Para que o mundo seja do jeito que a gente quer, a mudança começa conosco, nos pensamentos, ações e sentimentos. Não adianta o ser humano ser bom, se ele tiver pensamentos negativos em relação a si e/ou ao próximo, ou reações tão negativas diante do negativo que reverte pra si o de pior. É necessário que sejamos uno em todas as nossas atitudes mentais, físicas, espirituais, pensar/agir/sentir da mesma forma, superando as diferenças e reagindo ao desconhecido sem pré-conceito, e colocando em prática a lei do amor. Quando conseguirmos juntar essas energias todas e nos tornarmos uno com o universo, teremos aprendido o que Jesus nos ensina, o que a vida nos testa, o que Deus quer de nós. Comunhão. textinho da Chris

domingo, agosto 16, 2009



A liberdade está prisioneira dentro de você, liberte-a!

por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

O que todos nós buscamos para comandar as rédeas do nosso caminho, o leme do nosso barco (desculpem as frases clichês) é a felicidade, buscamos intensa e incansavelmente e, porque não dizer, até desesperadamente.
Todos nós, seja em qualquer canto desse planeta, procuramos ser felizes. Pergunte a um marajá na Índia, a um presidente de uma grande multinacional americana, a um pedinte em qualquer esquina do mundo, a um sheik em Dubai...

O que eles querem e desejam na vida? Dentre tantas coisas, eles certamente responderão: queremos a felicidade.

Mas, existe, entre a variedade de itens que compõem a felicidade, um ingrediente que necessariamente terá que fazer parte desse maravilhoso e delicioso bolo, sem o qual não permitirá que cresça e delicie a todos em nossa volta e ficaremos meio que tolhidos na nossa maneira de pensar agir e falar.

Falo do ingrediente liberdade, que tem que caminhar junto com a felicidade.
Sem esse ingrediente, nunca seremos felizes por completo, sempre nos faltará aquela agradável sensação do vento em nosso rosto, sensação de bem-estar e de leveza em nossas ações, e é fundamental exercê-la, óbvio, com responsabilidade, sabendo onde termina a nossa liberdade e se inicia a do outro.
Não se pode mais viver confinado em trincheiras, lutando contra valores arcaicos, valores que insistimos em carregar por gerações.
Não se pode mais ser refém do complexo do medo e prisioneiro do preconceito. Não existe mais espaço para a tortura da ignorância, é necessário tomar a montanha, fincar nossa bandeira e expandir horizontes, soltar amarras, e de uma vez por todas deixar de fazer aquilo que outros direta ou indiretamente querem nos obrigar...

A ignorância, o complexo, o preconceito roubam nossa liberdade de existir plenamente.
Toda vez que nos submetemos a imposições que não queremos, toda vez que alguém procura obter vantagem em algum negocio, toda vez que calamos diante de alguma injustiça, estamos aprisionando mais e mais a nossa liberdade e deixando de ser livres para com a nossa vida que nos é tão preciosa, e por isso devemos amá-la.
Viver em função daquilo que os outros acham, daquilo que os outros querem.
Carregar em nossas costas fardos e muitas vezes valores que não são nossos, deixar que coloquem em nossos tornozelos bolas de aço ou, em nossa mente, idéias e pensamentos mesquinhos, é fechar a janela do nosso eu; é trancar a porta da nossa liberdade, é permitir que pensem por nós, que queiram por nós, que até amem por nós.

Veja a televisão, veja os jornais.O que você faz diferente daquilo que você, lê e assiste?
Tornamo-nos mal educados, porque se banalizou a educação; somos violentos, porque a paz também está banalizada; somos inseguros porque o convívio entre as pessoas também não mais existe; não existe cortesia, porque não existe mais o cortês.

Não somos muitas vezes livres porque deixamos que tranquem a porta da nossa liberdade que é nosso direito, quando aceitamos todos os desmandos, as mazelas, a insegurança, as mesmices, as idiotices e todo tipo de preconceitos, quando vivemos e pensamos igual.
A "unanimidade é burra" nunca foi parâmetro para o certo e para o errado; nunca se deixe levar por uma maioria, que você não confie.

Seja pleno, seja inteiro, seja livre, seja feliz e nunca deixe que o (a) conduzam para onde você não queira ir.
Reflita sempre e não permita que aprisionem a liberdade que é sua por direito. Liberte-a e seja feliz!

Pense nisso!


sábado, agosto 15, 2009

Haja fôlego !!!!! Exigências da vida moderna (quem agüenta tudo isso???)



Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E
uma banana pelo potássio.
E também
uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de
chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos
dois litros de água.
E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar
um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia
uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de
vinho tinto também.
Uma de
vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de
cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.........


Todos os dias deve-se
comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre
quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos
cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA !!!

E não esqueça de
escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes,
passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. evacuando NÉ !!!

Há que se
dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFICILLLLL

As estatísticas comprovam que assistimos
três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai
caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o
sexo!!!!
Todos os dias, um dia sim, o outro também, tomando o cuidado de não se cair na rotina.


Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.


Dizer
EU TE AMO,

toda hora, ''ainda pego quem inventou essa neura...que saco!!!''


isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. se tiver tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia, para ele não ficar deprimido....

Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!

Tomar banho frio com a boca aberta, assim você
toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.

Chame os
amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados...
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Não esqueça do EU TE AMO, (Vou achar logo quem inventou isso, me aguarde).

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um
Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.

Agora voce tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena, ai lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para voce...meu já era. criança ocupa um tempo danado.

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.

E já que vou, levo um jornal...

Tchau....

Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, agosto 12, 2009




Proteção e Eficiência
Marlene Nascimento

A eficiência de uma pessoa que trabalha na causa animal não deve ser medida pelo número de animais que esta pessoa possui ou que recolheu, cuidou, esterilizou e doou, mas sim pelo número de pessoas que ela conseguiu fazer com que tomasse esta atitude.
Muitas pessoas se julgam protetoras porque salvaram, doaram ou adotaram algumas dezenas de animais que estão em suas casas ou foram doadas. Essa atitude é válida e merece nossa consideração. São poucos os seres humanos que doam seu tempo e seu dinheiro para salvar uma vida. Menos ainda quando se trata de um animal em situação de rua, que é considerados por muitos como uma ameaça à saúde pública.
Por outro lado, ao nos sensibilizarmos com o sofrimento de um animal, devemos tomar o cuidado com a atitude de querer salvar todos os animais do mundo, criar uma culpa interna e perpetuar atitudes de tomar o lugar dos outros.
Exemplos práticos, simples e reais
Toda vez que seus amigos encontram um problema com animais, o que é que eles fazem? Ligam rapidamente para você, relatam o caso e você sai correndo para ajudá-los.

Toda a vez que algum amigo “precisa” se desfazer de um animal, você fica “doido(a)” procurando um novo dono para o mascote antes que ele o jogue na rua.

Sempre que algum conhecido deixa sua cadela ter uma cria, você é a pessoa contatada para ajudar nas doações. E, muitas vezes, até paga a esterilização da cadela.

Quando um animal adoece, de quem seus amigos lembram?

Quando acontece uma tragédia com animais, qual a pessoa que todos vão lembrar de ligar para relatar, nos mínimos detalhes, o acontecido dizendo: "Lembrei de você!"

Quantos animais são abandonados na porta de sua casa?
Parabéns! Você realmente é uma pessoa solidária, tem muitos amigos e, com certeza, cada vez mais você terá pessoas que vão lembrar de você.
E você?
E a sua vida, como esta? Sua conta bancaria, como anda? Como você dorme à noite com tantos telefonemas que começam com "lembrei de você!"?

Você não esta se sentido cada dia mais impotente frente ao grande número de acontecimentos tristes que você toma conhecimento?
Nós amamos os animais, mas o primeiro ato de amor é o não-prejuízo. Esteja atento(a), pois atitude justa é aquela que melhor se ajustar à situação precisa. O amor sem justiça corre o risco de ser apenas emotivo, não criando melhores condições de vida para todos os seres.
Se você esta “resolvendo” o problema de seus amigos, você esta ajudando muito mais a eles do que aos animais. E ainda criando uma situação desgastante para você.
Ajudar não é fazer as coisas em lugar de outro, e sim permitir que estes se saiam bem sozinhos. Se não, criamos um ciclo vicioso de dependência.
Pense bem
Se você pode, seus amigos (ou as pessoas que te ligam) também podem!
Se você fizer por eles, esta tirando a oportunidade de eles mesmos fazerem o bem. Atos não-justos que aprecem à nossa frente são para nos ensinar, para nos levar a tomar uma atitude justa. E atitude justa não é chamar alguém para tirar o problema da sua frente, mas sim resolvê-lo.
Se você resolver os problemas se seus "amigos", você vai ter tantos “lembrei de você” que sua vida se tornará um caos. E um dia, não poderá ajudar todos os “amigos” que te procuram. E os animais continuarão sofrendo.
Antes de amar os animais, você tem que amar a si mesmo(a).
Compaixão, sabedoria, sofrimento e indignação
A compaixão sem sabedoria pode nos tornar apenas ativistas cheios de boa vontade, mas também sem discernimento e profundidade. Isso pode ser uma fonte inesgotável de sofrimento. A nossa atitude de fazer o bem no lugar de outros nos leva a um grande sofrimento tamanha é a quantidade de problemas que chegam até nós.
Sofrimento existe.. Ele não depende de nós. O que depende de nós é a atitude de não cultivarmos este sentimento e esta dor de tal maneira que nos impeça de tomar atitudes coerentes. Há bastante sofrimento no mudo. É inútil acrescenta-lhe o nosso. Constatá-lo sem a possibilidade de transformá-lo não muda nada. O mesmo acontece com a indignação. Não adianta a indigna-se sem uma atitude para a mudança. Isso não passa de um movimento emocional estéril.
O amor, a compaixão, o sofrimento e a indignação são sentimentos que podem transformar o mundo para melhor se usados com sabedoria.
Vamos apresentar a situação de outra maneira
Em vez de escolher a vitimização e o desespero, vamos escolher a inteligência e a esperança.
Você não é culpado pelo sofrimento do mundo. Cada vez que um amigo ligar para você pedindo ajuda, aproveite a oportunidade de dizer para ele como fazer o bem. Isso faz bem!
Também fale a ele o quanto você é feliz podendo dormir tranqüilamente por saber que faz a sua parte e como é importante que ele também o faça.
Ensine-o a se sair bem sozinho e não faça o bem no lugar dele. Acredite, muitos vão agir e a satisfação por salvar uma vida é algo indescritível. É contagioso. E logo teremos um exército de pessoas agindo na causa animal.
Estimule a ação das pessoas boas
Corremos o risco de não agradar algumas pessoas, mas estas são do tipo que derramam uma lágrima e tranquilizam a consciência. São as que acham que o mundo não tem solução e não fazem nada para melhorar.
Não fique focado nelas. Leve sua atenção para as pessoas do bem. Você vai ser sentir mais feliz e otimista e vai ter discernimento para saber quando a sua ajuda é necessária.
Não se preocupe: 99% das pessoas são boas. O problema é que as pessoas boas estão ficando de braços cruzados. E esta na hora de serem estimuladas a agir.
Nada como um animal em sofrimento para mobilizar grandes grupos. A maioria fica só no passo da indignação e do sofrimento, mas sempre aparece alguém que toma uma atitude.
Tomar uma atitude não é ligar para amigos, para os órgãos públicos, para as protetoras, para o presidente da República.
Tomar uma atitude é fazer o que tem que ser feito, mesmo que tenha que gastar nosso tempo e dinheiro.
Pense mais
O importante na causa animal é não perder o hábito de pensar. É não perder a esperança e focar nas coisas boas que estão acontecendo. Não estamos mais sós. Muitos foram tocados e estamos em pleno processo do despertar do coração.

A boa noticia é ninguém precisa esperar nem mais um instante para participar desta mudança, basta mudar a si mesmo e, depois, pensar em mudar o mundo.

Marlene Nascimento é médica veterinária, especialista em Saúde Pública , fundadora e presidente do Clube Amigos dos Animais de Santa Maria RS.
Em 2008, a instituição protetora Clube Amigos dos Animais, afiliada à WSPA, foi a vencedora na categoria Bem-Estar Animal. Localizada em Santa Maria , RS, a ONG concorreu à indicação com trabalho desenvolvido pelo Projeto Vida, voltado para a sensibilização e a educação das pessoas
para a guarda responsável de animais domésticos. Segundo a médica veterinária Marlene Nascimento, dirigente da instituição, o prêmio é importante para dar visibilidade às ações realizadas pelo movimento de proteção animal.
Associação amigo Bicho - Passo Fundo -RS

segunda-feira, agosto 10, 2009

As palavras mais coerentes sobre o assunto!

A seguir a íntegra da nota pública do presidente nacional da OAB, Cezar Britto, sobre a crise no Senado:

"O Senado está em estado de calamidade institucional. A quebra de decoro parlamentar, protagonizada pelas lideranças dos principais partidos, com acusações recíprocas de espantosa gravidade e em baixo calão, configura quadro intolerável, que constrange e envergonha a nação. A democracia desmoraliza-se e corre risco.

A crise não se resume ao presidente da casa, embora o ponha em destaque. Mas é de toda a instituição - e envolve acusados e acusadores. Dissemina-se como metástase junto às bancadas, quer na constatação de que os múltiplos delitos, diariamente denunciados pela imprensa, configuram prática habitual de quase todos; quer na presença maciça de senadores sem voto (os suplentes), a exercer representação sem legitimidade; quer na constatação de que não se busca correção ética dos desvios, mas oportunidade política de desforra e de capitalização da indignação pública.

Não pode haver maior paradoxo - intolerável paradoxo - que senadores sem voto integrando o Conselho de Ética, com a missão de julgar colegas. Se a suplência sem votos já é, em si, indecorosa, torna-se absurda quando a ela se atribui a missão de presidir um órgão da responsabilidade do Conselho de Ética.

Em tal contexto, urge fornecer à cidadania instrumentos objetivos e democráticos de intervenção saneadora no processo político. A OAB encaminhou recentemente ao Congresso Nacional, no bojo de proposta de reforma política, sugestão para que o país adote o recall - instrumento de revogação de mandatos, aplicável pela sociedade a quem trair a delegação de que está investido.

Trata-se de instrumento já testado em outras democracias, como a norte-americana, com resultados positivos. O voto pertence ao eleitor, não ao eleito, que é apenas seu delegado. Traindo-o, deve perder a delegação. Não havendo, porém, tal recurso na legislação brasileira, prosperam discursos oportunistas, como o que sugere a extinção do Senado. A OAB é literalmente contra a extinção do Senado.

O Senado não pode ser confundido com os que mancham o seu nome. Precisa ser preservado, pois é o pilar do equilíbrio federativo. Diante, porém, do que assistimos, a sociedade já impôs à presente representação o recall moral. O ideal seria a renúncia dos senadores. Como não temos meios legais de impor esse ideal - único meio de sanear a instituição -, resta pleitear que se conceda algum espaço à reforma política, senão para salvar o atual Congresso, ao menos para garantir o futuro."

Merece ser aplaudido de pé! isabelllinha

Somos ou estamos corruptos com Jorge Forbes


segunda-feira, julho 13, 2009

"Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra."
Nélosn Rodrigues



"Há tantos burros mandando em homens de inteligência,
que às vezes fico pensando que a burrice é uma ciência."
Rui Barbosa

terça-feira, julho 07, 2009

Paradoxo do Nosso Tempo
George Carlin



" Nós falamos demais,
amamos raramente,
odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais,
gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados,
lemos muito pouco, assistimos TV demais,
perdemos tempo demais em relações virtuais,
e raramente estamos com Deus.


Multiplicamos nossos bens,
mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver,
mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida
e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a

rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço,
mas não o nosso próprio.


Fizemos muitas coisas maiores,
mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito;
escrevemos mais,
mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar
e não, a esperar.
Construímos mais computadores
para armazenar mais

informação,
produzir mais cópias do que nunca,
mas nos comunicamos cada vez menos.


Estamos na era do 'fast-food'
e da digestão lenta;

do homem grande, de caráter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.


Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas,
fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos
e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e
muito pouco na dispensa.


Lembre-se de passar tempo com as
pessoas que ama, pois elas

não estarão aqui para sempre.


Lembre-se dar um abraço carinhoso
em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.


Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua
companheira(o) e às pessoas que ama,
mas, em primeiro lugar, se ame.
Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia,
seus amores, seus amigos,
a pessoa que lhe ama,
e, aquelas que estão
sempre ao seu lado."

domingo, julho 05, 2009


Aos cinquenta
::
Adília Belotti ::



Aos cinquenta, um pouco mais, um pouco menos, temos com certeza rugas nos olhos. Mas em alguns afortunados, há mais. Muito mais que isto. Há um brilho intenso que não se apaga. São portadores de olhos que riem. E já que dizem que os olhos são o espelho da alma, podemos imaginar que alegres almas habitam estes seres.
O que sabem eles, o que garante a eles esta porção diária de alegria?

Acredito que a magia venha do fato de não darem guarida a ressentimentos.
Isto mesmo.

Não requentam sentimentos já vividos, impressos em papel amarelo e já sem bordas.
Não choram por dores de anos atrás.
Não pranteiam amores há muito esgotados.
Não enterram os mesmos mortos todos os dias.

Ao acordarem lavam o rosto e o coração. Ao invés de ressentir (sentir novamente) o já vivido, preferem sentir, atualizando-o.

São aquelas pessoas que a gente encontra na rua e que estão sempre de braços abertos.
Que nos abraçam forte, mas nos deixam ir quando chega nossa hora.


Braços abertos que se abrem na direção do que vem. Braços abertos para não reter o que vai.
Não antecipam, não recusam.
Não recuam.
Ao invés de ressentimento, aceitação.


Aprendizado que leva uma vida.
Conquista.
Aceitam que a vida corre por caminhos nem sempre escolhidos por nós. Aceitam que amores acabam.
Que os filhos crescem e não gravitam mais em torno de nós.
Que temos que andar para fazer baixar nosso colesterol.
Que algumas dores no corpo vêm para ficar.
Que os cabelos brancos crescem muito mais depressa que nossos cabelos antigos.
Que amizades especiais e únicas se desfazem, deixando em nós o furo da saudade.
Aceitam que já andamos mais da metade do caminho.


E por aceitarem a vida como ela é e por não se ressentirem pelo fato dela não ser como queriam que ela fosse é que seus olhos estão sempre rindo, escancarando a alegria dessa alma de ainda estar na vida.
A ela, dizem sempre: Que venha!

ref: somos todos um - STUM

quinta-feira, junho 25, 2009

Solidão



Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo....
Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar.....
Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar
os pensamentos.....
Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente
para que revejamos a nossa vida.....
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado.....
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa
alma .....
Francisco Buarque de Holanda
(repassado por Lourdes)

sábado, junho 20, 2009

Dai pão a quem tem fome



'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:

- O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:

- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...

Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?

Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.

Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.


Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'

(uma brasileirinha de 14 anos)

segunda-feira, junho 15, 2009

Alucinógenos, Toxicomania e Loucura

Dentre os gravames infelizes que desorganizam a economia social e moral da Terra atual, as drogas alucinógenas ocupam lugar de destaque, em considerando a facilidade com que dominam as gerações novas, estrangulando as esperanças humanas em relação ao futuro.

Paisagem humana triste, sombria e avassaladora, pelos miasmas venenosos que distilam os grupos vencidos pelo uso desregrado dos tóxicos, constitui evidência do engano a que se permitiram os educadores do passado: pais ou mestres, sociólogos ou éticos, filósofos ou religiosos.

Cultivado e difundido o hábito dos entorpecentes entre povos estiolados pela miséria econômica e moral, foi adotado pela Civilização Ocidental quando o êxito das conquistas tecnológicas não conseguiu preencher as lacunas havidas nas aspirações humanas—mais ampla e profunda integração nos objetivos nobres da vida.

Mais preocupado com o corpo do que com o espírito, o homem moderno deixou-se engolfar pela comodidade e prazer, deparando, inesperadamente, o vazio interior que lhe resulta amarga decepção, após as secundárias conquistas externas.

Acostumado às sensações fortes, passou a experimentar dificuldade para adaptar-se às sutilezas da percepção psíquica, do que resultariam aquisições relevantes promotoras de plenitude íntima e realização transcendente.

Tabulados, no entanto, programados por aferição externa de valores objetivos, preocuparam-se pouco os encarregados da Educação em penetrar a problemática intrínseca dos seres, a fim de, identificando as nascentes das inquietações no espírito imortal, serem solvidos os efeitos danosos e atormentadores que se exteriorizam como desespero e angústia.

Estimulado pelo receio de enfrentar dificuldades, ou motivado pela curiosidade decorrente da falta de madureza emocional, inicia-se o homem no uso dos estimulantes—sempre de efeitos tóxicos—, a que se entrega, inerme, deixando-se arrastar desde então, vencido e desditoso.

Não bastassem a leviandade e intemperança da maioria das vítimas potenciais da toxicomania, grassam os traficantes inditosos que se encarregam de arrebanhar catarmas que se lhes submetem ao comércio nefando, aumentando, cada hora, os índices dos que sucumbem irrecuperáveis.

A má Imprensa, orientada quase sempre de maneira perturbante, por pessoas atormentadas, colocada para esclarecer o problema, graças à falta de valor e de maior conhecimento da questão por não se revestirem os seus responsáveis da necessária segurança moral, tem contribuído mais para torná-lo natural do que para libertar os escravizados que não são alcançados pelos "slogans" retumbantes, porém vazios das mensagens, sem efeito positivo.

O cinema, a televisão, o periodismo dão destaque desnecessário às tragédias, aumentam a carga das informações que chegam vorazes às mentes fracas, aparvalhando-as sem as confortar, empurrando-as para as fugas espetaculares através de meandros dos tóxicos e de processos outros dissolventes ora em voga. . .

Líderes da comunicação? ases da arte, da cultura, dos esportes não se pejam de revelar que usam estimulantes que os sustentam no ápice da fama, e, quando sucumbem, em estúpidas cenas de auto-destruição consciente ou inconsciente, são transformados em modelos dignos de imitados, lançados como protótipos da nova era, vendendo as imagens que enriquecem os que sobrevivem, de certo modo causadores da sua desgraça...

Não pequeno número, incapaz de prosseguir, apaga as luzes da glória mentirosa nas furnas imundas para onde foge: presídios, manicômios, sarjetas ali expiando, alucinado, a leviandade que o mortificou . . .

As mentes jovens despreparadas para as realidades da guerra que estruge em todo lugar, nos países distantes e nas praias próximas, como nos intrincados domínios do lar onde grassam a violência, o desrespeito, o desamor arrojam-se, voluptuosas, insaciáveis, ao prazer fugidio, à dita de um minuto em detrimento, afirmam, da angustiosa expectativa demorada de uma felicidade que talvez não fruam. . .

Fixando-se nas estruturas mui sutis do perispírito, em processo vigoroso, os estupefacientes desagregam a personalidade, porquanto produzem na memória anterior a liberação do subconsciente que invade a consciência atual com as imagens torpes e deletérias das vidas pregressas, que a misericórdia da reencarnação faz jazer adormecidas... De incursão em incursão no conturbado mundo interior, desorganizam-se os comandos da consciência, arrojando o viciado nos lôbregos alçapões da loucura que os absorve, desarticulando os centros do equilíbrio, da saúde, da vontade, sem possibilidade reversiva, pela dependência que o próprio organismo físico e mental passa a sofrer, irresistivelmente...

Faz-se a apologia de uns alucinógenos em detrimento de outros e explica-se que povos primitivos de ontem e remanescentes de hoje utilizavam-se e usam alguns vegetais portadores de estimulantes para experiências paranormais de incursão no mundo espiritual, olvidando-se que o exercício psíquico pela concentração consciente, meditação profunda e prece conduz a resultados superiores, sem as conseqüências danosas dos recursos alucinatórios.

A quase totalidade que busca desenvolver a percepção extra-sensorial, através da usança do estupefaciente, encontra em si mesmo o substractum do passado espiritual que se transforma em fantasmas, cujas reminiscências assomam e persistem, passada a experiência, impondo-se a pouco a pouco, colimando na desarmonização mental do neófito irresponsável. Vale, ainda, recordar que, adversários desencarnados, que se demoram à espreita das suas vítimas, utilizam-se dos sonhos e viagens para surgirem na mente do viciado, no aspeto perverso em que se encontram, causando pavor e fixando matrizes psíquicas para as futuras obsessões em que se repletarão emocionalmente, famílias da infelicidade em que se transformam.

A educação moral à luz do Evangelho sem disfarces nem distorções; a conscientização espiritual sem alardes; a liberdade e a orientação com bases na responsabilidade; as disciplinas morais desde cedo; a vigilância carinhosa dos pais e mestres cautelosos; a assistência social e médica em contribuição fraternal constituem antídotos eficazes para o aberrante problema dos tóxicos—auto-flagelo que a Humanidade está sofrendo, por haver trocado os valores reais do amor e da verdade pelos comportamentos irrelevantes quão insensatos da frivolidade.

O problema, portanto, é de educação na família cristianizada, na escola enobrecida, na comunidade honrada e não de repressão policial...

Se és jovem, não te iludas, contaminando-te, face ao pressuposto de que a cura se dá facilmente.

Se atravessas a idade adulta, não te concedas sonhos e vivências que pertencem à infância já passada, ansiando por prazeres que terminam ante a fugaz e enganosa durabilidade do corpo.

Se és mestre, orienta com elevação abordando a temática sem preconceito, mas com seriedade.

Se és pai ou mãe não penses que o teu lar estará poupado. Observa o comportamento dos filhos, mantém-te, atento, cuida deles desde antes da ingerência e do comprometimento nos embalos dos estupefacientes e alucinógenos, em cuja oportunidade podes auxiliá-los e preservá-los.

Se, porém, te surpreenderes com o drama que se adentrou no lar, não fujas dele, procurando ignorá-lo em conivência de ingenuidade, nem te rebeles, assumindo atitude hostil. Conversa, esclarece, orienta e assiste os que se hajam tornado vitimas, procurando os recursos competentes da Medicina como da Doutrina Espírita, a fim de conseguires a reeducação e a felicidade daqueles que a Lei Divina te confiou para a tua e a ventura deles.


Do livro: Após a Tempestade, psicografia de Divaldo Pereira Franco - pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sábado, junho 06, 2009


Assim como há muitas formas de caridade, há muitas também de se fazer o mal a alguém sob a pele do cordeiro.
Ironias, achaques, deboches, chantagem emocional são sentimentos pequenos que em nada acrescem, tentam ferir a auto-estima de outras pessoas (normalmente dependentes) e no entanto, mascaram a própria auto-estima.

Este tipo de maldade, quase uma tortura psicológica, é dado de pessoas autoritárias, pessoas difíceis de conviver e que são suscetíveis à raivas descontroladas.
Mas, estas reles reações, às situações em que essas mesmas pessoas perdem o “comando” entristecem o espírito de quem recebe essa energia totalmente negativa.

Depois, mesmo desculpando-se, estes espíritos pobres de amor contraem a dívida desse mal e com certeza a vida cobrará e com muitos juros e correções e nem se dão conta disso, pois vão passando por cima dos sentimentos alheios e só enxergam o próprio nariz.
O tempo está correndo e ainda há chance de mudanças, de reforma intima.

As oportunidades de ser uma pessoa melhor são inúmeras, mas o tempo está se esgotando e daqui a pouco não dá mais tempo.

A pessoa de boa índole, bons sentimentos, a que recebe as energias negativas, esta, supera a mágoa, e vai vivendo o seu melhor, mas é tão visível a falta de amor do outro, que acaba não suportando mais a convivência.
Ninguém é dono de ninguém, e ninguém é dono da verdade. O respeito deve haver sempre, em qualquer idade, e se deve haver respeito à criança, que fará um quase adulto em fase de construção da própria vida, do caráter.

E nem falaremos em relações amorosas, essa é básica, amor acima de tudo.
Aquele que, apenas a sua verdade, é a que prevalece, este é o mais ignorante, vaidoso e quem mais necessita de aprendizado.

O maior aprendizado que a vida pode dar é amor, sentir amor, amar, respeitar com amor, doar-se com amor, porque a ausência do amor faz a vida sem Deus.

texto da



quarta-feira, junho 03, 2009

QUEIXAS NÃO

Emmanuel



A vida é uma escola.

Por mais difícil o processo educativo a que nos vejamos submetidos,

saibamos valorizar o tempo,

agradecendo e trabalhando

ao invés de reclamar ou ferir.

Todos somos chamados a estudar e aprender,

prestigiando as oportunidades e as horas.-o-

Imagina quanta atividade ser-nos-á possível desenvolver em trinta minutos.

Despendendo semelhante cota de tempo,

conseguimos facilmente reconfortar corações aflitos,

estender apoio aos que sofrem mais que nós mesmos,

reerguer esperanças caídas e

efetuar prestações de serviço,

à feição de viveiros de paz e luz.-o-

Por mais constrangedoras as circunstâncias que nos cerquem,

nunca nos lamentemos.

Ao contrário disso, apliquemo-nos,

quanto se nos faça possível,

à concretização do bem de todos.

Nessa diretriz, entretanto, é indispensável se nos amplie a visão.

Compreender mais, para servir melhor.

Os motivos para inquietação surgem freqüentemente no cotidiano,

mas, se lhes penetramos o objetivo,

saberemos acolhê-los, de imediato,

por ensinos da vida em nosso favor.

A desarmonia sugere a necessidade de entendimento.

O obstáculo leciona confiança.

A solidão fornece aulas de auto-análise.

O fracasso administra experiência.

Imperioso discernir,

a fim de que nos reconheçamos na condição de alunos,

em todos os lances e

dificuldades do caminho

que nos foi apontado ao trânsito comum.-o-

Cada dia é uma fração de recursos

que podemos empregar em aprendizado

e melhoria por fora,

para enriquecimento e sublimação por dentro de nós.

Ante aqueles que já despertaram nas responsabilidades próprias,

não existe ocasião para queixas.

Todas as horas são instrumentos

que favorecem a execução das tarefas que fomos induzidos

ou claramente requisitados a realizar no campo do bem.

Empenhemo-nos em lutar pela própria elevação.

Ninguém está excluído.

Quantos se afastam de semelhante imposição da existência

caem facilmente na reclamação ou na rebeldia,

encontrando em si mesmos o infortúnio dos que param de agir e servir.

Inexperientes ainda, acomodam-se com a ociosidade

e com a sombra, esquecendo-se, porém,

de que unicamente aqueles que dormem sobre colchões de rosas

são os que sabem dramatizar a agressão dos espinhos.

(De “Instrumentos do Tempo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

domingo, maio 17, 2009

A questão da transcendência:




A questão da transcendência:
Está na raiz do ser humano a busca da transcendência e a maior das experiências na busca da transcendência é a droga, como droga pode ser a religião, a arte, o cinema.
A droga (química) permite uma viagem fantástica, se rompe todos os limites, dá um sentimento de onipotência e você voa...
O problema da droga, não é a viagem, é a volta da viagem, pois você não agüenta mais o cotidiano: que é imanência, que é gris, que é chato, que tem que trabalhar, levantar, seguir horários, tem que pagar contas...
É muito melhor viajar.
O critério para saber se a transcendência é boa, potencia o ser humano ou diminui, é perguntar em que medida esta experiência te ajuda a enriquecer o cotidiano, assumir o cotidiano, se representa fuga do cotidiano, álibi para o cotidiano, se é um endeusamento, uma fetichização da realidade ou um encontro com a realidade que alarga as dimensões do teu coração, te dando uma experiência mais profunda do Ser, o você depois dessa experiência sai mais empobrecido, frustrado e volta ao cotidiano sem energia pra enfrentá-lo com grandeza, porque o cotidiano, porque nós não habitamos só poeticamente o mundo, habitamos prosaicamente mundo, assim como ele deve ser levado avante.
As pseudo (falsa) transcendências, elas exploram esta dimensão do ser humano, mas não lhe dão a experiência de uma plenitude duradoura.
A droga, não é a droga que faz a experiência da viagem, é a química. Outra coisa é uma viagem feita através de um trabalho de busca da sua identidade, um caminho espiritual mais longo, onde você conquista passo a passo os demônios que estão dentro de você, não os recalca, nem corta os chifres deles, mas os domestica, canaliza a energia poderosa deles para o teu crescimento, pra você
Ter mais uma experiência global da realidade, permitindo que a luz ilumine as trevas, que a tua parte sã cure a parte doentia, então esta experiência de transcendência é fecunda.
... Somos como uma árvore, fundados no chão, que nos dá forças para enfrentar tempestades, mas também somos como a copa, que dialoga com o universo, com as energias cósmicas, com os ventos, com as chuvas, com o sol, sintetizamos tudo isso, transformamos em vida, a nossa abertura e se não mantemos a abertura, o tronco estiola, as raízes secam e a seiva não existe, morremos, então a dialética, é mantermos enraizamento e abertura; imanência, mas aberto à transcendência.
(Leonardo Boff – trecho de uma palestra presente no livro deste autor:
TEMPO DE TRANSCENDÊNCIA.

terça-feira, maio 12, 2009

AUSÊNCIA DE LIMITES




Limites são pré-requisitos para demarcar nossas fronteiras energéticas.

Quando abrimos mão de tudo, impensadamente, não identificamos onde nós terminamos e onde o outro começa.

Não somente fica fragilizado nosso território magnético, mas também o corpo físico e o astral, o campo emocional e o mental, além de nossos bens e direitos.

A "ausência de limites" na mediunidade cria fendas, onde penetram miasmas e outras contaminações negativas.

Seremos presas fáceis de influências danosas, até que restauremos e fortifiquemos esses pontos frágeis que danificam nossas defesas/fronteiras invisíveis.

Indivíduos descontrolados não possuem limites.

Não respeitam as possibilidades, tampouco a individualidade dos outros. Invadem, de forma constante, nossa privacidade e transgridem nossos territórios emocionais, acreditando estar no direito de fazer isso. Desenvolver limites saudáveis nos dá uma percepção exata de até onde nos permitimos ir, em relação com os outros e com nós mesmos.

Precisamos aprender a "dizer sim" ou a "dizer não", quando necessário.

Não devemos permitir que os outros nos controlem, ou mesmo, nos desrespeitem.

Não podemos ser responsáveis pelos desatinos dos adultos infantilizados e inseguros.

Em geral, as pessoas estão acostumadas a que os médiuns tomem conta de seus problemas, de suas sensações íntimas, e se dediquem a controlar e tentar mudar seus comportamentos inadequados.

Estão habituadas a que os medianeiros se sacrifiquem por seus caprichos e incoerências.

Exigem que resolvam milagrosamente suas dificuldades, sem perceberem que elas existem exatamente porque tais pessoas não tomaram as decisões ou atitudes imprescindíveis à solução de sua problemática existencial. "... agora que começam, para ele, as verdadeiras dificuldades, e tem, mais do que antes, necessidade de conselhos da prudência e da experiência, se não quiser cair nas mil armadilhas que lhe vão ser armadas".

As "verdadeiras dificuldades", os conselhos da prudência e da experiência" e as "mil armadilhas" aqui referenciadas estão diretamente relacionadas com a perda de controle ou com a "ausência de limites".

Quando queremos que os outros pensem e ajam pelos nossos padrões existenciais, desrespeitamos seus limites emocionais, mentais e espirituais, atraindo fatalmente pessoas que agirão da mesma forma para conosco. Somente se dá aquilo que se possui.

Como, pois, exigir limites de alguém, se ainda não soubemos estabelecer nossos próprios limites?

Enquanto os indivíduos abrirem mão de seu poder pessoal, dado por Deus, de sentir, pensar, agir e de conduzir-se no agora com o melhor de si, e permitirem que os outros determinem quando devem ficar alegres ou tristes, o que devem dizer ou fazer, ou como lidar com determinada situação, serão como folhas perdidas no solo durante uma tempestade: conduzidas aleatoriamente para onde o vento levar...

(De “A imensidão dos sentidos”, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed)

domingo, maio 10, 2009

A OPINIÃO DOS OUTROS

Redação do Momento Espírita







Você se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito?

Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma. Que se conhece. É auto-suficiente.

No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial.

O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a dependência de elogios.

Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura.

Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente amolentada e logo procura um médico.

Se ouve alguém dizer que está gorda, desesperadamente tenta diminuir peso.

Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita.

Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem condições de reparar a suposta feiúra com cirurgia plástica.

Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem.

Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de agradar sempre.

São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor.

São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz, malham até à exaustão, para impressionar a sua eleita.

E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro, caem em depressão.

Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois geralmente não conhecem as pessoas das quais falam.

Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é.

Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com falsos elogios, nem com críticas infundadas.

Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se. Ninguém melhor do que você para saber o que se passa na sua alma.

Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços.

A meditação é excelente ferramenta de auto-ajuda. Mergulhar nas profundezas da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação.

Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.

Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir.

Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do espírito imortal.

O importante mesmo, é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem.

A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver realmente interessado na sua felicidade e no seu bem-estar.
Pense nisso!
Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia.

Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas negativas não tornarão você pior.

Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a auto-estima.

Mas lembre-se: seja exigente para consigo, e indulgente para com os outros.

Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança necessárias ao seu bem-estar efetivo.

E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da alma justa e nobre.

Pense nisso, e liberte-se do jugo da opinião dos outros.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

http://www.momento.com.br/


O conhecimento de si mesmo é a chave do melhoramento individual.Santo Agostinho (Espírito) in O LIVRO DOS ESPÍRITOS obra codificada por A. Kardec




sábado, maio 02, 2009

15 anos sem Mário




I. DA OBSERVAÇÃO

Não te irrites, por mais que te fizerem...

Estuda, a frio, o coração alheio.

Farás, assim, do mal que eles te querem,

Teu mais amável e sutil recreio...


II. DO AMIGO

Olha! É como um vaso

De porcelana rara o teu amigo.

Nunca te sirvas dele...

Que perigo!

Quebrar-se-ia, acaso...


III. DO ESTILO

Fere de leve a frase...

E esquece...

Nada

Convém que se repita...

Só em linguagem amorosa agrada

A mesma coisa cem mil vezes dita.


IV. DA PREOCUPAÇÃO DE ESCREVER

Escrever...

Mas por quê?

Por vaidade, está visto...

Pura vaidade, escrever!

Pegar da pena...

Olhai que graça terá isto,

Sejá se sabe tudo o que se vai dizer!...


V. DAS BELAS FRASES

Frases felizes...

Frases encantadas...

Ó festa dos ouvidos!

Sempre há tolices muito bem ornadas...

Como há pacovios bem vestidos.

VI. DO CUIDADO DA FORMA

Teu verso, barro vil,

No teu casto retiro, amolga, enrija, pule...

Vê depois como brilha, entre os mais, o imbecil,

Arredondado e liso como um bule!


VII. DA VOLUPTUOSIDADE

Tudo, mesmo a velhice, mesmo a doença,

Tudo comporta o seu prazer...

E até o pobre moribundo pensa

Na maneira mais suave de morrer...


VIII. DOS MUNDOS

Deus criou este mundo.

O homem, todavia,

Entrou a desconfiar, cogitabundo...

Decerto não gostou lá muito do que via...

E foi logo inventando o outro mundo.


IX. DA INQUIETA ESPERANÇA

Bem sabes

Tu, Senhor, que o bem melhor é aquele

Que não passa, talvez, de um desejo ilusório.

Nunca me dês o Céu... quero é sonhar com ele

Na inquietação feliz do Purgatório...


X. DA VIDA ASCÉTICA

Não foge ao mundo o verdadeiro asceta,

Pois em si mesmo tem seu próprio asilo.

E em meio à humana turba, arrebatada e inquieta,

Só ele é simples e tranqüilo.

XI. DAS CORCUNDAS

As costas de Polichinelo arrasas

Só porque fogem das comuns medidas?

Olha! quem sabe não serão as asas

De um Anjo, sob as vestes escondidas...


XII. DAS UTOPIAS

Se as coisas são inatingíveis.., ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A mágica presença das estrelas!


XIII. DO BELO

Nada, no mundo, é, por si mesmo, feio.

Inda a mais vil mulher, inda o mais triste poema,

Palpita sempre neles o divino anseio

Da beleza suprema...


XIV. DO MAL E DO BEM

Todos têm seu encanto: os santos e os corruptos.

Não há coisa, na vida, inteiramente má.

Tu dizes que a verdade produz frutos...

Já viste as flores que a mentira dá?


XV. DO MAU ESTILO

Todo o bem, todo o mal que eles te dizem, nada

Seria, se soubessem expressá-lo...

O ataque de uma borboleta agrada

Mais que todos os beijos de um cavalo.

XVI. DA DISCRETA ALEGRIA

Longe do mundo vão, goza o feliz minuto

Que arrebataste às horas distraídas.

Maior prazer não é roubar um fruto

Mas sim ir saboreá-lo às escondidas.


XVII. DA INDULGÊNCIA

Não perturbes a paz da tua vida,

Acolhe a todos igualmente bem.

A indulgência é a maneira mais polida

De desprezar alguém.


XVIII. DOS PESCADORES DE ALMAS

Se Deus, tal como Satanás, procura

As almas aliciar.., por que deixa ao Pecado

Esse caminho suave, essa fatal doçura

E faz do Bem um fruto amargo e indesejado?


XIX. DOS MILAGRES

O milagre não é dar vida ao corpo extinto,

Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo...

Nem mudar água pura em vinho tinto...

Milagre é acreditarem nisso tudo!


XX. DOS SOFRIMENTOS QUOTIDIANOS

Tricas...

Nadinhas mil...

Ridículos extremos...

Enxame atroz que em torno à gente esvoaça.

E disto, e só por isto envelhecemos...

Nem todos podem ter uma grande desgraça!


XXI. DAS ILUSÕES

Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.

Com ele ia subindo a ladeira da vida.

E, no entretanto, após cada ilusão perdida...

Que extraordinária sensação de alívio!


XXII. DA BOA E DA MÁ FORTUNA

É sem razão, e é sem merecimento,

Que a gente a sorte maldiz:

Quanto a mim, sempre odiei o sofrimento,

Mas nunca soube ser feliz...


XXIII. DOS NOSSOS MALES

A nós nos bastem nossos próprios ais,

Que a ninguém sua cruz é pequenína.

Por pior que seja a situação da China,

Os nossos calos doem muito mais...


XXIV. DA INFIEL COMPANHEIRA

Como um cego, grita a gente:

"Felicidade, onde estás?"

Ou vai-nos andando à frente...

Ou ficou lá para trás...


XXV. DA PAZ INTERIOR

O sossego interior, se queres atingi-lo,

Não deixes coisa alguma incompleta ou adiada.

Não há nada que dê um sono mais tranqüilo

Que uma vingança bem executada...


XXVI. DA MEDIOCRIDADE

Nossa alma incapaz e pequenína

Mais complacências que irrlsão merece.

Se ninguém é tão bom quanto imagina,

Também não é tão mau como parece.


XXVII. DO ESPÍRITO E DO CORPO

O espírito é variável como o vento,

Mais coerente é o corpo, e mais discreto...

Mudaste muita vez de pensamento,

Mas nunca de teu vinho predileto...


XXVIII. DO "HOMO SAPIENS"

E eis que, ante a infinita Criação,

O próprio Deus parou, desconcertado e mudo!

Num sorriso, inventou o homo sapiens, então,

Para que lhe explicasse aquilo tudo...


XXIX. DA ANÁLISE

Eis um problema!

E cada sábio nele aplica

As suas lentes abismais.

Mas quem com isso ganha é o problema, que fica

Sempre com um x a mais...


XXX. DO ETERNO MISTÉRIO

"Um outro mundo existe.., uma outra vida..."

Mas de que serve ires para lá?

Bem como aqui, tu'alma atônita e perdida

Nada compreenderá...


XXXI. DA POBRE ALMA

Como é que hás de poder, ó Alma, devassar

Essas da pura essência invisíveis paragens?

Tu que enfim não és mais do que um ansioso olhar!

Ó pobre Alma adoradora das Imagens...


XXXII. DAS VERDADES

A verdade mais nova, ela somente, existe!

Até que um dia, para os mais meninos,

Vai tornando esse aspecto, entre irrisório e triste,

Dos velhos figurinos...


XXXIII. DA BELEZA DAS ALMAS

Se é bela a alma em si, que importa o proceder?

Com Marco Antônio, rei da sedução,

Sentiriam os Anjos mais prazer

Do que na companhia de Catão...


XXXIV. DA PERFEIÇÃO DA VIDA

Por que prender a vida em conceitos e normas?

O Belo e o Feio.., o Bom e o Mau... Dor e Prazer...

Tudo, afinal, são formas

E não degraus do Ser!


XXXV. DA ETERNA PROCURA

Só o desejo inquieto, que não passa,

Faz o encanto da coisa desejada...

E terminamos desdenhando a caça

Pela doida aventura da caçada.


XXXVI. DA FALSIDADE

Foi tudo falso, o que ela disse?

Fecha os olhos e crê: a mentira é tão linda!

Nem ela sabe que fingir meiguice

É o mais certo sinal de que te ama ainda...


XXXVII. DA CONTRADIÇÃO

Se te contradisseste e acusam-te.., sorri.

Pois nada houve, em realidade.

Teu pensamento é que chegou, por si,

Ao outro pólo da Verdade...


XXXVIII. DO PRAZER

Quanto mais leve tanto mais sutil

O prazer que das coisas nos provém.

Escusado é beber todo um barril

Para saber que gosto o vinho tem.


XXXIX. DO PRANTO

Não tentes consolar o desgraçado

Que chora amargamente a sorte má.

Se o tirares por fim do seu estado,

Que outra consolação lhe restará?


XL. DO SABOR DAS COISAS

Por mais raro que seja, ou mais antigo,

Só um vinho é deveras excelente:

Aquele que tu bebes calmamente

Com o teu mais velho e silencioso amigo...

[Mario Quintana; Espelho Mágico, 1945]