no que você vê, tem que confiar no que você sente lá dentro.
Deus não tira as provas até que a pessoa aprenda a lição.
Quando aprende, Deus tira, porque não quer que ninguém sofra.
O objetivo da vida é viver cada momento, a riqueza desse momento, a presença sua na vida.
Não lute!
Para que você quer saber?
A vida traz o conhecimento na hora certa.
Feliz daquele que sabe parar e ficar calmo, só olhando a situação, abrindo a mente e o coração na boa vontade para entender, esse vai dominar a vida e vai ser feliz. Tudo tem jeito.
Tudo é aprendizagem. A melhor coisa para ser feliz, é se amar.
Viver com alegria, simplicidade, sem se preocupar em errar ou acertar.
Fique feliz com tudo o que você fez de bom.
Nosso inconsciente descansa, repara as energias e reequilibra você.
Toda pessoa boa, interessante, inteligente é simples e ao mesmo tempo tem bom humor.
Ao acordar: "Hoje é mais um dia bom para mim.
Mais um dia em que vou apreciar todos os meus talentos e gerar experîências que vão me dar sempre algo de bom".

Calunga
Originalmente publicado no Shvoong:

http://pt.shvoong.com/books/1813845-calunga/



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domingo, fevereiro 07, 2010

nativa da Praia do Mar Grosso




fotógrafo: Róger Rosa



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sábado, janeiro 30, 2010

O APOIO





Calunga/Rita Foelker

" Quando eu falo em você se apoiar, é pra você ter firmeza no que sabe, no que sente, no que faz.

É pra você não ter que ir ficar buscando confirmação, aprovação, apoio, no outro.

Quantas vezes, num dia, você apoia mais o que o outro diz sobre você, do que o que você sente? Quantas vezes você faz uma coisa e fica esperando alguém dizer que foi correta, que ficou boa como você fez?

Isso é doença, minha filha. E se chama dependência.

Quando você não se apóia, fica na dependência do apoio dos outros. Caminhar para a independência é aumentar o apoio a si. Ser capaz de se apoiar em todos os aspectos, material, psicológico, espiritual.

As pessoas não foram criadas pelos pais para a independência, porque os pais sempre colocaram os referenciais fora dos filhos.

Quem sempre confirmava ou apoiava as atitudes dos filhos eram eles mesmos, os pais, numa disciplina autoritária, sem explicação, ou era o professor, ou era a polícia, ou era a religião... E a maioria das pessoas aprendeu a fazer coisas que não contrariassem os pais, o professor, a polícia ou a religião, ainda que fossem profundamente contrárias a si mesmas, à sua vocação, à sua alma. E desaprenderam de confiar em si mesmas, no seu sentido íntimo, no seu discernimento, agora atrofiado por uma educação limitadora.

Ficaram achando que não eram boas o suficiente para patrocinar suas escolhas, suas idéias e seus sentimentos. Sempre tendo que ter o aval de alguém, ainda que este alguém fosse mais ignorante, desde que viesse com uma certa confiabilidade, nascida de razões muitas vezes inconscientes.

Apoiar-se, então, é entrar nas suas razões mais profundas, é perder o medo de ser errado ou inadequado, pra ficar consigo mesmo. É assumir a responsabilidade por si, cuidar de si, sem ansiedade, sem insegurança quanto ao que os outros vão achar ou dizer.

É achar a sua opinião tão válida quanto a do outro. É dar aos seus motivos consideração igual aos motivos dos outros. É não dar a mais ninguém o poder de pensar ou falar por você, porque este poder é seu, sempre foi, e a responsabilidade do que fazer com ele é toda sua, na eternidade.

Quem sabe você possa, agora, começar a apoiar seus sentimentos como legítimos, e confiar mais neles. E quando fizer qualquer coisa, que não seja esperando o outro gostar ou agradecer, mas seja só a satisfação de realizar sua própria vontade. Simples, né?

Você vai ver como a independência vai tornar sua vida muito mais simples, sem preocupação com a aprovação dos outros; sem ter que ser adivinho do que o mundo espera, pra ser leitor do próprio coração.

Se isso é caridade? Claro que é! Porque aí eu sei que o que eu vou dar ao mundo vai sair de mim mesmo, do meu sentimento, da minha razão, vai ser uma doação real de alma para alma, com toda a intensidade, com todo o entusiasmo de estar fazendo algo que vem de dentro de mim, que não vem de ninguém falar ou achar."


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quarta-feira, janeiro 27, 2010

Afabilidade e doçura - Evangelho segundo o espiritsmo




A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.

A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no seu lugar, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade se satisfaz com o poderem dizer: “Aqui eu mando e sou obedecido”, sem pensar que poderiam acrescentar, com mais razão: “E sou detestado”.
Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, jamais se desmente. É o mesmo para o mundo ou na intimidade, e sabe que se podem enganar os homens pelas aparências, não podem enganar a Deus.


“Crueldade não é algo que somente existe nas câmaras de tortura.
Ela se faz também com palavras.


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Há palavras cruéis que apagam a tênue chama da esperança.

domingo, janeiro 24, 2010

"Nós somos a soma das nossas decisões"





A certa altura do filme Crimes e Pecados o personagem interpretado
por Woody Allen diz:

"Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais
saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente
escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando
outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou
chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está
abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será
quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa:
namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto
da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e
deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do
casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria,
orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as
alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser
casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter
filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está
cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é
necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos,
prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir
o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de
caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para
anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é
longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha
responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas
ações.
Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também
50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!!!

(Pedro Bial)

sexta-feira, janeiro 22, 2010



Cuide-se

Eu vou contar pra você qual é o maior presente que o espiritismo ou qualquer filosofia espiritualista pode dar a uma pessoa, é a noção de responsabilidade pelo seu próprio progresso.

Vocês podem pensar que é a mediunidade, o conforto espiritual, ou até a imortalidade. Mas o que realmente faz um ser humano olhar pra si como alguém capaz de mudar o seu destino, de transformar em si, aquilo que não lhe agrada, de acabar com as causas do próprio sofrimento e de se confortar a si mesmo é a auto-responsabilidade.

Por que você se descobre responsável pela sua vida, pelas suas decisões, é quando aprende a agir de modo a alcançar objetivos melhores, em vez de se arrastar na lamentação das coisas que não dão certo.

E isto não tem idade não, uma criança pequena já pode ir aprendendo a ser responsável pelos deveres escolares, por suas amizades, pela sua saúde e higiene, pelos seus horários. E vai aprendendo as vantagens de ser assim.

A gente passa a vida como se tivesse outras pessoas cuidando dela (de nossa vida) e depois acha ruim quando todo mundo quer se intrometer nas nossas vontades.

No universo a ação dos espíritos amigos é tutelar apenas para os ignorantes, mas é de companheirismo e inspiração para aqueles que já sabem que estão ai pra progredir.

Se o seu filho nunca sai de casa, se você faz tudo pra ele, ele nunca vai ser responsável por si, mas também não vai aprender a viver. E você vai estar com ele até quando?

É desumano pensar que as criaturas não precisam de independência, que precisam sentir o prazer de saber cuidar de si mesmas, por que vai chegar uma hora que você vai estar cansada de mimar o outro.

A propósito, pq será que as pessoas se largam pra cuidar dos outros? Em grande parte, as doutrina não ensinam isso., porque a pessoa cresce com uma formação religiosa para a dependência, para olhar a necessidade do outro e para esquecer de si mesmo. Então veja: está tudo bem com você? Está feliz com a sua vida? Não te falta nada?

Por que se faltar, talvez você esteja usando o seu filho mimado ou os “pobres” pra preencher esta falta.

E ninguém tem obrigação de preencher suas carências. Quem precisa cuidar de si, é você.

Do livro: Felicidade é Escolha

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Rita Foelker pelo espírito de Calunga

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Que a OAB trabalhe para humanizar os presídios por Luiz Guilherme Marques



O aprisionamento produz uma série de mudanças na vida de uma pessoa.

Há uma variedade enorme de casos, que vão da interceptação de desabaladas carreiras rumo à criminalidade absoluta até o encarceramento de homens e mulheres idealistas como SÓCRATES, JESUS CRISTO, SÃO PAULO e MOHANDAS K. GANDHI, estes últimos que tiveram sua liberdade de ir e vir coarctada pelo medo que determinados homens do poder tiveram da Verdade.

Num extremo estão os que são presos porque sua conduta atenta contra a integridade física, o patrimônio ou a tranqüilidade das coletividades. No extremo oposto estão aqueles cujas palavras e exemplos atormentam a consciência dos desonestos e corruptos ao propugnarem pelo Bem.

Entre os dois extremos - em que não se é nem 8 nem 80 - as populações carcerárias são representadas por homens e mulheres que apresentam virtudes e defeitos mais ou menos acentuados, havendo muitas pessoas de escassa periculosidade, detidas por excesso de rigor das autoridades policiais e judiciárias ou do Ministério Público.

O pior não é o aprisionamento em si, mas sim as condições desumanas em que passam a viver: obrigados a conviver com um número excessivo de outros detentos em celas infectas, mal alimentados, com pouco ar e pouco sol, e maltratados por funcionários agressivos e despreparados para a função recuperadora das penas privativas de liberdade.

Sem acesso à Cultura, sem privacidade até nos momentos de satisfazerem suas necessidades fisiológicas como defecar e urinar, rebaixa-se sua personalidade a níveis sub-humanos, tudo isso presenciado friamente pelos responsáveis pela sua guarda.

Imagine-se a diferença de estrutura psicológica entre aqueles quatro luminares mencionados acima e as pessoas comuns, e calcule-se os danos psicológicos, físicos e morais que estas últimas normalmente passam a sofrer após uma estadia – mesmo que breve – num presídio como os que vemos na nossa lastimável realidade prisional.

Ao invés de campo para reflexão e tomada de rumos novos, no caso de pessoas desajustadas moralmente, vemos somente a inflição de castigos, até corporais, através de variadas formas de restrições (fome, pouco sol e ar etc.), isso sem contar humilhações impostas por funcionários que mais parecem carcereiros e verdugos dos campos de concentração nazistas do que trabalhadores da Pedagogia de Recuperação Moral.

Quantas pessoas saem inutilizadas dos presídios, depois de contraírem doenças graves; quantas adquirem traumas psicológicos irreversíveis, com os maus tratos e violências...

Em face da omissão das entidades oficiais encarregadas da administração dos presídios, como acontece, talvez somente a Ordem dos Advogados do Brasil possa mobilizar a máquina judiciária para começar a humanização dos presídios, para atingirmos um mínimo de qualidade preconizado e exigido pela Lei de Execução Penal.

http://jusvi.com/colunas/43304


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segunda-feira, janeiro 18, 2010

Inteligências



Não é raro que se diga, quase como elogio, que alguém é uma pessoa complicada, mas inegavelmente inteligente. Também é frequente a menção, do mesmo modo como se fosse elogio, ao fato de que outrem não é muito inteligente, mas que seria uma “pessoa boa”.
Pensar essas coisas nos parece natural, eu mesmo já tive a pretensão de fazê-lo - por vezes, volto a ter. Mas será que é devido classificar publicamente os outros, negativa ou positivamente, com base na avaliação de algo tão difícil de aferir como a inteligência? Ou no julgamento de qualquer outro talento mental, mormente quando se nega o atributo, sabendo como os estereótipos podem tornar difícil a vida pessoal ou profissional de qualquer pessoa?
Pensando-se especialmente em caso de indivíduo com boa vontade e esforçado, pergunta-se: o que mais contribui para nossa evolução coletiva, um gênio preocupado apenas com suas necessidades ou alguém não tão brilhante que busque colaborar com o progresso de todos, utilizando seus conhecimentos para ajudar na busca do bem comum ou do próprio interlocutor?
Apesar de isto parecer óbvio, Kant, uma das mais brilhantes mentes da filosofia, deu-se ao trabalho de dizer que os talentos da mente, em si mesmos, não são bons ou ruins . E disse mais: é a boa vontade que torna alguém merecedor de felicidade; que a visão de um ser que não tenha uma única característica de pura boa vontade nunca poderá dar prazer a um espectador imparcial e racional.
Tentando formular um conceito – possivelmente de forma simplista -, vejo a inteligência como um talento mental que permite àquele que o tem melhor análise de certas informações que recebe, devendo-se levar em consideração que, como já não se discute, há inteligências diversas – lingüística, interpessoal, lógico-matemática etc.
Não há, aí, nesta definição improvisada, qualquer indicativo moral, e nem poderia haver, seguindo o que disse Kant. É a intenção que caracteriza os atos como bons. Consequentemente, o que devemos esperar é que os outros tenham boa vontade e que pratiquem aquelas condutas que poderiam ver transformadas em regra universal, com isso sendo demonstrado seu valor.
A inteligência revelada por alguém, assim, da mesma forma que outros talentos que podemos ter, se vista do ponto de vista das relações humanas, nada sinaliza quanto à personalidade de alguém - vista a personalidade não como algo imutável, admitindo-se de que as pessoas, salvo em casos patológicos, efetivamente podem mudar seus comportamentos.
Nada elucida, também, quanto ao grau de consideração que outrem deva merecer – se é que uma pessoa possa merecer mais consideração que outra.
Portanto, e supondo que, diante das diversas inteligências, possamos caracterizar alguém simplesmente como inteligente ou não – no que não acredito -, nada deve mudar, nas relações sociais, para alguém sem interesses pessoais menos nobres a alcançar, ter um ser mais ou menos inteligente ao seu lado, isso se levar em consideração o simples fato de ser o mais inteligente detentor de uma capacidade privilegiada de pensar sobre determinados aspectos.
É bem verdade que, não tivéssemos pessoas inteligentes na história da humanidade, talvez ainda vivêssemos em condições precárias. Afinal, foi a inteligência uma das características que nos permitiu posição de supremacia na natureza.
Ademais, é plenamente compreensível que, para algumas funções, por razões práticas, sejam buscadas pessoas com inteligência diferenciada, ou que consigam ter boa compreensão de assuntos diversos. A meritocracia, aliás, faz com que algumas posições sejam alcançadas em vista da inteligência e do conhecimento, este relacionado ao esforço.
Mas, ao menos na minha visão, a inteligência não é a mais nobre das nossas características.
Apesar disso, talvez pela necessidade de sobrevivência na nossa concorrida sociedade, talvez pelas possibilidades que a inteligência gera para quem a tem, que pode trabalhá-la de forma a alcançar posição de destaque para si e para quem o cerca em determinados ambientes, há quem ignore a existência dos que consideram simplórios. Ou os subestime.
O pior não fica aí.
Ocorre que, como indicado, a inteligência não se restringe àquela que permite o sucesso acadêmico, pela facilidade de absorver, reter e relacionar conhecimentos, mas também se revela pela habilidade social. Disso surge uma variante menos sofisticada desse atributo, a esperteza, naquela conotação tipicamente brasileira, que apela a instintos mais primários e permite, basicamente, a sobreposição de uns aos outros mediante o uso de expedientes questionáveis diversos, como a manipulação de opiniões e pessoas.
Nesse contexto, pelas expectativas que a sociedade gera, pela noção corrente de que o valor é menos importante que a dialética, que ganhar poder é um fim em si mesmo, é fácil vermos o quanto a idéia de que quem mais queira se dar bem do que fazer algo realmente bom se torna atrativa.
Mesmo reconhecida, repiso, a importância que as capacidades de analisar informações, de se comunicar, de escrever, dentre outras, têm para a maior parte das atividades e funções, parece-me que uma maior valorização das pessoas que buscam realizar o bem, mesmo que não tenham mente tão sagaz, que não sejam tão perspicazes, que não tenham a suposta habilidade de saber tudo a respeito das pessoas ao primeiro contato ou à primeira reação, é medida salutar. E não é demais lembrar que, por vezes, o excesso de preocupação em mostrar sagacidade leva a um estado de paranoia.
Deixo bem claro, se ainda há dúvida, que não faço apologia aos que têm dificuldade de elaborar raciocínios, ou mesmo à ignorância – esta tendo alguns partidários, que, esquecendo-se dos méritos de quem se esforça, mais se preocupam em atacar os estudiosos do que em saber a adequação do que dizem.
Pelo contrário, acho que algumas pessoas que revelam raciocínios menos elaborados podem fazer muito mal. Do mesmo modo, acho que a inteligência ajuda na educação, e esta é fundamental.
Mas educação que mereça ser assim chamada passa pela compreensão de que todos merecem tratamento igualitário, pela valorização do esforço e da boa-fé, que deveriam ser tão enaltecidos quanto o brilhantismo das idéias – ou a repetição de idéias decoradas.
O importante é que a inteligência, quando unida à boa vontade, em especial a uma boa vontade tão desinteressada quanto possível diante da nossa natureza e das nossas necessidades, pode permitir que sejam feitas grandes coisas em favor dos outros sem que ocorram os prejuízos colaterais normalmente relacionados à busca do sucesso pessoal a qualquer preço.
Para finalizar, saliento que, diante de muitas pessoas que trabalham na área do Direito, sinto-me bastante limitado, mas são notáveis o respeito e a capacidade que esses mestres têm de se adequar à capacidade de percepção de ouvintes como eu sem tornar possíveis diferenças barreiras entre todos. Há dois exemplos disso aqui no blog...
Não por acaso, a característica que essas pessoas acabam incentivando a adotar é o esforço de melhorar.
No caso de pessoas menos amigas, por outro lado, mesmo eventuais brincadeiras ou comentários que, usando técnicas de argumentação, ridicularizem as idéias expostas – comentários esses feitos perante o destinatário, permitindo direito de defesa – conseguem mostrar que o caráter educativo e democrático pode predominar, isso sem que se queira criar estamentos intransponíveis.
Tenho a crença de que, se valorizarmos todos que, com boa vontade, mostram esforço e dedicação, em qualquer atividade, ou mesmo na vida social, podem fechar-se alguns espaços para quem, achando merecer consideração mais elevada, vale-se da inteligência e da falta de escrúpulos para escarnecer, para destruir, para lucrar e para acabar com a auto-estima das pessoas, seja este último o objetivo visado ou não.

Dr. Paulo Eduardo Nunes de Ávila - Promotor de Justiça do
http://materiaespecializada.blogspot.com/


Kant’s Critique of Practical Reason and Other Works on the Theory of Ethics, trans. Thomas Kingsmill Abbott, B.D., Fellow and Tutor of Trinity College, Dublin, 4th
revised ed. (London: Kongmans, Green and Co., 1889), p. 39.


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terça-feira, janeiro 12, 2010

A bacia de jabuticaba



(este texto é a minha cara - isabelllinha)


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Não tolero gabolices.

Fico revoltado com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Não tenho mais tempo de ouvir essa cambada de políticos corruptos que prometem coisas que nunca serão cumpridas.

Não vou mais perder meu tempo assistindo os comerciais e workshops que ensinam como ganhar milhões usando apenas uma escova de dente e um palito de fósforo.

Não quero que me convidem mais para essas festinhas e outros “get togethers” de fim-de-semana onde tenho que ficar escutando sobre a “maravilhosa” vida do anfitrião e dos convidados que nem sequer tem a gentileza, curiosidade ou a elegância de perguntar um pouco sobre a minha.

Não tenho mais tempo para ficar ouvindo certas pessoas ou de assistir aos medíocres e sensacionalistas programas de televisão.

Já não tenho tempo para aquelas reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos, regimentos internos e outras merdas corporativas.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, continuam imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto de certas coisas. Minha resposta será sempre bem curta:

– Gosto, e ponto final!

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Uma grande verdade! Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho mais tempo e saco de explicar aos “intelectuais” que prefiro ver um desenho animado do Tom & Jerry“Código Da Vinci”. de ter que assistir ou ler aquela merda do ...

Já não tenho mais tempo para explicar aos infelizes porque admiro os livros, histórias, filmes e documentários com final feliz onde ninguém morre ou é torturado.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente simples, sincera, feliz, humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, que não se encanta com triunfos, que não têm medo de pisar na lama, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, que não têm medo de admitir que “peidou”, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente ao lado de Deus.

Caminhar perto delas nunca será perda de tempo !!!

Texto de Sofia Haddad, jornalista.

sexta-feira, janeiro 08, 2010



Não perca tempo.
Não fuja ao dever.
Respeite os compromissos.
Sirva quanto possa.
Ame intensamente.
Trabalhe com ardor.
Ore com fé.
Fale com bondade.
Não critique.
Observe construindo.
Estude sempre.
Não se queixe.
Plante alegria.
Semeie paz.
Ajude sem exigências.
Compreenda e beneficie.
Perdoe quaisquer ofensas.
Atenda à pontualidade.
Conserve a consciência tranqüila.
Auxilie generosamente.
Esqueça o mal.

Cultive sinceridade, aceitando-se como é e acolhendo os outros como os outros são, procurando, porém, fazer sempre o melhor ao seu alcance.

pelo Espírito André Luiz - Do livro: Sinal Verde, Médium: Francisco Cândido Xavier.

domingo, janeiro 03, 2010



Quem são os verdadeiros ESPÍRITAS?
via IRMÃOS DE LUZ de Manoel Trajano em 30/12/09

Por Vania Mugnato de Vasconcelos
http://espiritismosemmelindres.blog.terra.com.br/2009/08


Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações.
(Allan Kardec, ESE., XVII, 4)



Ponderando com Allan Kardec, torna-se simples definir quem é verdadeiro Espírita, afinal os podemos reconhecer pelos esforços que fazem em transformar-se em pessoas moralmente melhores e em domar suas más inclinações, geradas pelas imperfeições milenares que todos carregamos na alma imortal.

No entanto, embora o desejássemos, a temática é mais complexa do que podemos pensar inicialmente. Observando com um pouco de atenção, podemos facilmente reconhecer muitos “espíritas” ainda adormecidos perante suas responsabilidades, adquiridas através dos esclarecimentos que a Codificação oferta a 152 anos.

Vemos pessoas que se intitulam “espíritas” apenas porque são ávidas leitoras de Zíbia Gasparetto, apreciam o seriado “Médium”, assistiram a novela “A Viagem”, ou acreditam que viveram como Faraós ou Rainhas no Egito. Aliás, quando se designam de “espíritas” pode-se até respirar feliz, pois há quem se auto-intitule de kardecista, como se o Espírita seguisse a pessoa Kardec e não a obra dos Espíritos que ele codificou.

Há quem se diga “espírita” sem jamais ter lido O Livro dos Espíritos (LE) e O Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE) - a Codificação toda, então, nem se comenta! -, e sem nunca ter se comprometido com o Evangelho no Lar, porque “esquece”, “algo dá errado” ou parece que está “falando sozinho”.

Há quem se afirme “espírita” mas ainda faz o “sinal da cruz”, diz “amém” ao final de suas preces, repete orações decoradas, chama Maria de virgem, bate cartão no cemitério em dia de Finados, batiza seus filhos em outra religião, por apego ao rito ou medo dele ser considerado “pagão”, e casa-se na igreja com a justificativa de que Deus está em todo lugar – e Ele está, mas é ilógico caminhar por duas estradas ao mesmo tempo, especialmente quando se contradizem no trajeto.

Há quem se diga “espírita” porque vai ao Centro Espírita buscar o passe e a água fluidificada, e de boa vontade, ouve a palestra esclarecedora sobre valores morais imprescindíveis à transformação íntima. E na saída compra ou empresta um romance, retornando ao lar certo de que fez tudo o que podia. Mas continua sendo assistido em vez de servidor.

Há “espíritas” que fazem de Bezerra de Menezes um Espírito santo, em vez de reconhecê-lo um incansável trabalhador do Bem que todos podemos imitar; que garantem que Chico Xavier foi Kardec; que fazem tietagem a Divaldo Pereira Franco; que pensam que André Luiz é Espírito superior e não vai mais encarnar na Terra; que lêem admirados obras de autores que dizem que Espírito engravida; que se preocupam em saber se seus filhos são índigo ou cristal; que conseguem justificar sua ânsia por um bom filé mal passado através de O Livro dos Espíritos.

Há alguns pobres “espíritas” que se deixam levar pela vaidade, achando que são privilegiados por serem médiuns ou expositores, dirigentes de trabalhos ou de Centros Espíritas; que não saem do Centro sem uma psicografia do seu mentor, que usam o ESE como bíblia, e para o qual a assinatura de nome nobre em uma obra é garantia de verdade e por isso não precisa ser questionada.

O verdadeiro Espírita realmente o é, repetindo ainda uma vez a Kardec, reconhecido por sua transformação moral e pelos esforços em domar as más inclinações que ainda carrega. Mas também o é porque estuda a Codificação inteira e, além dela, busca completar seu conhecimento estudando outras obras sérias, discutindo, comparando, usando a razão, nada aceitando sem refletir a respeito.

O verdadeiro Espírita não deseja continuar a utilizar os apoios milenares que hoje chamamos (por sua função) de “muletas”, e que por séculos sustentaram-nos a fé cega, frágil e inconstante, muitas vezes manifestada apenas porque foi gerada pelo medo, não pela compreensão da Vida e amor ao Criador.

O verdadeiro Espírita não faz do passe uma necessidade, nem da água fluidificada uma vitamina diária. Não faz cara de ingênuo enquanto coloca o mesmo nome nos pedidos de vibrações de vários Centros, pensando que várias equipes de Espírito irão ajudar, em vez de uma só. E ele não é feito de açúcar, se está comprometido com o trabalho, não teme a chuva e o frio, cumprindo sempre com sua parte.

O verdadeiro Espírita não julga todas as dores como atestado de culpabilidade, porque sabe que além de expiações, também vivemos em provas. E ele sabe que é preciso confiar que não existem acasos, e sempre será o que deve ser, mas que neste contexto temos que agir com precaução, responsabilidade, resignação e coragem.

O verdadeiro Espírita não diz que não lê Ramatís porque alguém que também não leu lhe disse que ele é um Espírito pseudo-sábio, mas se concordar com essa ideia foi porque tirou suas próprias conclusões, da mesma forma que o faz com outros autores encarnados ou não. E não esquece da objetiva mensagem de Paulo de Tarso, em I Tessalonicenses 5:21, que diz "Examinai tudo. Retende o que é bom”.

O verdadeiro Espírita não se considera dono da verdade, e por isso não tenta convencer ninguém a lhe aceitar as opiniões (aliás, não precisam aceitar as minhas!), não se melindra porque seus alvitres não são aceitos, não se exclui de um grupo porque não foi atendido em sugestão que ofertou para a resolução de um problema ou organização de um evento. Ele trabalha em grupo, democraticamente, cioso de fazer o melhor pelo Espiritismo, pelos Assistidos, pelos Espíritos, pela Causa Social, e não pelo seu Ego.

O verdadeiro Espírita não faz de conta que já vive de bônus-hora, reconhece que permanece encarnado, cumpre com as responsabilidades para com “César” (coisas do mundo) sem deixar de lado as coisas de Deus (espirituais). Ele vota, se candidata, contribui financeiramente com o sustento da Casa a que se vinculou, sem fingir que despesas se pagam com preces.

O verdadeiro Espírita lerá este texto até o final e reconhecerá que algumas realidades podem ter sido ditas; verificará se lhe servem, ponderando nos motivos que ainda o prendem a rituais de outras religiões, satisfação egoística, fanatismo e cegueira. E se admitir que realmente está se desviando do sentimento original do Espiritismo, ele procurará domar estas inclinações, estimuladas pelo mundo competitivo em que vivemos, bem como por falanges de espíritos inferiores que há muito desistiram de nos afastar da preciosa Doutrina de Luz, e focam atenção em perverter seus nobres ideais.

Este é o ESPÍRITA que fará diferença no mundo sob este título. Aqueles que se dizem “espíritas” mas ainda caminham paralelamente ao Espiritismo, também são excelentes cristãos, pessoas boníssimas, fazem toda a diferença, mas não são Espíritas, são simpatizantes da Doutrina dos Espíritos.


Fraternais abraços!

Vania Mugnato de Vasconcelos



Enviado por Jaime Khoury-Plantão da Paz/BA

sábado, janeiro 02, 2010





Jesus em minha vida

Em todas as religiões cristãs, Jesus é o Modelo de conduta, é o grande Mestre que ensina a viver melhor, é o Modelo e Guia.
Jesus nada escreveu, mas falou a todos aqueles que O quiseram escutar fosse por necessidade, por curiosidade ou, até mesmo, por desejo de combatê-Lo.
Suas ideias e ensinamentos disseminaram-se rapidamente pois aqueles que O ouviam comentavam, encantados, Suas palavras com outrem.
Depois de Sua morte física, os apóstolos levaram Seus ensinos a lugares distantes, aumentando o número daqueles que os conheceriam.
Alguns dos seguidores escreveram a respeito do que viram e ouviram de Jesus, e esses textos formaram os Evangelhos.
Sua vida e Sua obra, eternizadas por esses textos, são as mais comentadas e discutidas pelas civilizações da Terra, através dos tempos.
Em todas as religiões cristãs o Evangelho é a base dos estudos e das pregações possibilitando, a todos, reflexão.
O Evangelho pode ser considerado como um testamento que Jesus deixou para a Humanidade, sendo o mais belo poema de esperanças e consolações a que podemos ter acesso.
Ainda hoje, Sua voz alcança os ouvidos de todos aqueles que O buscam, com lições de beleza e de felicidade, dando oportunidade de esperar por melhores dias à medida que nos ensina a autossuperação.
Nos dias atuais, conhecer e estudar o Evangelho está ao alcance de todos, diferentemente do que acontecia quando isso era reservado apenas aos líderes espirituais de algumas religiões.
Mas, será que o conhecimento do que disse Jesus, dos Seus exemplos, das Suas ideias nos serve para realmente modificar nossas vidas?
Será que procuramos ser simples e humildes como Ele nos ensinou?
Será que, diante de um ato violento seja físico ou moral, feito contra nós, sabemos mostrar a outra face ao agressor, dando-lhe um exemplo de brandura e não de revide?
Será que, ao nos sentirmos ofendidos, sabemos perdoar, da mesma maneira que, quando ofendemos queremos ser perdoados?
Será que somos capazes de dialogar com todos, a despeito de quaisquer diferenças, mantendo-nos calmos e pacíficos?
Somos capazes de tratar com amor alguém, cujas atitudes não estejam de acordo com nosso padrão moral, sem fazer julgamentos?
Somos capazes de refletir sobre aquilo que nos faz sofrer, sem nos julgarmos vítimas, mas sim responsáveis, e, dessa maneira, conseguirmos usar este sofrimento para nos modificarmos interiormente?
Será que temos, realmente, ouvidos de ouvir, ou decoramos as passagens dos Evangelhos e as repetimos superficialmente sem nada colocar em prática?
Nosso querido Mestre Jesus esteve entre nós porque desejava deixar um caminho a seguir.
Se queremos realmente conhecê-Lo não basta apenas ler ou ouvir o que Ele falou, mas sim experimentar, em nossa vida, Seus ensinamentos, colocando-os em prática.
Como nosso amigo e terapeuta, Ele espera que possamos abrir coração e mente para as reflexões que há dois mil anos estão espargidas no ar que respiramos, esperando solo fértil para germinar e florescer.

Redação do Momento Espírita com base no seminário O significado de Jesus: o encontro real - mudanças internas, desenvolvido no Encontro fraterno com Divaldo Pereira Franco, realizado na praia de Guarajuba – BA, em setembro de 2009 e na introdução do livro Jesus e o evangelho à luz da psicologia profunda, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 28.12.2009.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

domingo, dezembro 27, 2009

AFINIDADES E AS UNIÕES ENTRE OS ESPÍRITOS



do PARTIDA E CHEGADA

Quando pensamos em afinidades, tendemos a entendê-las de acordo com os mesmos conceitos que temos para as ligações materiais. As afinidades existentes entre os espíri­tos são muito diferentes das que existem entre os homens. Os homens têm um corpo material, em que o aspecto físi­co é muito forte. As funções glandulares, por exemplo, são determinantes na atração existente entre um homem e uma mulher, fato que não existe entre os espíritos.

Os espíritos criam afinidades cuja base está na seme­lhança evolutiva. As boas tendências predominantes num espírito o farão associar-se a espíritos de igual condição. As tendências negativas são, da mesma forma, o impulso atra-tivo que aproxima espíritos negativos. Espíritos mis­sionários aliam suas forças, almas em busca de perfeição trocam ideias com almas que têm objetivos semelhantes.

Um mau espírito vai sentir repulsa por um espírito evoluído, pois sabe que suas tendências negativas podem ser percebidas por este. Um espírito com luz é uma ameaça para aqueles que não a têm, uma vez que ele poderá de­saprovar seu comportamento e opor-se a eles. É por isso que espíritos avançados sofrem ataques espirituais fre­quentemente, muitas vezes de seres que nem sequer co­nhecem.

O espírito bom, por sua vez, é capaz de sentir a mesma repulsa sem, no entanto, manifestar negatividade. Sua tendência será evitar a presença dos espíritos negativos, afastando-se deles sem raiva. Algumas vezes, porém, um espírito evoluído atrai um espírito sem luz que pode ajudar.

Esse é o caso dos terapeutas, dos médicos, dos assistentes sociais, dos artistas. Todos os seres que possuem uma mis­são espiritual atraem muitos seres desajustados em proces­so de purificação. É o magnetismo do missionário que gera algumas situações desagradáveis como telefonemas ino­portunos, fãs histéricos, inimigos ocultos. Esses fatos ad­vêm da vontade inconsciente que o espírito de pouca evolução tem de receber ajuda para crescer. Podem ser de­sagradáveis, mas representam importante pedido de socor­ro, que o missionário sensível saberá interpretar correta-mente, ao mesmo tempo que impõe seus limites.

O fato de que a semelhança de nível evolutivo é a base para as aproximações espirituais deu origem à regra geral de que um espírito atrai seus semelhantes. O bom espírito buscará os que têm igual padrão de vibração, e com eles sentirá grande afinidade. Os espíritos não deixam, contudo, de respeitar certas necessidades evolutivas e podem passar períodos de convivência com espíritos com os quais não têm afinidades.

No mundo dos espíritos é regra estarem unidos espíri­tos afins. Na Terra, onde os objetivos da evolução têm pre­cedência sobre as inclinações naturais, podem acontecer aproximações motivadas por: karma, provação e expiação. São esses fatores que regem as uniões espirituais, que de­terminam casamentos, sociedades, famílias e outros agru­pamentos espirituais conflituosos entre os espíritos encar­nados.

Quanto às uniões, elas costumam ser estáveis entre os espíritos harmonizados e tendem às separações no caso dos espíritos de pouca luz. Temos que separar as uniões no mundo dos espíritos das que acontecem na Terra.Os grupos espirituais desencarnados estão agrupa­dos por uma razão apenas: afinidade. É por isso que essas uniões são permanentes e acabam formando a chamada fa­mília espiritual. Seres assim reunidos reencontram-se muitas vezes, encarnados ou não, vivendo experiências de alto nível. Quando desencarnados, mantêm a memória de tu­do o que já viveram juntos, mas enquanto encarnados, não têm essas lembranças vivas; apenas sentem impulsos fortes de atração, que não conseguem definir racionalmente. Po­dem viver, nesse caso, a mesma situação que têm no mundo dos espíritos (como repetir a experiência de mãe e filho, por exemplo), mas podem estar apenas próximos, sem um en­volvimento familiar, e mantendo uma grande amizade aqui na Terra. Essa é a explicação para casos em que alguém afir­ma ter encontrado num colega de trabalho um irmão mais sincero do que um irmão carnal. Toda ligação entre espíri­tos afins de bom nível evolutivo é duradoura; por isso há mais felicidade nas uniões assim realizadas.

Aqui na Terra as uniões já não acontecem só pela afinidade entre espíritos de mesma situação evolutiva. Essa maneira de aproximação dos espíritos é a primeira incli­nação da alma e seria a mais espontânea forma de união. Os que já têm certa capacidade realmente acabam por se agru­par assim. No entanto, outras razões, de ordem material, de­terminam a aproximação dos espíritos encarnados, e todas elas são geradoras de conflito.

Convém comentar também que não existe uma união material ou espiritual totalmente predestinada, pois, acima dos desejos espirituais, está a força do livre-arbítrio, que pode alterar qualquer situação.

A partir do livro "Como enfrentar situações de perda", de Celina Fioravanti

sexta-feira, dezembro 25, 2009





Gentilezas diárias

A vida é repleta de pequenas gentilezas, tão sutis quanto marcantes no nosso cotidiano.

O jardim florido oferece um colorido para a paisagem, o sol empresta suas cores para o céu antes de se pôr, a borboleta ensina suavidade e leveza para quem acompanha seu voo.

A gentileza tem essa característica: sutil mas marcante, silenciosa e ao mesmo tempo eloquente, discreta e contundente.

O portador da gentileza o faz pelo prazer de colorir a vida do próximo com suavidade, para perfumar o caminho alheio com brisa suave que refresca a alma.

A gentileza tem o poder de roubar sorrisos, quebrar cenhos carregados ou aliviar o peso de ombros cansados pelas fainas diárias.

E ela se faz silenciosa, algumas vezes tímida, inesperada na maioria das vezes, surpreendendo quem a recebe.

A gentileza não se pede, muito menos se exige... É presente de almas nobres, presenteando outras almas, pelo simples prazer de fazer o dia do outro um pouco mais leve.

Você já experimentou o prazer de ser gentil? Experimente oferecer o seu bom dia a quem encontrar no ponto de ônibus, no elevador ou no caixa do supermercado.

Mas não o faça com as palavras saindo da boca quase que por obrigação. Deseje de sua alma, com olhos iluminados e o sorriso de quem deseja realmente um dia bom, para quem compartilha alguns minutos de sua vida.

A gentileza é capaz de retribuir com nobreza quando alguém fura a fila no supermercado ou no banco, com a sabedoria de que alguns breves minutos não farão diferença na sua vida.

Esquecemos que alguns segundos no trânsito, oferecendo a passagem para outro carro, ou permitindo ao pedestre terminar de atravessar a rua não nos fará diferença, mas facilitará muito a vida do outro.

E algumas vezes, dentro do lar, a convivência nos faz esquecer que ser gentil tempera as relações e adoça o caminhar.

E nada disso somos obrigados a fazer, mas quando fazemos, toda a diferença se faz sentir...

A gentileza se faz presente quando conseguimos esquecer de nós mesmos por um instante para lembrar do próximo. Quando abrimos mão de nós em favor do outro, por um pequeno momento, a gentileza encontra oportunidade de agir.

Ninguém focado em si mesmo, mergulhado no seu egoísmo, encontra oportunidade de ser gentil. Porque, para ser gentil, é fundamental olhar para o próximo, se colocar no lugar do próximo, e se sensibilizar com a possibilidade de amenizar a vida do nosso próximo.

Se não é seu hábito, exercite a capacidade de olhar para o próximo com o olhar da gentileza. Ofereça à vida esses pequenos presentes, espalhando aqui e acolá a suavidade de ser gentil.

E quando você menos esperar, irá descobrir que semear flores ao caminhar, irá fazer você, mais cedo ou mais tarde, caminhar por estradas floridas e perfumadas pela gentileza que a própria vida irá lhe oferecer.



Redação do Momento Espírita.



Silêncio

A vida barulhenta
é trocada pela voz de seu coração.
Quando as palavras se calam no seu interior,
você experimenta a sensação do divino.
As noites agitadas de quem
não quer perder nada
são substituídas por
encontros mais tranqüilos
dentro de sua alma.

Viver o silêncio de seu ser
consiste em esvaziar seu
coração de todos os desejos,
pensamentos, fantasias,
tudo o que você guardou dentro de si,
e deixar um espaço
para sua alma
se expressar sutilmente.

Entender palavras é muito fácil,
mas você
experimentará o perfume da vida
quando compreender
os milagres que acontecem
quando um olhar
encontra silenciosamente
o olhar de outra pessoa.

Você conhece a
verdadeira amizade
quando as palavras
não são necessárias
e consegue perceber a beleza
da lua encontrando o sol.

Seu interior tem muito
mais a dizer do que todo
o noticiário dos jornais.
Seu ser tem mais força do
que todas as imagens das novelas.
Quando acontece o silencio,
você não tem
mais nada para provar.

(Roberto Shinyashiki
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quarta-feira, dezembro 23, 2009

O Natal para o espirita

O Natal para o Espírita representa a comemoração do aniversário de Jesus.

O dono da festa é o Mestre, quem deve receber os presentes e as homenagens é o aniversariante e não nós. O aniversariante tem os seus convidados que são os pobres, os deserdados, os coxos, os estropiados, os sofredores, etc...

Será que realmente somos convidados do Cristo nessa festa?
Qual o presente que deveremos lhe oferecer?
O que Ele gostaria de receber?

Sabemos que o que Ele mais quer é que cumpramos a vontade de Deus, Nosso Pai. E todos os dias renovamos os nossos compromissos no "Pai Nosso", dizendo: "Seja feita a Vossa vontade"

Será que estamos fazendo a nossa parte?
Será que estamos nessa festa ou fomos barrados?

A maioria de nós, mesmo espíritas, ainda vemos o Natal como uma festa de consumo, reforçando o culto ao materialismo e à materialidade, trocando presentes entre si, quando, em verdade, não somos os homenageados, nem a festa é nossa...

Será que o Cristo se sente feliz com isso?

A nossa reverência ao Cristo deve ser em Espírito e Verdade apenas, buscando somente materializar a Vontade do Pai que está em todo o Evangelho.

E como deve ser essa comemoração?

Com uma prece, uma reflexão sobre os objetivos alcançados, com uma análise crítica interior onde possamos verificar se os compromissos assumidos antes do reencarne estão sendo cumpridos, porque o único e maior objetivo que temos na presente existência é de edificar em nós o Bem.

Para esse desiderato, acertamos de forma pessoal e intransferível com o Cristo, um mandato de renovação.

Nosso compromisso é o de nos conhecermos melhor, conformando nossa vida com a Vontade de Deus, de nos reformarmos intimamente e nos tornarmos homens e mulheres de Bem, edificando dentro de nós o Belo, o Bem e a Justiça.

Infelizmente, papai Noel ainda é mais importante que o Cristo. O Cristo ainda se encontra desvalorizado e esquecido dentro de nós.

Nossas mesas estão fartas e se fala muito de solidariedade, mas não se tem sensibilidade ainda com a dor alheia.

Nos falta consciência, falamos muito, mas ainda não sentimos a fraternidade pulsar o coração. Estamos reféns e prisioneiros das aparências, do materialismo, dos cultos exteriores, do consumismo, colocando em segundo lugar o Reino do Espírito, o Reino de Deis.
Os interesses espirituais ainda não tem vez nem voz em nossos corações.

Qual o verdadeiro sentido do Natal?

Deve ser o de auto-conscientização, buscando a comunhão com os valores do Bem, ligados aos interesses do Espírito e da vida imortal, porque a Terra, para os encarnados, é apenas um curso de pequena duração e ninguém fica na Escola a existência inteira, um dia voltamos para Casa para avaliar os deveres realizados.

O que nos atrai não são as boas idéias, mas os interesses.

A Doutrina do Cristo, cheia de boas idéias, está conosco a mais de dois mil anos e não mudamos o suficiente. infelizmente, ainda não fomos atraídos por esses ideais. Mas a medida que evoluímos pelo estudo, pelo amor e pela dor, mudam os nossos interesses e vamos crescendo;

Quanto mais sepultamos as nossas vaidades, o nosso orgulho e o nosso egoísmo, mais somos atraídos pela luz do Cristo e nos tornamos felizes.

O que representa a Estrela de Belém para os Espíritas: representa a Luz Protetora dos Planos Superiores, resumindo uma Infinidade de Espíritos Luminares que vieram assistir e dar o suporte ao Cristo em sua tarefa de orientação e exemplos para todos nós.

Será que lembramos dos companheiros que estão nas zonas umbralinas no Natal?

Como se sentem esses Irmãos?

A espiritualidade nos ensina, pelas penas de Chico Xavier, que alguns nem sabem dessa data ou comemoração. Outros, que se encontram em situações melhores, sentem-se extremamente tristes por estarem afastados dos seus familiares; outros ainda vivem refletindo e lamentando as oportunidades perdidas e sofrendo a dor da saudade e da separação em razão da resistência e da rebeldia em não aceitar o processo de mudança e transformação no caminho do Bem.

A falta de Reforma íntima nos afasta de quem amamos.

Muitos filhos, maridos, esposas, demoram a encontrar-se na erraticidade, em razão do mau direcionamento do livre arbítrio, tendo em vista seus investimentos no mundo material, nas fantasias, nas ilusões, em detrimento do sentido real da própria existência. A fuga no enfrentamento dos desafios ou o desprezo de buscar a prática das lições do bem nos causa muita dor moral.

NATAL é isso aí, renovação permanente.

Todo segundo é hora de mudar para melhor, Amando, Servido e passando nesta vida com trabalho no Bem, na Solidariedade, na Tolerância, com muita Fraternidade.

E então? Vamos pensar nisso?

(A.D.)
http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/o-verdadeiro-sentido-do-natal-para-o-espirita/

quinta-feira, dezembro 17, 2009

É muito importante a paz.





Governos a estabelecem fomentando guerras, gerando pressões, submetendo as vidas que se estiolam sob jugos implacáveis.

A paz é imposta, dessa forma, mediante a coação e, depois, negociada em gabinetes.

Vem
de fora e aflige, porque é aparente.

Faz-se legal, mas nem sempre é moralizada.

Tem a aparência das águas pantanosas, tranqüilas na superfície, asmáticas e mortíferas na parte submersa.

Assim se apresenta a paz do mundo, transitória, enganosa.

A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia.

É realizada em clima de prece e de amor, porque, da consciência que se ilumina ante os impositivos das Leis Divinas, surge a harmonia que fomenta a dinâmica da vida realizadora.

Essa paz não se turba, é permanente. Não permite constrangimento, nem se faz imposta.

Cada homem a adquire a esforço pessoal, como coroamento da ação bem dirigida, objetivando os altos ideais.

Não basta, no entanto, programar e falar sobre a paz



Mas, visualizando-a, pensar em paz e agir com pacificação, exteriorizando-a de tal forma que ela se estabeleça onde estejas e com quem te encontres.

Seja a paz, na Terra, o teu anseio, em oração constante, que se transforme em realização operante como resposta de Deus.

Orando pela paz, esse sentimento te invade, e o amor, que de Deus se irradia, anula todo e qualquer conflito que te domine momentaneamente.

A paz em ti ajudará a produzir a paz no mundo.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Filho de Deus. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA


colaboração da amiga Dulce